Palazzo Pallavicini Rospigliosi

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Fachada do Palazzo Pallavicini Rospigliosi.

O Palazzo Pallavicini Rospigliosi é um palácio de Roma construído pela Família Borghese na colina do Quirinal.

História[editar | editar código-fonte]

O Palazzo Pallavicini Rospigliosi, no século XVIII, representado por Giuseppe Vasi.

A sua superfície do Palazzo Pallavicini Rospigliosi ocupa o sítio onde se erguiam as ruínas das Termas de Constantino, cujos restos ainda fazem parte das fundações do Casino dell'Aurora. O palácio foi construído pelo famoso coleccionador Scipione Borghese[1] , o sobrinho do Papa Paulo V, como uma grande residência perto da residência papal do Palazzo del Quirinale. O palácio e jardim dos Pallavicini-Rospigliosi foram o produto dos lugares acumulados e foram desenhados por Giovanni Vasanzio e Carlo Maderno entre 1611 e 1616. Scipione possuiu este sítio por menos duma década, de 1610 a 1616, e encomendou a construção e decoração do casino e pergolata, enfrentando o jardim de Montecavallo.

Mais tarde, o palácio foi vendido a Giovanni Angelo Altemps pela soma de 115.000 scudi, com o afresco Aurora de Reni avaliado em 200 scudi. Posteriormente passou para os Bentivoglio, a que se seguiram, sucessivamente, os Lante, o Cardeal Mazarino e, através deste, os seus herdeiros, os Mancini. Foi enquanto pertencia a estes que o palácio alcançou a sua actual forma, tendo servido, durante este período, de embaixada francesa antes da sua transferência para o mais espaçoso Palazzo Farnese.

Em 1704, o palácio foi transformado em habitação da família Rospigliosi-Pallavicini, que enriqueceu a sua decoração e completou a sua actual galeria de arte. Esta família ainda possui metade do edifício, enquanto a outra metade foi por muitos anos a sede da Federconsorzi (Fedreação Italiana dos Consórcios Agrários) e actualmente é a sede da Coldiretti (associação de representação e assistência da agricutura italiana). O palácio ainda é habitado pela família e o casino é arrendado para reuniões.

O Casino dell'Aurora[editar | editar código-fonte]

A Aurora, de Guido Reni, afresco que deu nome ao casino.

A principal atracção do palácio, além da galeria de arte, é o Casino dell'Aurora. O casino, desenhado por Vasanzio, tem uma localização com vista para a Piazza del Quirinale. Nas paredes estão quatro afrescos das Estações, por Paul Brill, e dois Triunfos por Antonio Tempesta. O seu tecto apresenta o que é considerada a obra-prima do pintor bolonhês Guido Reni, datada de 1624. Este afresco está rodeado por um friso pintado, ou quadro riportato, e representa Apolo na sua carruagem precedido pela Aurora, que leva a luz ao mundo. Os símbolos heráldicos incorporados foram pensados para relacionar Scipione com Apolo. O trabalho é estritamente clássico e imita poses dos sarcófagos romanos, dos quais o museu é rico. A procissão da carruagem, que recorda a obra de Annibale Carracci no Palazzo Farnese, mostra ainda mais contenção. Apresenta pouca concessão à perspectiva, sendo a existência de um estilo vibrantemente colorido uma afronta ao tenebrismo dos seguidores de Caravaggio, apesar deste ser um pavilhão encomendado por um dos primeiros patronos deste grande pintor, Scipione Borghese. A pergolata foi decorada por Paul Brill.

Galeria de arte[editar | editar código-fonte]

A galeria de arte, Galleria Pallavicini, um pequeno museu, contem uma soberba colecção renascentisto-barroca. Foi começada pelo Cardeal Lazzaro Pallavicini, incluindo mais de 540 pinturas, desenhos e esculturas de artistas como Annibale Carracci, Pietro da Cortona, Nicolas Poussin, Botticelli, Lorenzo Lotto, Peter Paul Rubens, Domenichino, Luca Signorelli, Guido Reni e Guercino. Com as colecções possuidas pelas famílias Colonna e Doria-Pamphilij, esta é a maior colecção privada em Roma. Os corredores são afrescados por Paul Bril e uma loggia num jardim está coberta pelos afrescos de Orazio Gentileschi e Agostino Tassi.

Entre as pinturas que permanacem na colecção, depois de algumas vendas e perdas em séculos anteriores, encontram-se obras de artistas como:

Notas

  1. As maquinações de Scipione Borghese para adquirir arte podem qualificá-lo mais como um acumulador do que como um coleccionador criterioso.

Literatura[editar | editar código-fonte]

  • Silvia Bruno, I Barberini e il loro entourage in Francia, in: I Barberini e la cultura europea del Seicento / Istituto Italiano per gli Studi Filosofici. Bibliotheca Hertziana, Max Planck-Institut für Kunstgeschichte ... Per cura di Lorenza Mochi Onori, Sebastian Schütze, Francesco Solinas, Roma (De Luca), 2007, ISBN 978-88-8016-742-6, pp. 317–330.
  • Arnold Witte, Hermits in high society. Private retreats in late "Seicento" Rome, in: David R. Marshall (Hg.), Art, site and spectacle. Studies in early modern visual culture, Victoria (The Fine Arts Network) 2007 (= Melbourne Art Journal 9/10.2007), ISBN 978-0-9803807-0-5, pp. 104–119.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]