Pantano Grande

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Município de Pantano Grande
"Pantano"
Bandeira de Pantano Grande
Brasão de Pantano Grande
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 20 de setembro
Fundação 15 de dezembro de 1987 (26 anos)
Gentílico pantanense
Prefeito(a) Cássio Nunes Soares (PP)
(2013–2016)
Localização
Localização de Pantano Grande
Localização de Pantano Grande no Rio Grande do Sul
Pantano Grande está localizado em: Brasil
Pantano Grande
Localização de Pantano Grande no Brasil
30° 11' 27" S 52° 22' 26" O30° 11' 27" S 52° 22' 26" O
Unidade federativa  Rio Grande do Sul
Mesorregião Centro Oriental Rio-grandense IBGE/2008 [1]
Microrregião Cachoeira do Sul IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Rio Pardo, Encruzilhada do Sul, Minas do Leão e Dom Feliciano
Distância até a capital 123 km
Características geográficas
Área 847,613 km² [2]
População 9 895 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 11,67 hab./km²
Altitude 100 m m
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,745 alto PNUD/2000 [4]
PIB R$ 146 216,432 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 14 749,97 IBGE/2008[5]
Página oficial

Pantano Grande[nota 1] é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul. Localizado estrategicamente no entrocamento das BRs 471 e 290, é parada de vários turistas. É sede da Fundação Gaia.

Paleontologia[editar | editar código-fonte]

No município está localizado o afloramento do Quitéria, que tem dado grandes contribuições para a paleobotânica.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localiza-se a uma latitude 30º11'29" sul e a uma longitude 52º22'25" oeste, estando a uma altitude de 100 metros.

Possui uma área de 847,78 km² e sua população estimada em 2009 era de 9 794 habitantes.

História[editar | editar código-fonte]

Pantano Grande hoje é uma cidade independente, com autonomia para decidir aquilo que é melhor para si. Mas outrora as coisas eram diferentes: Pantano pertencia a Rio Pardo até 1987, mas a população tinha anseio de liberdade. Muito antes disso, em 1923, chegou ao atual Pantano Grande, o primeiro morador, chamado Miranda Machado da Rosa. Este construiu a primeira residência da localidade, onde hoje funciona a Estação Rodoviária e o Restaurante Paradouro V. O segundo a vir para a então vila, foi o Senhor João Dionísio, que construiu sua residência onde hoje fica a Serraria do Carolla. A economia da terra pantanosa era baseada na pecuária, com compra e venda de gado, além de comércio de carne e charque. Apenas em 1949 o calcário é descoberto. O conhecido Doutor Apélio de Quadros pediu aos seus funcionários que moessem a pedra de cal virgem, o que resultou no calcário. Quadros foi, então, o pioneiro da extração de calcário na localidade, o que hoje move boa parte da economia pantanense. Ainda em 1949, foi aberto, pelo Senhor Astom Marques, o primeiro posto de gasolina do distrito. Localizado estrategicamente e necessitando acompanhar o desenvolvimento das localidades vizinhas, Pantano Grande tomava, a cada dia, mais jeito de lugar desenvolvido. Em 19 de abril de 1955, foi inaugurada a Estação Rodoviária da Vila de Pantano Grande, onde hoje está localizada a redação do Jornal Tribuna, na Avenida Machado de Assis. Isto impulsionou a economia do vilarejo, visto que ônibus de todo Estado passaram a parar na localidade. Um ano após a inauguração da rodoviária, nesta mesma, foi instalado um telefone público, o que fez aumentar o movimento da rodoviária. Passados mais de 30 anos, a população do então distrito de Rio Pardo, Pantano Grande, resolveu montar uma Comissão Pró-emancipação, que iria lutar, junto ao Governo do Estado, a emancipação de Pantano Grande, fazendo deste lugar uma cidade. Tendo como Presidente o Senhor Erico Mario Raabe, a comissão conseguiu que se fizesse um plebiscito no então 5° Distrito de Rio Pardo, governado pelo Prefeito Bertholdo Affonso Pritsch. Quem governava o Rio Grande do Sul era Pedro Simon, atual Senador da República. O plebiscito aconteceu no dia 20 de setembro de 1987, em um Domingo. Resultados do plebiscito: SIM – 3.491; NÃO – 225; BRANCO: 09 e NULOS: 17. Finalmente, em 15 de dezembro de 1987 (data ostentada no Brasão do município), o Governador Pedro Simon sancionou a Lei 8.488, criando o município de Pantano Grande.

Executivo e Legislativo[editar | editar código-fonte]

Um novo tempo começava no final de 1987 para o povo de Pantano Grande: agora município, podia eleger seu Prefeito, Vice e Vereadores, que iriam decidir sobre os rumos da nova cidade. Em 1988, elege-se prefeito o ferreiro Enio José Paganotto, tendo como vice o empresário Ericson Roberto Raabe. Elegeram-se Vereadores: Vilson Longaray Almeida, Cláudio Silveira da Rosa, Luizinho Miguel Balen, Ismar Fagundes de Azambuja, Delbar Abreu Fanfa Nunes, Artur Felipe Caselli, Saul Gonçalves de Oliveira, Juarez Alfredo Vieira Collares, Milton Severo Machado e posteriormente assume João Alberto Figueiró Sampaio. Formados, Executivo e Legislativo, mantém-se até 1992, quando é feita nova eleição. Nesta, elege-se Prefeito Ericson Raabe, tendo como vice o Senhor Alcides Armando Laste. Neste pleito, tiveram êxito em sua busca ao Legislativo: José João Estrázulas Salgueiro, Gercei Souza Pires, Mário Thomas, José Ernesto W. Ferreira, João Edir de Farias, Rege Delmar Lopes, Ely de Freitas Flores, Saul Gonçalves de Oliveira e Ivanir Santin. Em 1996 acontece, novamente, uma eleição municipal, saindo vitoriosos, como Prefeito, o advogado Luizinho Miguel Balen, e como Vice-prefeito, José João Estrázulas Salgueiro (Neno). Desta vez, elegeram-se vereadores: José Pedro Nunes Dutra, Nelson Luiz de Souza Dias, Saul Gonçalves de Oliveira, Cássio Nunes Soares, Julcy José Schuck, Ely de Freitas Flores e Antonio Oscar Neres de Oliveira. No início de um novo milênio, 2000, nova eleição municipal em Pantano Grande. Nesta, o embate fora vencido por Enio José Paganotto, o primeiro prefeito de Pantano Grande, tendo como vice, o segundo prefeito de Pantano Grande, Ericson Roberto Raabe. Consagraram-se vereadores: José Pedro Nunes Dutra, Cledi Teresinha Paganotto, Antonio Oscar Neres de Oliveira, Cássio Nunes Soares, Cláudio Machado Cunha, José Ernesto W. Ferreira, Gercei de Souza Pires, Ivan Rafael Trevisan e Cláudio Ademar Lopes Luz. O ano de 2004 marcará para sempre a história de Pantano Grande: aconteceram as convenções para as eleições do mês de outubro. Éricson Raabe foi escolhido candidato a Prefeito e Cássio Nunes Soares a vice pela coligação PMDB-PDT-PP-PSDB. A campanha fluía normalmente, até que, no dia 15 de setembro de 2004 (quarta-feira), a 18 dias das eleições, o vice-prefeito e candidato a prefeito Éricson Raabe, o Fritz, morre em um trágico acidente de carro na RS-471. É indicada para substituí-lo na majoritária, sua esposa Maria Luiza Bertussi Raabe (Iza), que torna-se a primeira Prefeita da história de Pantano Grande. Em 2008, é reeleita ao cargo máximo do município, também com Cássio Nunes Soares como seu vice. No ano de 2004, elegeram-se para a Câmara Municipal: José Pedro Nunes Dutra, Gercei Souza Pires, Cláudio Machado Cunha, Paulo Renato Silva Flores, Rodolfo Sérgio Meglin, Cledi Teresinha Paganotto, Ivan Rafael Trevisan, José Erlei Rosa dos Santos e Sônia Regina Fallavena da Rosa. Em 2008, consagraram-se eleitos pelo voto ao Legislativo: José Pedro Nunes Dutra, Nilton Luis Linhares das Silveira, Ozi Rosa dos Santos, Cláudio Machado Cunha, Luis Ricardo Pinho de Moura, Eduino Antônio Oliveira Poleto, Ivan Rafael Trevisan, José Erlei Rosa dos Santos e José Carlos Gonçalves.

Administrações anteriores[editar | editar código-fonte]

  • 01/01/1989 a 31/12/1992 - Prefeito: Enio José Paganotto; Vice: Ericson Roberto Raabe
  • 01/01/1993 a 31/12/1996 - Prefeito: Ericson Roberto Raabe; Vice: Alcides Armando Laste
  • 01/01/1997 a 31/12/2000 - Prefeito: Luizinho Miguel Balen; Vice: José João Salgueiro
  • 01/01/2001 a 31/12/2004 - Prefeito: Enio José Paganotto; Vice: Ericson Roberto Raabe
  • 01/01/2005 a 31/12/2008 - Prefeita: Maria Luiza Bertussi Raabe; Vice: Cássio Nunes Soares
  • 01/01/2009 a 31/12/2012 - Prefeita: Maria Luiza Bertussi Raabe; Vice: Cássio Nunes Soares
  • 01/01/2013 a 31/12/2016 - Prefeito: Cássio Nunes Soares; Vice: Ivan Rafael Trevisan

Economia[editar | editar código-fonte]

A economia da cidade baseia-se, basicamente, na exploração da pedra calcária. Com um solo rico em minérios, principalmente no interior do município. O calcário produzido aqui é exportado para todo Brasil, tornando-se indispensável à economia da cidade. Ainda o cultivo do eucalipto, coloca Pantano Grande com uma considerável importância na exportação de lenha, principalmente no cultivo do fumo, que necessita de lenha para sua secagem. Como Pantano Grande localiza-se há 47 km de Santa Cruz do Sul, capital nacional do fumo, a exportação de lenha de Pantano Grande para a cidade fumajeira é grande.

As maiores empresas da cidade são:

  • Irmãos Cioccari e Cia ltda Fida
  • UNICAL - Universal de Calcários LTDA.
  • Raabe Calcários
  • Restaurante Raabelândia
  • Posto Raabelância
  • Restaurante Paradouro V
  • Cooperativa Triticola de Espumoso LTDA.(Cotriel)
  • Tubaron Telecom - empresa de telecomunicações e comunicação multimídia
  • Nitz Aviação Agrígola Ltda. - maior empresa de aviação agrícola da região
  • Cabana Veículos
  • Bag Sul - Sacos Plásticos e de Papel

Turismo[editar | editar código-fonte]

Festas
  • Expocal
  • Festa do Cavalo
  • Semana Farroupilha (de 14 a 20 de setembro)
  • Carnaval

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. Nota ortográfica: Segundo as normas ortográficas vigentes da língua portuguesa, este topônimo deveria ser grafado como Pântano Grande.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.