Portas da Cilícia

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Portões Cilícios

O passo de Gülek, conhecido também como Portas da Cilícia ou Porta de Ferro, é um passo através dos montes Tauro e que liga as baixas planícies da Cilícia até ao platô anatólico através de um estreito desfiladeiro do rio Gökoluk. Sua elevação máxima é de aproximadamente mil metros[1] .

As Portas foram, por milênios, uma passagem comercial e militar essencial na região[2] . No início do século XX, uma ferrovia de bitola estreita foi construída na passagem e atualmente a rodovia Tarso-Ancara (E90, O-21) passa por ali.

A entrada meridional das Portas da Cilícia está aproximadamente 44 km a norte de Tarso, e a setentrional leva até à Capadócia.

História[editar | editar código-fonte]

Yumuktepe (atual Mersin), que guarda o lado da passagem em Adana, com 23 camadas de ocupação, é um dos povoados fortificados mais antigos do mundo, com origens que remontam a 4 500 a.C. O caminho antigo era uma caminho para caravana de mulas e não para veículos a roda. Na história, os hititas, gregos, Alexandre, o Grande, romanos, mongóis e os cruzados se utilizaram do passo em suas campanhas. A Bíblia afirma que Paulo de Tarso e Silas passaram por ali em suas viagens pela Síria e a Cilícia. A Epístola aos Gálatas cita as cidades de Derbe, Listra e Icônio como cidades visitadas por Paulo em sua primeira jornada (Atos 14:; Gálatas 1:2).

A distância entre o platô anatólico e a planície ciliciana é de aproximadamente 110 km, uma viagem de aproximadamente cinco dias nos tempos antigos. Paulo, segundo Bíblia, fala de "perigos" em "rios" e "ladrões" (2 Coríntios 11:26), o que pode explicar por que, em 4 500 a.C., na entrada meridional do passo foi construída uma das primeiras fortalezas existentes (e que se tornaria Mersin). O exército dos "Dez Mil"; Alexandre, o Grande, antes da Batalha de Isso; Paulo a caminho da Galácia e parte do exército da Primeira Cruzada, todos passaram pelo local, onde também se encontrava a fortaleza medieval de Baberon (ou Barbaron), construída pelo Reino Armênio da Cilícia[3] .

Os engenheiros alemães que dirigiram a construção da ferrovia que liga o Terminal Haydarpaşa, em Istambul, a Bagdá (a "Ferrovia Berlim-Bagdá") não seguiram o inclinado, estreito e sinuoso caminho antigo através do passo. Em vez disso, foi construída uma série de viadutos e túneis que estão entre as maravilhas da engenharia ferroviária. A linha foi aberta em 1918 e foi utilizada para levar tropas e suprimentos militares otomanos para a frente da Mesopotâmia durante a Primeira Guerra Mundial.

Referências

  1. W.L. Williams, Armenia, p. 8-11, quoted in Josephus Nelson Larned, The new Larned History for ready reference, reading and research s.v. "Armenia" full text
  2. William Mitchell Ramsay, The historical geography of Asia Minor, 1890, passim full text
  3. Ghazarian, Jacob G.. The Armenian Kingdom in Cilicia During the Crusades: The Integration of Cilician Armenians with the Latins, 1080-1393. [S.l.]: Routledge, 2000. p. 122. ISBN 0-7007-1418-9.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]