Quinto Pédio

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Este artigo ou se(c)ção cita uma ou mais fontes fiáveis e independentes, mas ela(s) não cobre(m) todo o texto (desde Agosto de 2011).
Por favor, melhore este artigo providenciando mais fontes fiáveis e independentes e inserindo-as em notas de rodapé ou no corpo do texto, conforme o livro de estilo.
Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoScirusBing. Veja como referenciar e citar as fontes.

Quinto Pédio - em Latim, Quintus Pedius - (? - 43 a.C.) foi um político e general romano que viveu os últimos acontecimentos da República Romana; era filho de Quinto Pédio e sobrinho-neto de Júlio César.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Pédio serviu como legatus durante a Guerra das Gálias de 57 a.C. a 55 a.C., ano no qual voltou a Roma para se apresentar ao edilato, eleições nas quais foi derrotado.

Quando estourou a Guerra Civil entre Júlio César e Cneu Pompeu Magno em 49 a.C., Pédio uniu-se ao seu tio-avô. Em 48 a.C., Pédio obteve o cargo de pretor como uma nomeação pessoal de César. Esse mesmo ano, Pédio assassinou a Tito Ânio Papiano Milão. Em 45 a.C. serviu como legado contra os pompeianos na Hispânia. César recompensou o seu parente com um triunfo e outorgou-lhe o título de procônsul.

César foi assassinado em Roma em março de 44 a.C. No testamento de César, Pédio figurava como um dos herdeiros. Assim o seu primo Lúcio Pinário recebeu uma oitava parte dos bens de César. O restante dos bens de César foram para o seu herdeiro Caio Octávio, o futuro imperador Augusto. Em abril de 43 a.C., após a vitória na Batalha de Mutina, Octávio marchou contra Roma à cabeça de um exército. Em agosto desse mesmo ano, Octávio foi designado para o consulado, com Pédio .

Durante o seu consulado, Pédio elaborou uma lei, a Lex Pedia,[1] que declarava inimigos públicos todos os assassinos de César e os condenava à morte. Pédio ficou governador de Roma quando o seu primo Octávio marchou para o Norte da Itália para se unir com Marco Antônio e com Marco Emílio Lépido e formar o Segundo Triunvirato.

O Senado aprovou esta lei. Não muito depois, Octaviano, Antônio e Lépido formaram o Segundo Triunvirato em Bononia. Quando estas notícias chegaram a Roma, com as listagens de banidos que elaboraram os triunviros, Pédio ficou muito preocupado. O cônsul era incapaz de fazer face aos acontecimentos, pois prometera proteção a todos os cidadãos de Roma e, sofreu tal deterioro físico que faleceu nesse mesmo ano.

Pédio contraiu matrimônio com uma mulher nobre chamada Valéria, que era a irmã de um cônsul, senador e orador romano, Marco Valério Messala Corvino. Pédio e Valéria tiveram um único filho chamado Quinto Pédio Publícola, senador romano conhecido pela sua brilhante oratória. Pédio foi avô do pintor surdo Quinto Pédio, a primeira pessoa surda conhecida pelo nome registrado na história.[2]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • SUETÔNIO, Vidas dos doze Cesares, César
  • SYME, Ronald, The Augustan Aristocracy
  • SMITH,William, texto do Dictionary of Greek and Roman Biography and Mythology, v. 3 p. 163

Referências

  1. Marco Veleio Patérculo, Compêndio da História romana, ii. 69. § 5
  2. Earliest Known Deaf People (to 1700 AD). Gallaudet University. Página visitada em 2007-11-04. Cópia arquivada em 2007-10-12.
  • Este artigo foi inicialmente traduzido do artigo da Wikipédia em espanhol, cujo título é «Quinto Pedio».