Pidgin

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Pidgin ou pídgin, também chamado de língua de contacto, é o nome dado a qualquer língua que é criada, normalmente de forma espontânea, de uma mistura de outras línguas, e serve de meio de comunicação entre os falantes de idiomas diferentes. Os pidgin têm normalmente gramáticas rudimentares e um vocabulário restrito, servindo como línguas de contacto auxiliares. São improvisadas e não são aprendidas de forma nativa.

Os pidgins podem desenvolver-se e tornar-se línguas crioulas. Para tal o pidgin terá que ser aprendido de forma nativa por crianças, que então generalizam as características de um pidgin para uma gramática, completa e estabilizada. Neste estado a linguagem não é um pidgin, e adquiriu a complexidade comum de uma língua humana, e tornou-se um crioulo. Estes crioulos substituem os pidgin como forma de comunicação, como acontece com os crioulos de Cabo Verde ou da Guiné Bissau. Contudo, os pidgins nem sempre se tornam em crioulos, podem morrer ou tornarem-se obsoletos.

O conceito é originário da Europa entre os comerciantes e negociantes do Mediterrâneo na Idade Média, que usavam a Lingua franca ou Sabir. Um pidgin bem conhecido é o de Beach-la-Mar dos Mares do Sul, baseado em inglês, mas incorporou palavras malaias, chinesas e portuguesas. Um outro exemplo nos dias de hoje, é o Pequeno Português de Angola, que é a forma de comunicação entre etnias que falam línguas diferentes.

A criação de um pidgin requer normalmente:

  • Contacto regular e prolongado com comunidades linguísticas diferentes;
  • A necessidade de comunicação;
  • A ausência de uma lingua franca espalhada e/ou acessível.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

A palavra é derivada da pronúncia chinesa para a palavra inglesa Business (negócio). Pidgin English, ou "inglês pidgin", era o nome dado ao pidgin feito da mistura entre o chinês, o inglês e o português utilizada para o comércio em Cantão durante os séculos XVIII e XIX. Alguns académicos questionam esta derivação da palavra pidgin, e sugerem etimologias alternativas; porém nenhuma obteve até agora apoio entre outros académicos.

Ver também[editar | editar código-fonte]