Lecythis pisonis

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Lecythis pisonis.jpg

Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Ericales
Família: Lecythidaceae
Género: Lecythis
Espécie: L. pisonis
Cambess.
Sinónimos
Couroupita crenulata Miers

Couroupita lentula Miers
Lecythis amapaensis Ledoux
Lecythis amazonum Mart. ex O.Berg
Lecythis densa Miers
Lecythis hoppiana R.Knuth
Lecythis marcgraaviana Miers
Lecythis ollaria Spruce
Lecythis ollaria Vell.
Lecythis paraënsis Huber ex Ducke
Lecythis pilaris Miers
Lecythis pisonis subsp. usitata S.A.Mori & Prance
Lecythis setifera Miers
Lecythis sphaeroides Miers
Lecythis urnigera Mart.
Lecythis usitata Miers
Lecythis usitata var. paraensis R.Knuth
Lecythis usitata var. tenuifolia R.Knuth
Lecythis velloziana Miers
Pachylecythis egleri Ledoux

Ouriço e castanhas da sapucaia

Lecythis pisonis, popularmente conhecida por sapucaia ou cabeça-de-macaco, é uma árvore brasileira da família das lecitidáceas. Sua semente é chamada castanha-de-sapucaia.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

A palavra sapucaia tem origem tupi, ainda que existam diferenças nas propostas etimológicas: pode resultar da união dos elementos sa, puca e ia (respectivamente: olho - que se abre - cabaça) - já que ao abrir-se o opérculo do fruto (que é um pixídio) parece que se vê um olho. Significando, literalmente, "fruto que faz saltar o olho" (ïasapuka'i)[1] .

Por outro lado, há quem considere que a palavra tem origem na palavra tupi para galinha, gûyrasapukaîa (literalmente, "ave que grita"[2] ). A galinha era um elemento de troca entre índios e portugueses, no início da colonização: as galinhas eram trocadas pelas sementes do fruto, as castanhas. Ou seja, as castanhas (e a árvore que as produzia) teriam passado a ser chamadas pelo nome de seu produto de troca: as galinhas (em tupi, gûyrasapukaîa ou, simplesmente, "sapucaia").

Características[editar | editar código-fonte]

Pode atingir os cinquenta metros de altura e um metro de diâmetro, ainda que a maioria ronde os cinco a quinze metros de altura e os trinta centímetros de diâmetro.

O tronco tem fissuras profundas.

Fenologia[editar | editar código-fonte]

As folhas são decíduas.

Os frutos, enormes, levam cerca de dez meses a atingir a maturação (agosto ou setembro) depois da floração, que ocorre logo a seguir, em outubro. O morcego Phyllostomus hastatus (e talvez outros morcegos frugívoros) são responsáveis pelo principal processo de disseminação de sementes, sendo atraídos pelo alimento que é proporcionado numa extremidade das sementes.

Ocorrência[editar | editar código-fonte]

Existe na floresta amazônica ocidental, principalmente ao longo do Rio Amazonas, e na Mata Atlântica pluvial, do Piauí até São Paulo.

Ecologia[editar | editar código-fonte]

É árvore do dossel florestal ou emergente.

Usos[editar | editar código-fonte]

Além de fornecer frutos comestíveis, é cultivada como planta ornamental na Região Sudeste do Brasil.

Referências

  1. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p. 1 551
  2. NAVARRO, E. A. Método Moderno de Tupi Antigo. Terceira edição. São Paulo: Global, 2005. p. 143

Referências[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

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