Rodolfo Graziani

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Rodolfo Graziani, 1 º Marchese di Neghelli (11 de agosto de 1882, Filettino11 de janeiro de 1955, Roma), foi um importante membro do Reino e República Social Italiana. Durante a Segunda Guerra Mundial, Graziani foi o responsável pelas missões realizadas na África.

Em 1950, um tribunal militar condenou Graziani à prisão por um período de 19 anos, como castigo por sua colaboração com os nazistas, mas ele foi solto depois de apenas alguns meses da pena. Morreu em Roma em 1955.

Início da vida[editar | editar código-fonte]

Rodolfo Graziani nasceu em Filettino na província de Frosinone . Em 1903, ele decidiu seguir a carreira militar. Ele serviu na Primeira Guerra Mundial e tornou-se o mais jovem Colonnello (Coronel) na Regio Esercito (Exército Real).

Na Líbia[editar | editar código-fonte]

Na década de 1920, Graziani comandou as forças italianas na Líbia . Ele foi responsável por suprimir a Rebelião Senussi. Durante a chamada "pacificação", ele foi o responsável pela construção de vários campos de concentração e campos de trabalhos forçados , onde milhares de prisioneiros líbios morreram. Alguns foram mortos diretamente por enforcamento, como Omar Mukhtar , ou por tiros, mas a maioria indiretamente pela fome ou doenças. Seus feitos lhe renderam o apelido de " o carniceiro de Fezã " entre os árabes, mas foi chamado pelos italianos de o Pacificador da Líbia (Pacificatore della Libia). Na Etiópia, Graziani foi responsável por massacres cometidos a comunidades inteiras, bem como um ataque infame a enfermos e idosos cometido em Adis Abeba 1

De 1926-1930, Graziani foi o vice-governador do Cirenaica italiano na Líbia. Em 1930, ele se tornou governador do Cirenaica e manteve esta posição até 1934, quando foi determinado que ele era necessário em outro lugar. Em 1935, Graziani foi feito o governador de Somália italiana .

Na Etiópia[editar | editar código-fonte]

De 1935 a 1936, durante a Segunda Guerra Italo-Abissínia, Graziani foi o comandante da frente sul. Seu exército invadiu a Etiópia a partir da Somália italiana, travando batalhas em Genale Doria, e no Ogaden. No entanto, os esforços de Graziani no sul eram secundários, a principal invasão seria lançada pela Eritreia, comandada pelo General Emilio de Bono e continuada por Pietro Badoglio, foi Badoglio e não Graziani que entrou triunfante em Adis Abeba, enquanto Graziani dizia O Duce terá a Etiópia com ou sem os etíopes.

Adis Abeba caiu para Badoglio em 5 de maio de 1936. Graziani queria chegar a Harar antes que Badoglio toma-se a capital, mas não conseguiu fazê-lo. Mesmo assim, em 9 de maio, Graziani foi premiado por seu papel como comandante da frente sul, promovido a Marechal da Itália. Em Dire Dawa, durante sua visita a uma igreja ortodoxa, Graziani caiu em um buraco, coberto por um tapete ornamentado, uma armadilha que ele acreditava que havia sido criada, pare feri-lo ou matá-lo, o que acabou deixando os clérigos da igreja etíope em profunda suspeita.

Após a guerra, Graziani foi feito vice-rei da África Oriental Italiana e Governador-Geral de Shewa e Adis Abeba, depois da tentativa frustrada de matá-lo de dois eritreus em 19 de fevereiro de 1937, Graziani ordenou uma sangrenta e indiscriminada represália a todo o país, lembrada pelos etíopes como Yekatit 12, aonde até trinta mil civis de Adis Abeba foram mortos indiscriminadamente, outros 1469 foram executados sumariamente, e outros mil foram presos e exilados da Etiópia. Todas essas atrocidades, acabaram por fornecer a Graziani o título de o Carniceiro da Etiópia, também por conta do atentado contra a sua vida, Graziani ordenou um massacre aos monges do antigo mosteiro de Debré Libanos, juntamente ao grande grupo de peregrinos que haviam se reunido, para celebrar a festa do santo fundador do mosteiro, a suspeita de Graziani sobre a participação dos monges na sua tentativa de assassinato, havia sido por conta, da presença recente da mulher de um dos homens que haviam tentado assassina-lo, no monastério.

Carreira Militar[editar | editar código-fonte]

1921 - 1934 Serviço na Líbia

1926 - 1930 Vice Governador Geral no Cirenaica

1930 - 1934 Governador Geral do Cirenaica

1935 - 1936 Governador Geral da Somalilândia italiana

1936 - 1937 Governador Geral e Vice-rei da Etiópia, promovido a Marechal na Itália

1940 - 1941 Comandante em chefe na África do Norte e Governador Geral da Líbia

1943 - 1945 Ministro da Defesa na República Social Italiana

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Referências

  1. The Guardian [1]Inglês