Relações entre Brasil e União Europeia

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Relações entre Brasil e União Europeia
Bandeira do Brasil   Bandeira da União Europeia
Mapa indicando localização do Brasil e da União Europeia.
  Brasil

As relações entre Brasil e a União Europeia fazem referência aos intercâmbios econômicos, assim como aos contatos políticos entre Brasil e as instituições comunitárias da União Europeia (UE).

Em julho de 2007, em Portugal se formalizou uma "associação estratégica" entre as duas partes na qual a que União Européia confere um status preferencial ao país sul-americano.[1]

Antecedentes históricos[editar | editar código-fonte]

A relação entre Brasil e os estados que conformam a União Européia (UE) tem raízes que se remontam ao século XVI, época em que Portugal um dos atuais membros da UE iniciou a colonização da costa do país sul-americano. Houve também diversas imigrações de povos da Itália, Espanha, Alemanha e em menor escala da Polônia e Rússia ao Brasil.

Brasil continuou como uma colônia portuguesa durante mais de três séculos, até que a princípio do século XIX a invasão de Portugal por parte do exército francês de Napoleão I levando a Corte portuguesa a se transferir para o Brasil com proteção inglesa, da qual a partir de Pedro I se estabeleceria o estado brasileiro independente de Portugal.

Relações exteriores[editar | editar código-fonte]

Política internacional[editar | editar código-fonte]

Herman Van Rompuy - Luíz Inácio Lula da Silva.

Com a administração de Luiz Inácio Lula da Silva que se iniciou em janeiro de 2003 (início do seu segundo mandato em 2006), as relações entre as duas partes têm tomado um renovado impulso graças principalmente a nova orientação que o governo brasileiro há dado a sua política exterior motivada pela nova ordem mundial surgida depois dos atentados de 11 de setembro a a Invasão do Iraque de 2003.

Brasil pretende participar como "ator global",[2] liderando uma política no campo de direitos humanos e a defesa do desenvolvimento social (principalmente contra o protecionismo financeiro e contra a fome mundial). Brasil é visto pela Alemanha como um sócio para o desenvolvimento de uma política multi-lateral e para impulsionar uma reforma das Nações Unidas (ONU), tema sobre o qual junto a Índia e Japão integram o chamado G-4, grupo de coordenação e apoio.[3]

Estes quatro países desejam ter um assento no Conselho de Segurança e esperam um quinto sócio que será designado pelos países africanos.

Quando George W. Bush ordenou o ataque contra o Iraque, Brasil junto com a Rússia, China e as denominadas relações franco-alemãs conformaram o principal bloco de oposição.

Na estrutura da ONU, o Brasil e a UE lideram uma iniciativa de vários países contra a fome a a pobreza indo até modalidades de financiação como novas taxas a transações financeiras e a venda de armas.

Relações econômicas[editar | editar código-fonte]

Avenida Paulista, um dos principais centros financeiros do Brasil.

Por outra parte as negociações entre a União Européia e o Mercosul que buscam um acordo comercial se encontram praticamente estagnadas em relação com as políticas de subvenções e de protecionismo, no campo dos produtos agrícolas.[4]

Há duas tendências, uma que dá preferência a um acordo geral na Organização Mundial do Comércio (OMC) e outra que prefere um acordo na estrutura do Grupo dos 20 países em desenvolvimento (G20).

Sem embargo a União Européia é o principal sócio comercial do Brasil e do Mercosul em geral.[5]

O governo do Brasil considera preferencialmente a sua relação com a OMC e a União Européia, em frente a ALCA. A União Européia está mais avançada, porque implica somente dois blocos e não 34 países. Um acordo com a União Européia daria ao Mercosul poder negociador na ALCA.

1°Cúpula Brasil-União Europeia[editar | editar código-fonte]

Líderes presentes
Presentes no jantar
Agenda[editar | editar código-fonte]

A cúpula foi organizada para aproximar a União Européia e o Brasil. Um dos passos foi o acordo realizado entre a Petrobras e Galp.

Portugal formalmente convidou o Brasil a ser um parceiro estratégico da União Européia, com reuniões regulares como as feitas com a Índia, Rússia e China.[6]

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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