Namastê

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Uma dançarina Mohiniyattam fazendo o gesto de namastê

Namastê (em sânscrito: नमस्ते, [nʌmʌsˈteː]) é um cumprimento ou saudação falada no Sul da Ásia.[1] [2] Namaskar é considerado uma forma ligeiramente mais formal, mas ambas as expressões expressam um grande sentimento de respeito.[3]

É utilizada principalmente na Índia e no Nepal por hindus, sikhs, jainistas e budistas.[4] [5] Nas culturas indianas e nepalesas, a palavra é dita no início de uma comunicação verbal ou escrita. Contudo, o gesto feito com as mãos dobradas é feito sem ser acompanhado de palavras quando se despede. Na ioga, namastê é algo que se dirá ao instrutor e que, nessa situação, significa “sou o seu humilde criado”.

Literalmente significa "curvo-me perante ti"; a palavra provém do sânscrito namas, "curvar-se", "fazer uma saudação reverencial", e (te), "te".[6] The word "Namaḥa" takes the Sandhi form "Namas" before the sound "t".[7]

Quando dito a outra pessoa, é normalmente acompanhada de uma ligeira vénia feita com as duas mãos pressionadas juntas, as palmas tocando-se e os dedos apontando para cima, no centro do peito. O gesto também pode ser realizado em silêncio, contendo o mesmo significado.

Usos na cultura sul-asiática[editar | editar código-fonte]

Ainda quando saudação, um namastê pode ser dito com as mãos juntas em frente ao tórax com uma ligeira curvatura. Para indicar profundo respeito, pode-se colocar as mãos em frente a testa, no caso de reverência a um deus ou santidade, coloca-se a mão completamente acima da cabeça.

Namastê é também usado como um cumprimento na comunicação escrita, ou geralmente entre pessoas que se conhecem.

Em algumas partes da Índia (por exemplo, a área onde se fala a língua punjabe), namastê é usado não somente para cumprimentar Hindus mas para todo mundo. As saudações completas para Muçulmanos são Assalamu Alaikum e para Sikhs é Sat Sri Akaal. Mas "namastê" é aceito em todas religiões.

Entretanto, no Sri Lanka, esta comumente tem um significado diferente. O gesto é usado para saudar (bem como se despedir) de pessoas com o verbo "Aayubowan". Aayubowan significa de forma aproximada, "que você tenha uma longa vida". Quando usado em funeráis para cumprimentar os convidados, a parte verbal é geralmente omitida. O gesto aayubowan é também um símbolo cultural do Sri Lanka e da hospitalidade cingalesa. Este também é usado por comissários de bordo cingaleses para cumprimentar os passageiros e em outros sinais de hospitalidade.

Significado de Namestê[editar | editar código-fonte]

  • "O deus que habita no meu coração, saúda o deus que habita no seu coração. Mais radiante do que o Sol. Mais puro que a neve. Mais sutil que o éter. Esse é o Ser, o Espírito dentro do coração de cada um de nós. Esse ser sou eu, esse ser é você. Somos todos nós, Está em você, está em tudo." font Sancritos M.V.
  • 'O ser que habita meu coração saúda o ser que habita o seu coração.' font Sancritos M.V.

Significados na cultura global[editar | editar código-fonte]

Namastê é uma das algumas palavras sânscritas comumente reconhecidas por aqueles que não falam hindi. No Ocidente, ela é usada para indicar a cultura sul-asiática em geral. Namastê é particularmente associada à aspectos da cultura sul-asiática como o vegetarianismo, a ioga, e o hinduísmo.

A divulgação desta saudação foi feita na série de televisão LOST.

Referências

  1. Sanskrit English Disctionary University of Koeln, Germany
  2. Constance Jones and James D. Ryan, Encyclopedia of Hinduism, ISBN 978-0-8160-5458-9, pp 302
  3. D. Ikeda, D. & V.P. Nanda (2004), The Spirit of India: Buddhism and Hinduism (2), Journal of Oriental Studies, 14, pp 3-47
  4. Ying, Y. W., Coombs, M., & Lee, P. A. (1999), Family intergenerational relationship of Asian American adolescents, Cultural Diversity and Ethnic Minority Psychology, 5(4), pp 350-363
  5. Bhatia, S., & Ram, A. (2009). Theorizing identity in transnational and diaspora cultures: A critical approach to acculturation. International Journal of Intercultural Relations, 33(2), pp 140-149
  6. Thomas Burrow "The Sanskrit Language", pp. 263-268
  7. Thomas Burrow "The Sanskrit Language", pp. 100-102