Mânio Manílio

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Mânio Manílio (em latim, Manius Manilius) foi um jurista e magistrado romano. Foi cônsul em 149 a.C. com Lúcio Márcio Censorino.

O seu prenome e legado[editar | editar código-fonte]

O prenome de Manílio aparece geralmente como Mânio, mas alguns autores assinalam que no manuscrito de Cícero, De Re Publica, o nome aparece claramente escrito como •M•, que significa Marco, e não como •M'•, o qual significaria Mânio.

Marcus Manílio é um dos oradores em De Re Publica[1] e, em consequência, um contemporâneo de C. Fânio, Q. Cévola, Lélio e Cipião o Africano, o Jovem. Era um jurista[2] e é mencionado por Pompônio[3] com P. Múcio, pontífice máximo, e Bruto, como um dos três fundadores da ius civile.

Pompônio afirma que Manílio escreveu três tratados, que estavam vigentes no seu tempo, e que foi cônsul.

O seu consulado[editar | editar código-fonte]

Manílio, portanto, parece ser o cônsul em 149 a.C., eleito com Lúcio Márcio Censorino. Nesse ano, a terceira guerra púnica começara, e Manílio e o seu colega foram designados para a sua condução. Eles fizeram um ataque contra Cartago, e queimaram a frota cartaginesa à vista da cidade[4]

A campanha de Manílio é descrita por Apiano em pormenor.[5] Cartago foi tomada finalmente por Cipião Emiliano Africano, em 146 a.C..

Durante o seu consulado, Manílio escreveu aos aqueus para que enviassem Políbio a Lilibeia, pois requeria dos seus serviços. Porém, ao chegar a Córcira, Políbio recebeu uma carta dos cônsules, que informavam de que os cartagineses entregaram reféns, e estavam dispostos a obedecer as ordens romanas, e que como consideravam que a guerra terminara, já não requeriam dos seus serviços, pelo qual Políbio voltou para o Peloponeso.[6]

O seu legado[editar | editar código-fonte]

A reputação de Manílio não se baseia apenas nos seus serviços militares. Pompônio afirma que escreveu três tratados jurídicos, enquanto Cícero[7] menciona-o como uma pessoa com grande poder de oratória.

Entre os escritos jurídicos de Manílio havia um tratado sobre as condições aplicáveis às vendas (venalium vendendorum legens[8] ) que aparentemente era um livro de formulários. Pode ter escrito sobre outros temas além do direito.[9]

As datas do seu nascimento e morte são incertas. Pelos antecedentes indicados por Cícero pôde ter nascido circa 200 a.C. e falecer após 129 a.C.

Referências

  1. Cic., De Re Publica, i. 12
  2. Cic. De Rep. iii. 10
  3. Dig. 1. Tit. 2. s. 1 § 39
  4. Liv. Epit. 49; Floro, ii. 15
  5. Punic.75-109
  6. Polib. Livro xxxvii. Ed. Bekker
  7. Cic. Brutus, 28
  8. Cic. de Orat. i. 58
  9. Cic. Brut. 28, ed. H. Meyer
  • Este artigo foi inicialmente traduzido do artigo da Wikipédia em espanhol, cujo título é «Manio Manilio».
Precedido por:
Tito Quíncio Flaminino e Mânio Acílio Balbo
Cônsul da República Romana com Lúcio Márcio Censorino
149 a.C.
Sucedido por:
Espúrio Postúmio Albino Magno e Lúcio Calpúrnio Pisão Cesonino