Patandjáli
Patanjali (em sânscrito: पतञ्जलि , Patāñjali) viveu entre 200 a.C. a 400 d.C.. O cometário de Vyasa o define como descendente de Santanu.
Existem diversas lendas sobre o mesmo como sendo ele uma encarnação do deus serpente Ananta, ou meio homem meio serpente, ou ainda uma serpente que desejando ensinar o yoga ao mundo, caiu (pat) dos céus nas palmas das mãos abertas (anjali) de uma mulher, que por sua vez o chamou de Patandjáli.
Nos documentos de Shadgurusishya pesquisados por Max Muller indicam cinco gerações de professores da tradição sânscrita, sendo o primeiro Shaunaka, seguido por Asvalayana, Katyayana, Patandjáli e finalmente Vyasa.1
Virtualmente nada se sabe sobre a vida de Patandjáli, e algumas escolas acreditam que ele é totalmente ficcional.
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Obras [editar]
Patāñjali tem a reputação de ser o autor do Yoga Sutra, bem como do comentário sobre a gramática do sânscrito por Pānini(Ashtadhyayi) que é conhecido Mahābhāsya ou Bhartrihari. Existem também muitos textos da Ayurveda atribuídos a ele. Mas quase todas as escolas acreditam atualmente que estes textos foram escritos por diferentes pessoas em diferentes eras.
Os Yoga Sutras [editar]
Os Yoga Sutras compilados por Patanjali provavelmente datam de 150 d.C.; formam uma grande obra contendo aforismos sobre a sua prática e da sua filosófia do Yoga.
O Yoga é uma das seis escolas da filosofia hindu, um sistema de meditação prática, ética e metafísica.
Patandjáli tem sido freqüentemente chamado de fundador da Yoga por causa deste trabalho; o Yoga Sutra é um tratado sobre o Raja Yoga, baseado na escola Samkhya e nas escrituras hindus do Bhagavad Gita.
Esta obra não faz referência à prática de sacrifícios como condição para a prática. Ao desmistificar este dogma, Patanjali propôs as bases do yoga clássico, se opondo ao yoga proto-histórico. 2
Ele baseia seu trabalho nas Puranas, Vedas e Upanixades, sendo o mais brilhante tratado sobre as escrituras Hindus.
Ele também foi o criador do Ashtanga Yoga e do Raja yoga por literalmente descobrir os oito passos do yoga. Eles são os yamas, niyamas, asana, pranayama, pratyahara, dharana, dhyana e samadhi.
O Mahābhāsya [editar]
O Mahābhāsya ("grande comentário") de Patandjáli sobre o celebre Ashtadhyāyi de Panini, um dos três mais famosos tratados sobre a gramática sânscrita. Foi nele que Patandjáli, como lingüista da ciência indiana, alcançou sua verdadeira fama. O sistema estabeleceu em detalhes o shiksha ("fonéticalogia", incluindo a acentuação) e o vyakarana ("morfologia"). Sua sintaxe é memorável, mas sua nirukta ("etimologia") é discutível, e esta etimologia naturalmente leva a explicação da semântica. Intérpretes de seu trabalho dizem que ele é um defensor de Panini e opositor as idéias de Katyayana, atacando suas teorias muito severamente.[carece de fontes]
Ligações externas [editar]
- Arquivo na internet dos Yoga Sutras de Patāñjali
- tradução em inglês dos Yoga Sutras por T.K.V.Desikachar
- [1] por Sri Nitin Kumar.
- Exposição das Yama e Niyama
- Yoga Sutras
- Seleção e comentérios do clássico Livro I (Samāadhi Pāadh) sobre a concentração e conhecimento
Referências e notas [editar]
- ↑ A history ancient sankrit literature de Max Muller, publicado pela Williams and Norgate em 1859.
- ↑ A History of Indian Philosophy, Volume 1 de Surendranath Dasgupta