Iyalorixá
Iyalorixá[1] ou Iyá (mãe) ou ainda Yalaorixá é uma sacerdotisa e chefe de um terreiro de Candomblé Ketu.
Iyá no dialeto Yorubá significa (mãe), bem como a junção Iyaiyá (mamãe) ou Iaiá (tendo o mesmo significado de mamãe, senhora, forma carinhosa de falar com a mãe, ou senhora da fazenda muito usada pelos escravos). Palavra utilizada em muitos segmentos das religiões afro-brasileiras, principalmente no Candomblé. Pode ser usado antes de uma palavra como é o caso de Iyabassê, Iyakekerê, Iyalorixá, Iyá Nassô, como pode se usar a palavra para se referir às Iyámi significando (minha mãe), também chamadas de Iyami-Ajé (minha mãe feiticeira) ou Iyami Agbá que significa (minha mãe anciã)
Ela é a responsável por tudo que acontece, ninguém faz nada sem sua prévia autorização. Sua função é sacerdotal, ela faz consultas aos Orixás através do jogo de búzios, uma vez que no Brasil não temos o habito de consultar o Babalawo, que é o sacerdote supremo do jogo de Ifá, devido a ausência do mesmo da tradição afro-brasileira desde a morte de Martiniano do Bonfim, que segundo os mais antigos foi por volta de 1943 que faleceu o último Babalawo sacerdote supremo do culto de Ifá no Brasil, que não temos participação ativa de um Babalawo em nossos ritos, durante esse período o professor Agenor Miranda era convocado para fazer o jogo para saber dos Orixás quem seria a mãe-de-santo nos grandes terreiros baianos, com os avanços tecnológicos e com a imigração voluntária de africanos para o Brasil começaram a surgir novos Babalawôs na tradição do Candomblé, necessário se faz diferenciar o jogo de Ifá, do jogo Merindelogun e jogo de búzios.
Contando com a ajuda de muitas pessoas para a administração da casa, cada um tem uma função específica na hierarquia, mas todos sabem fazer de tudo para um caso de emergência. A responsabilidade, a quantidade de filhos-de-santo, de clientes, e a quantidade de problemas a serem resolvidos, não se comparam ao de uma casa menor. A Iyalorixá das grandes casas conta com a ajuda de um grupo de auxiliares. (ver hierarquia).
Ao passo que nas casas menores a Iyalorixá, além da função sacerdotal acumula diversas outras funções, devendo ser conhecedora das folhas sagradas, seus segredos e aplicações litúrgicas, em caso de rituais ligados aos Eguns ou se especializa ou consulta um Ojé quando necessário, quando a casa ainda não tem um Axogun confirmado ela mesmo faz os sacrifícios, quando a casa ainda não tem Alagbê normalmente a Iyalorixá convida Alagbês das casas coirmãs para tocar o Candomblé, na ausência da Iyabassê ou Ekedi ela mesmo faz as comidas dos Orixás, costura as roupas das Iaô, faz as compras, tudo depende dela.
As Iyalorixás mais populares, conhecidas e que se destacaram foram Mãe Olga do Alaketu[2][3][4], Mãe Aninha, Mãe Senhora e Mãe Menininha do Gantois[5][4][6]
Referências
- ↑ O papel cultural das sacerdotisas dos cultos afro-brasileiros Rita Amaral
- ↑ Ministério da Cultura do Brasil (27/12/2002). Lista de homenageados com a Ordem do Mérito Cultural 1995 – 2002 (html). Página visitada em 7 de Junho de 2011.
- ↑ The New York Times. Olga de Alaketu, 80, Afro-Brazilian Priestess (html) (em inglês). Página visitada em 7 de Junho de 2011.
- ↑ a b Mulheres de Axé
- ↑ Mãe Menininha A grande mãe do Candomblé um comentário sobre a matéria da revista Superinteressante
- ↑ Artigo Mulher Negra Luta e Fé Profa.Dra.Helena Theodoro
[editar] Ver também
- Mameto-de-inquice - Sacerdotisa de nações Angola e Congo
- Doné - Sacerdotisa da nação Jeje
- Gaiaku - Sacerdotisa da nação Jeje
- Noche - Sacerdotisa da nação Jeje