Mário Reis
| Mário Reis | |
|---|---|
| Informação geral | |
| Nome completo | Mário da Silveira Meireles Reis |
| Também conhecido(a) como | Bacharel do Samba |
| Nascimento | 31 de dezembro de 1907 |
| Origem | Rio de Janeiro |
| País | |
| Data de morte | 5 de outubro de 1981 (73 anos) |
| Gênero(s) | Samba, Marchas[1] |
| Período em atividade | 1928-1971 |
| Outras ocupações | funcionário público |
| Gravadora(s) | Odeon Columbia Victor Continental Elenco |
| Afiliação(ões) | Francisco Alves Carmen Miranda Aracy de Almeida Noel Rosa |
Mário da Silveira Meireles Reis (Rio de Janeiro, 31 de dezembro de 1907 — 5 de outubro de 1981), o Bacharel do Samba, foi um popular cantor brasileiro da era do rádio.[1]
Formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais na então Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro, atual Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na turma de Ary Barroso (LLB, 1929), de quem era amigo e incentivador, tendo gravado o primeiro sucesso popular de Ary, "Vamos deixar de intimidades".
Gravou muitos sucessos com Carmen Miranda e Francisco Alves, com os quais também se apresentou frequentemente nos anos 1930. Fizeram turnes pelo Brasil e também na Argentina.
Como cantor, era famoso pela sua entonação mansa, que compensava a falta de potência vocal. O seu estilo de cantar, que ate' hoje soa moderno, é considerado um dos precursores da Bossa Nova. Muitos consideram que seu canto influenciou Joao Gilberto.
Ficou muitos anos afastado da carreira de cantor tendo voltado anos mais tarde a fazer discos. Em 1965 e 1971 gravou dois discos, sendo este o seu último. No repertorio antigos sucessos de autores como Sinho, Noel Rosa e Ismael Silva alem de uma versao de A Banda de Chico Buarque.
Em 1995 Julio Bressane fez o filme O Mandarim sobre a música popular brasileira do século XX, focando especialmente na vida e no trabalho do cantor Mário Reis. O cantor foi representado pelo ator Fernando Eiras.
[editar] Sucessos
- Agora é cinza, Bide e Marçal (1933)
- Alô, alô, André Filho, com Carmen Miranda (1933)
- A razão dá-se a quem tem, Francisco Alves, Ismael Silva e Noel Rosa (1932)
- A tua vida é um segredo, Lamartine Babo (1932)
- Cadê Mimi?, Alberto Ribeiro e João de Barro (1935)
- Chegou a hora da fogueira, Lamartine Babo, com Carmen Miranda (1933).
- Dorinha, meu amor, Freitinhas (1928)
- Eva querida, Benedito Lacerda e Luiz Vassalo (1934)
- Filosofia, André Filho e Noel Rosa (1933)
- Fita amarela, Noel Rosa, com Francisco Alves (1932)
- Formosa, J. Rui e Nássara (1932)
- Gosto que me enrosco, Sinhô (1929)
- Isto é lá com Santo Antônio, Lamartine Babo, com Carmen Miranda (1934)
- Joujoux e balangandãs, Lamartine Babo, com Mariah (1939)
- Jura, Sinhô (1928)
- Linda morena, Lamartine Babo (1932)
- Mulato bamba, Noel Rosa (1932)
- Nem é bom falar, Francisco Alves, Ismael Silva e Nilton Bastos (1931)
- O que será de mim?, Francisco Alves, Ismael Silva e Nilton Bastos, com Francisco Alves (1931)
- Quando o samba acabou, Noel Rosa (1933)
- Rasguei a minha fantasia, Lamartine Babo (1934)
- Ride, palhaço, Lamartine Babo (1933)
- Se você jurar, Francisco Alves, Ismael Silva e Nilton Bastos, com Francisco Alves (1931)
- Sofrer é da vida, Francisco Alves, Ismael Silva e Nilton Bastos (1932)
- Uma andorinha não faz verão, João de Barro e Lamartine Babo (1933)
[editar] Bibliografia
- ALBIN, Ricardo Cravo (Criação e Supervisão Geral). Dicionário Houaiss Ilustrado da Música Popular Brasileira. Rio de Janeiro: Paracatu, 2006.
- MORAIS JUNIOR, Luis Carlos de. O Sol nasceu pra todos:a História Secreta do Samba. Rio de Janeiro: Litteris, 2011.
Referências
- ↑ a b Mário Reis no CliqueMusic