Quis custodiet ipsos custodes?

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Quis custodiet ipsos custodes? é uma frase em latim do poeta romano Juvenal, traduzido de várias formas como "Quem vigia os vigilantes?", "Quem vigia os vigias?", "Quem guardará os guardiões?", "Quem irá vigiar os próprios vigilantes?", "Quem fiscaliza os fiscalizadores?" ou similares.

História[editar | editar código-fonte]

O problema essencial foi proposto por Platão em A República, sua obra sobre governo e moralidade. A sociedade perfeita como descrita por Sócrates, o personagem principal da obra (veja Diálogo socrático), depende de trabalhadores, escravos e comerciantes. A classe guardiã para proteger a cidade. A pergunta é feita a Sócrates, "Quem guardará os guardiões?" ou, "Quem irá nos proteger dos protetores?" a resposta de Platão para esta pergunta é que os guardiões irão se proteger deles mesmos. Nós devemos contar a eles uma "mentira carinhosa." A mentira carinhosa lhes dirá que eles são melhores do que os que eles servem e é então, responsabilidades deles guardar e proteger aqueles que são menos do que eles mesmos. Nós instigaremos neles um desgosto por poder ou privilégio; eles irão mandar porque eles acham ser correto, não porque eles desejam.

Uso[editar | editar código-fonte]

Estes dizeres foram usados por muitas pessoas para ponderar a insolúvel questão acerca da separação de poderes[carece de fontes?], que define onde o poder deve ficar. O modo como as democracias modernas tentam resolver este problema é com a separação de poderes. A idéia é nunca dar poder absoluto para nenhum grupo, mas sim deixar os interesses de cada um (como executivo, legislativo, ou judiciário) competir e conflitar com o outro. Cada grupo irá então procurar devido a seus interesses, impedir o funcionamento do resto e isto irá manter o poder absoluto em uma luta constante, logo, longe das mãos de qualquer grupo.

Uma das interpretações contemporâneas mais conhecidas deste conceito é encontrada em um episódio do seriado televisivo Star Trek: A Nova Geração, intitulado "Quem vigia os vigilantes". Outro exemplo é o Romance gráfico Watchmen de Alan Moore e Dave Gibbons, que recebe o nome desta frase. Um segundo romance usa esta expressão; Fortaleza Digital de Dan Brown". Ele discute a noção[carece de fontes?] de que haveria um balanço intrincado entre segurança nacional e privacidade pessoal: quem possui o direito de bisbilhotar e-mails em nome da segurança nacional - Quem irá vigiá-los?

Origem[editar | editar código-fonte]

A frase, que geralmente é citada em latim, vem de As Sátiras de Juvenal, o satírico da roma do /2º séculos. Apesar disso, o uso moderno desse conceito possui uso universal, aplicações intemporais a conceitos como governos tiránicos e ditaduras opressivas. No contexto do poema de Juvenal, ela se refere à impossibilidade de se forçar comportamento moral sobre as mulheres quando os agentes (custodes) são corrompíveis (Satire 6.346–348):

No entanto, editores modernos se referem a estas três linhas como uma interpolação inserida no texto. Em 1899 um estudante universitário de Oxford, E.O. Winstedt, descobriu um manuscrito (hoje conhecido como O, de Oxoniensis) contendo 34 linhas que alguns acreditam terem sido omitidas de outros textos do poema de Juvenal.1 O debate sobre este manuscrito está em andamento, mas mesmo se o poema não for da autoria de Juvenal, provavelmente ele conserva o contexto original da frase.2 Nesse caso, o contexto original é o seguinte (O 29–33):

Referências

  1. E.O. Winstedt 1899, "A Bodleian MS of Juvenal", Classical Review 13: 201–205.
  2. Recentemente J.D. Sosin 2000, "Ausonius' Juvenal and the Winstedt fragment", Classical Philology 95.2: 199–206 tem defendido uma data próxima para o poema.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]