Paradoxo do mentiroso

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Em filosofia e lógica, o paradoxo do mentiroso abrange afirmações paradoxais como:

Estou mentindo agora.

ou

Esta afirmação é falsa.

Para evitar que uma afirmação se refira ao seu próprio valor lógico, também se pode construir o paradoxo da seguinte forma:

A afirmação seguinte é verdadeira.
A afirmação anterior é falsa.

Eubulides de Mileto[editar | editar código-fonte]

A versão mais antiga do paradoxo do mentiroso é atribuída ao filósofo grego Eubulides de Mileto que viveu no século IV a.C.. Presumivelmente, Eubulides disse:

Um homem diz que está mentindo. O que ele diz é verdade ou mentira?

O Paradoxo de Epiménides[editar | editar código-fonte]

"Paradoxo de Epiménides" é muitas vezes considerado um termo equivalente a "Paradoxo do mentiroso" e é também o tipo de "Paradoxo do mentiroso" mais conhecido do público em geral. Contudo, a equivalência dos dois é muito questionável:

Epiménides foi um filósofo-poeta do Século VI a.C.. Sendo ele próprio um minoico, terá presumivelmente escrito:

Os minoicos são sempre mentirosos. (Bíblia, Novo Testamento, Epístola a Tito 1:12)

Apesar de as palavras de Epiménides terem sido ditas substancialmente antes que as de Eubulides, é provável que Epiménides não as tenha dito com a intenção de serem interpretadas como uma forma do Paradoxo do mentiroso. Não se sabe muito sobre as circunstâncias em que as proferiu, os poemas originais que as contêm foram perdidos e o único relato confirmado delas é de São Paulo, que as cita na Epístola a Tito (onde, sem discussão, elas também não foram ditas com intenção paradoxal). Foi apenas muito mais tarde que a supramencionada passagem da Bíblia foi revisitada e referida como o Paradoxo de Epiménides. Não se sabe (embora se duvide muito) se Eubulides tinha conhecimento das, ou fazia referência às palavras de Epiménides na sua contemplação original do Paradoxo do mentiroso. Por estas razões, Eubulides é correctamente e actualmente considerado como a fonte mais antiga do Paradoxo do mentiroso.

Indo mais além, se as palavras de Epiménides são simplesmente falsas, então o facto de ele próprio enganar ou mentir não faz de todos os seus compatriotas mentirosos. Uma proposição falsa como Os minoanos são sempre mentirosos. pode assim permanecer falsa, porque não existem provas de que os minoanos são efectivamente mentirosos. Assim, a afirmação de Epiménides não é paradoxal se falsa. Há também razões para dizer que a afirmação não é necessariamente paradoxal mesmo sendo verdadeira (Os minoanos podem por vezes, mas não sempre, ser mentirosos). O Paradoxo do mentiroso de Eubulides, por outro lado, é paradoxal per definitionem. (Para mais informação, ver Paradoxo de Epiménides).