Rates
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— Freguesia —
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| Igreja Românica | ||||
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| Localização no concelho de Póvoa de Varzim | ||||
| Localização de Rates em Portugal | ||||
| País | ||||
| Concelho | ||||
| Fundação | 1517 ¹ | |||
| - Tipo | Junta de freguesia | |||
| Área | ||||
| - Total | 13,88 km2 | |||
| População (2011) | ||||
| - Total | 2 505 | |||
| - Densidade | 180,5/km2 | |||
| Gentílico: | Ratense | |||
| Código postal | 4570 RATES - PÓVOA DE VARZIM | |||
| Orago | São Pedro de Rates | |||
| ¹Freguesia eclesiástica já existia no século XI. Concelho já existia no século XIII | ||||
Rates é uma freguesia portuguesa do concelho da Póvoa de Varzim, com 13,93 km² de área e 2 505 habitantes (2011). Densidade: 180,5 hab/km². Foi restaurado o estatuto de vila em 2 de Julho de 1993, sob o nome de São Pedro de Rates, muito embora a freguesia e a vila sejam conhecidas apenas por Rates.
Era um ponto de passagem de uma via romana, e aí começa um dos trilhos dos caminho de Santiago em Portugal. No livro «As Mais Belas Vilas e Aldeias de Portugal», é descrita como uma das mais formosas povoações portuguesas.
É nesta vila que está sediado o Albergue de Peregrinos de São Pedro de Rates, o primeiro albergue de peregrinos do Caminho Português de Santiago a abrir em Portugal.
Índice |
[editar] História
São Pedro de Rates é uma vila histórica com cerca de 2500 habitantes. O topónimo e a localidade de Rates (do termo Ratis) parece ser anterior à romanização.
Rates desenvolveu-se graças ao mosteiro fundado pelo Conde D. Henrique em 1100. É uma paróquia antiga referida no século XI com o título "De Sancto Petro de Ratis".
No início do século XVI, o mosteiro desorganizou-se o que levou a que em 1517 tenha sido extinto e transformado em Comenda da Ordem de Cristo. O primeiro titular da Comenda foi Tomé de Sousa, natural desta terra e primeiro governador-geral do Brasil, a ele se segue uma longa lista de comendadores e comendadeiras. Não se conhece foral velho, mas era já concelho no século XIII. Em 1517, o rei D. Manuel I renova o foral ao Couto da Vila e ao Mosteiro.
Com as reformas liberais, o concelho é extinto em 1836 e passa a integrar o concelho da Póvoa de Varzim. Era constituído apenas pela freguesia da sede e tinha, em 1801, 709 habitantes. Em lembrança desse passado municipal, ainda hoje subsiste a Casa dos Paços do Concelho (1755) e o Pelourinho (século XVI).
Em 1993, é restaurado o estatuto de vila, sob o nome de São Pedro de Rates, essencialmente por motivos históricos.
[editar] Geografia
Rates situa-se a 11 km do centro da Póvoa de Varzim, faz fronteira com Laúndos e Terroso a noroeste e com Balasar, a sudeste. A norte/nordeste faz fronteira com o concelho de Barcelos (freguesias de Macieira de Rates, Courel e Paradela) e a sul/sudoeste com o de Vila do Conde (freguesias de Rio Mau e Arcos).
Rates é a maior freguesia do concelho. Apesar de ser a freguesia mais despovoada, Rates tem merecido atenção por parte da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim sendo uma terra com valor histórico e paisagístico bastante significativo para o concelho e para o desenvolvimento do turismo rural.
Todo a vila está centrada à volta do mosteiro de Rates. Todo o centro histórico está bem conservado, e este prolonga-se pela Rua Direita, onde residiam os fidalgos e os burgueses locais.
[editar] Paróquia
Já existia no século XI.
[editar] Festas e romarias
- Senhor dos Passos (Domingo de Ramos)
- São Pedro de Rates (26 de Abril)
- Corpo de Deus
- Santo António (13 de Junho)
[editar] Património
- Igreja de São Pedro de Rates (monumento nacional)
- Pelourinho de Rates (imóvel de interesse público)
- Capela do Senhor da Praça - arquitectura barroca
- Ecomuseu de Rates - trilho histórico
[editar] Naturais importantes
- Tomé de Sousa (1º Governador-Geral do Brasil)
- António Joaquim Guimarães
- Luís Gomes Ferreira (autor do célebre "Erário Mineral...")