Samba de breque

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Samba-de-breque
Origens estilísticas Samba-choro
Contexto cultural Final da década de 1930, no Rio de Janeiro
Formas regionais
Rio de Janeiro, São Paulo
Outros tópicos
Samba-choro, Moreira da Silva

Samba-de-breque é o nome de um sub-gênero musical derivado do samba.

Características[editar | editar código-fonte]

A principal característica do estilo é a pausa no acompanhamento acentuadamente sincopado para uma intervenção declamatória do intérprete.[1] Estas paradas bruscas são chamadas breques, designação abrasileirada do inglês break, ou seja, para os freios de automóveis. Os "breques" são frases apenas faladas que conferem graça e malandragem. Segundo o crítico musical Tárik de Souza, o samba-de-breque é uma variante do picote rítmico do samba-choro.[2]

SAMBA DE BREQUE O compositor Sinhô inseriu três redondilhas menores constituindo um verso de quinze sílabas em "Cansei", de 1929: ("`Pois lá ouvi de Deus/ A sua voz dizer/ Que eu não vim ao mundo/ Somente com o fito de eterno sofrer"). A canção seria interpretada por Mário Reis.[2] Em 1933, foram gravadas duas outras canções que tinham "freiadas". "Minha Palhoça" (de J. Cascata): "Lá tem troça/ Se faz bossa"; e "O Orvalho Vem Caindo" (de Noel Rosa e Kid Pepe): "...guarda civil/ Que o salário ainda não viu".[2] Este efeito inspiraria os sambas mais sincopados de Geraldo Pereira.[2] Saamba de break.

Pioneiro[editar | editar código-fonte]

O cantor Luiz Barbosa foi o primeiro a trabalhar com o samba-de-breque. Notabilizado como intérprete de samba-canção, o músico macaense ficou também conhecido por marcar o ritmo batucando em um chapéu de palha, que introduzia o intervalo que caracterizaria o samba-de-breque.[3] Como por exemplo, em "Rosalina", (de Haroldo Lobo e Wilson Batista).

Expoente[editar | editar código-fonte]

Quem de fato popularizou e consagrou o estilo foi o cantor carioca Moreira da Silva.[4] No final da década de 1930, Moreira foi cantar o samba "Jogo Proibido", de Tancredo Silva, Davi Silva e Ribeiro da Cunha, no Cine-Teatro Meier.[2] Durante a apresentação, o sambista inseriu versos improvisados nos intervalos, e a iniciativa fez sucesso.[2] Moreira foi aperfeiçoando o estilo com o passar do tempo. O intérprete carioca marcou de vez o estilo ao introduzir um discurso em "Na Subida do Morro"(composta pelo próprio Moreira da Silva e por R.Cunha),[2] e interpretar personagens nos enredos de seus sambas de breque, como o "Kid Morengueira", presente no enorme sucesso "O Rei do Gatilho" (de Miguel Gustavo).[4]

Outros destaques[editar | editar código-fonte]

Outro destaque no estilo foi Jorge Veiga.[5] Ciro Monteiro, Dilermando Pinheiro e Germano Mathias também gravaram sambas-de-breque.[2]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. DOURADO, Henrique Autran. Dicionário de termos e expressões da música. [S.l.]: Editora 34, 2003. 57 pp.
  2. a b c d e f g h A fala se acopla com graça à música - Cliquemusic, 09 de maio de 2000
  3. Luiz Barbosa - Cliquemusic, sem data
  4. a b Moreira da Silva - Cliquemusic, sem data
  5. Jorge Veiga - Cliquemusic, sem data
Ícone de esboço Este artigo sobre música é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.