Nossa Senhora das Dores (Sergipe)

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Município de Nossa Senhora das Dores
"Dores"
Bandeira de Nossa Senhora das Dores
Brasão de Nossa Senhora das Dores
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 11 de Junho de 1859

(152 anos)

Gentílico dorense
Prefeito(a) Fernando Lima Costa (PDT)
(2013–2016)
Localização
Unidade federativa  Sergipe
Mesorregião Médio Sertão Sergipano IBGE/2008 [1]
Microrregião Nossa Senhora das Dores IBGE/2008 [1]
Distância até a capital 72 km
Características geográficas
Área 471,001 km² [2]
População 25 839 hab. IBGE/2013[3]
Densidade 54,86 hab./km²
Altitude 204 m
Clima Tropical chuvoso As'
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,6 médio PNUD/2010[4]
PIB R$ 117 777,203 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 4 801,55 IBGE/2008[5]
Página oficial

Nossa Senhora das Dores é um município brasileiro do estado de Sergipe.

Localiza-se a uma latitude 10º29'30" sul e a uma longitude 37º11'36" oeste, estando a uma altitude de 204 metros. Sua população estimada em 2007 era de 23.800 habitantes. Possui uma área de 482,6 km². Fica a 72 km de Aracaju e a 392 km de Salvador.

Economia[editar | editar código-fonte]

Umas das principais atividades econômicas do município é a pecuária, no entanto, a cidade se destaca como pólo do serviço e comércio da microrregião. E atualmente está desenvolvendo-se a atividade açucareira,com implantação de uma usina de beneficiamento desta materia prima.

Turismo[editar | editar código-fonte]

A Festa do boi, não só é a mais importante festa da cidade, como uma das mais importantes do interior do estado. E ainda serve de referência quando se fala da cidade. Também existem, a Micarense que acontece sempre no mês de maio, e a festa da padroeira no mês de setembro.

Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Nos últimos dez anos a cidade se desenvolveu em vários setores, na habitação, foram criados vários loteamentos, pavimentadas dezenas de ruas, construídas centenas de casas; no transporte, foram implantados os serviços de moto-táxi local e táxi lotação, este último facilita a locomoção de passageiros à capital; no setor tecnológico, todas operadoras de celular da nossa região têm amplo sinal em todo perímetro da cidade, e também já foram criados diversos portais locais, entre eles o Visite Dores [1] que aborda diversos temas locais. Em julho/2008, foi inaugurado o provedor de Banda larga, o provedor ProNet, com serviços de até 02Mbps de conexão, possibilitou a instalação da internet nos órgãos municipais, comércio, residências e viabilizou a existência de lan houses, também em cidades vizinhas a exemplo de Cumbe e Siriri, interligando digitalmente a população ao mundo. Dores, como é gentilmente chamada por seus habitantes, é uma cidade pacata, de gente bonita e hospitaleira.

Geografia[editar | editar código-fonte]

O município de Nossa Senhora das Dores fica a 72 km de Aracaju,capital do Estado de Sergipe, localizada no Médio Sertão do estado numa faixa de transição entre o litoral e o sertão. Com cerca de 32 mil habitantes, é a principal cidade da Região do Médio Sertão Sergipano, sendo também destaque na mesorregião e microrregião do Estado.

O cidade localiza em uma altitude de 250 metros em uma vasta planície, faz parte da Bacia hidrográfica do Rio Sergipe e Rio Japaratuba, sua maior altitude é a Serra do Besouro com cerca de 310 metros acima de nível do mar, seguidos da Serra de Itapicuru que chega a 270 metros. A zona urbana da cidade conta com cerca de 16 mil habitantes e a zona rural com 9 mil habitantes.

  • Principais rios e afluentes
    • Rio Sergipe
      • Riacho Dangir
      • Riacho Verde
      • Riacho Jacoca
      • Riacho Morcego
      • Riacho das Furnas
      • Riacho Mulumgu
      • Riacho Moura
      • Riacho do Carvão
      • Riacho Caípe
    • Rio Japaratuba
      • Riacho Monteiro
      • Riacho Sangrador
      • Riacho Pintor
      • Riacho Siriri Morto
  • Regiões de Nossa Senhora das Dores distritos
    • Região Norte
      • Cajueiro
      • Serra
      • Sucupira
      • Bravo Urubu
      • Sapé
      • Lagoa de Pedro
      • Junco
      • Varginha
      • Carro Quebrado
      • Boa Vista
      • Gado Bravo Norte
      • Cruzes
    • Logradouro
      • Poção
      • Furnas
      • Canafístula
      • Tabuá
    • Região Sul
      • Taboca
      • Massaranduba
      • Taborda
      • Gado Bravo Sul
      • Cachoeirinha
      • Itapicuru
      • Borda da Mata
      • Gentio Grande
      • Campo Grande
      • Catolé
      • Itaperoá
      • Floresta
    • Logradouro
      • Salobro
      • Catolé
      • Mão da Onça

Demografia[editar | editar código-fonte]

Crescimento populacional
Censo Pop.
1991 19 606
2000 22 195 13,2%
2010 24 580 10,7%
Fonte: IBGE[6]

Contando com 19.606 habitantes no ano de 1991 (chegando, em 2013, a mais de 25.839, segundo o Censo 2010 do IBGE[7] ), distribuídos em 483,350 km², Nossa Senhora das Dores tem uma baixa densidade demográfica, mais de 53,45 hab/km². A cidade cresceu muito desde 2007, como outras cidades brasileiras. Na época possuía 23.800. Passou a 24.580 em 2010, tendo registrado na nos últimos anos crescimento geométrico de quase 10,7%. Tratando-se de religião, a grande parte da população de Nossa Senhora das Dores pratica o Catolicismo, sendo esta a religião predominante no estado, onde esta é administrada pela Arquidiocese de Aracaju e pelas Diocese de Estancia e Propriá. A Igreja Católica atua no Estado em diversas áreas umas delas são as áreas educacionais, sócio culturais e religiosas. De acordo com os dados do Novo Mapa das Religiões, feito pela Fundação Getúlio Vargas com dados de 2009 da Pesquisa de Orçamento Familiar, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 91% da população de Nossa Senhora das Dores se identifica como católica, 8,5% outras evangélicas, outras 0,5%.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Energia, água e esgoto[editar | editar código-fonte]

A quase totalidade da energia consumida em Nossa Senhora das Dores é fornecida pelas hidrelétricas da Chesf e distribuída pela Energisa. Em Nossa Senhora das Dores existe uma unidade de produção de energia de biomassa, a Agroindustrial Campo Lindo, próxima ao município de Capela.

O primeiro sistema de abastecimento de água da cidade foi inaugurado ainda no século XX que ficava no entorno da zona urbana chamada de pedreiras que ficava próxima do açude municipal , ali os habitantes da cidade iam busca água para utilidade de higiene, alimentação e etc. O abastecimento de água de Nossa Senhora das Dores é feito pela Deso e atende a quase 97% da população, beneficiando quase 24.500 habitantes.

A água que abastece o município de Nossa Senhora das Dores vem de um riacho chamado de Siriri que nasce na Mata do Cipó, e está em risco de secar, devido a interrupção humana.

Transporte[editar | editar código-fonte]

Rodoviária[editar | editar código-fonte]

O Terminal Rodoviário de Nossa Senhora das Dores, oficialmente Terminal Rodoviário Joel Nascimento, está localizado às margens da Avenida Francisco Pedro Nascimento, na entrada da cidade para quem vai ao Alto Sertão da SE-206.

A rodoviária recebe ônibus de viações estadual e interestadual. Pode-se ir e vir de muitas cidades de Sergipe do Alto Sertão-Capital,Nossa Senhora das Dores-Itabaiana,Capela-Dores.

Cerca de quatro empresas operam com transporte em Nossa Senhora das Dores. Do fluxo total de passageiros no terminal Joel Nascimento, 1% são de viajantes de outros estados, passam no terminal rodoviário de Nossa Senhora das Dores por ano cerca de mais de 1000 passageiros. As maiores viações ali presentes interestadual, são: Bomfim e estadual,são: Coopertalse, Coopetaju e Cooagreste, além de micro-onibus independentes pequena que liga a cidade de Nossa Senhora das Dores-Capela.

Educação[editar | editar código-fonte]

IBGE (2013)[8]
Ensino Alunos matriculados Professores
Pré-escola 625 59
Fundamental 5 049 242
Médio 937 31
Superior 200 10
Instituições públicas de ensino superior
  • Universidade Federal de Sergipe (UFS)- EAD (no centro)
Instituições privadas de ensino superior
  • Universidade Tiradentes (UNIT)- EAD
  • Universidade Vale do Acarú (UVA)
  • Faculdade Mackenzie
  • Faculdade Atlântico
Principais instituições de ensino
  • Colégio Estadual Professor Fernando Azevedo
  • Colégio Estadual General Calazans
  • Colégio Cenecista Regional Francisco Porto- CENC
  • Centro Educacional João Paulo II
  • Centro Educacional Sagrada Família (infantil)
  • Escola Municipal Petronilho de Menezes Cotias (infantil)
  • Escola Municipal Arnaldo Rolemberg Garcez
  • Escola Municipal Profª. Hozana Azevedo
  • Escola Municipal Profª. Maria da Glória Santos
  • Escola Municipal Profª Enezilde Vieira Santos
  • Escola Municipal Profº. Isaac Menezes Santos

Esportes[editar | editar código-fonte]

A cidade conta com três praças de esportes, conta com dois estádios de futebol aptos a receber partidas profissionais: Ariston Azevedo com capacidade para 3 000 pessoas e o Estádio Raul Gomes que tem capacidade para 1 500 pessoas, possui também um ginásio poliesportivo o Ginásio Tancredo Neves que possui uma capacidade para 4 000 pessoas.Possui também um time de futebol profissional o Dorense e outras agremiações amadoras como a Flamengo, Gentil FC.,Ascenso FC,Avenida FC, Fluminense FC e entre outros.O Futsal também é um esporte muito popular na cidade que conta todos os anos com a Liga Dorense de Futsal que durante as semanas o publico chega a 200 pessoas por jogo, futebol, futsal, voleibol, ciclismo, xadrez, jogos de cartas, motocross e o handeball, que na década de 90 foi destaque estadual, conquistando vários títulos, nas categorias masculina e feminina. .

História[editar | editar código-fonte]

A história de Nossa Senhora das Dores começa em 4 de outubro de 1606, quando Pero Novais de Sampaio obteve uma carta de sesmaria, de duas léguas de terras devolutas, doadas pelo capitão-mor Nicolau Felipe de Vasconcelos. O objetivo inicial era a criação de gado, mas foi a produção de algodão que alavancou a economia dorense. O município nasceu com o nome Enforcados, um lugar utilizado para aprisionamento e sacrifício de índios. Segundo constatação do escritor Laudelino Freire, o nome foi mudado para Nossa Senhora das Dores por um missionário que foi pregar uma Santa Missão na comunidade. Até hoje não se sabe o nome desse pregador nem a data da mudança. Acredita-se que tenha ocorrido no início do século XIX, baseado numa carta do juiz de Paz, assinada como povoação de Nossa Senhora das Dores. Mas há outros documentos oficiais, ao mesmo tempo, que falam em Enforcados. O que dá a entender que o nome, apesar de mudado, persistiu por algum tempo. Em 28 de abril de 1858, a povoação foi elevada à categoria de freguesia e distrito administrativo, permanecendo assim durante 61 anos. Finalmente no dia 23 de outubro de 1920 passou à categoria de cidade, desmembrada dos municípios de Capela e Divina Pastora.dheia santos

Política[editar | editar código-fonte]

Esta é uma lista de prefeitos de Nossa Senhora das Dores.

Nome Período
Raul Silveira 1932 - 1935
Antônio dos Reis Lima 1935 - 1938
Cônego Miguel Monteiro Barbosa 1938 - 1941 (Interventor)
José Barreto de Souza 1941 - 1947 (Interventor)
Antônio dos Reis Lima 1947 - 1951
João de Oliveira Paes 1951 - 1955
Antônio dos Reis Lima 1955 - 1959
Francisco Paes de Santana 1959 - 1963
Joel Nascimento 1963 - 1967
Antônio Cardoso de Oliveira 1967 - 1971
Joel Nascimento 1971 - 1973
Paulo Garcia Vieira 1973- 1977
Joel Nascimento 1977-1982
Jaime Figueiredo Lima 1982 - 1988
José Américo de Almeida Filho 1988 - 1992
José Ivan Pereira dos Anjos 1992 - 1996
José Américo de Almeida Filho 1996 - 2000
Fernando Lima Costa 2000 - 2004
Fernando Lima Costa 2005 - 2008
Aldon Luiz dos Santos 2009 - 2012
Fernando Lima Costa 2013 - presente

Tradição[editar | editar código-fonte]

O município mantém a tradição religiosa-cultural já centenária, dos Penitentes. O movimento adquiriu um cunho religioso a partir de promessas feitas por pessoas que viam na penitência a maneira mais correta de agradecer as graças recebidas. Apenas homens são recebidos no grupo dos Penitentes. Eles ficam envoltos em túnica e capuz brancos, cobrindo todo o corpo e rosto. Toda Sexta-Feira da Paixão eles percorrem cruzeiros e santa-cruzes do subúrbio da cidade, durante um período de sete anos seguidos, entoando preces e cânticos em intenção das almas sofredoras. Esse movimento cresceu bastante pelo fato de que um dos coordenadores permitiu a entrada de pessoas com menos de dezoito anos, o que antes não era possível. A divulgação dessa procissão fez com que as pessoas de outros lugares e até mesmo os próprios dorenses comparecessem ao movimento, perdendo o receio de acompanhar a peregrinação.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2013. Censo Populacional 2013. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2013). Página visitada em 11 de dezembro de 2013.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Página visitada em 26 de agosto de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  6. Título não preenchido, favor adicionar.
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