Saponinas

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As saponinas ou saponosídeos são glicosídeos do metabolismo secundário vegetal, caracterizados pela formação de espuma, tendo propriedades de detergentes e surfactantes.[1] São compostos formados por uma parte hidrofílica e uma parte lipofílica. Na identificação laboratorial de presença saponinas podem ser realizados os testes de hemólise sanguínea (in vitro).

Propriedades gerais[editar | editar código-fonte]

As saponinas possuem uma elevada solubilidade em oleo, no entanto possuem parte hidrofílica também, o que as tornam surfactantes. Em meio aquoso, formam grande quantidade de espuma (são afrogênicas).

Apresentam sabor acre e podem causar desorganização de membranas celulares.

Classificação[editar | editar código-fonte]

  • Saponinas esteroidais: esqueleto com 27 carbonos, tetracíclico.[2]
  • Saponinas triterpênicas: esqueleto com 30 carbonos, pentacíclico.[2]

Características físico-químicas[editar | editar código-fonte]

São substâncias de cor branca ou amarela, dismorfas e cristalizáveis. Dissolvem-se em solução alcalina, e, em solução ácida ocorre precipitação.

Emprego Farmacêutico[editar | editar código-fonte]

As saponinas são componentes importantes para a ação de muitas drogas vegetais, destacando-se aquelas tradicionalmente utilizadas como expectorantes e laxantes.

Vegetais que contêm saponinas[editar | editar código-fonte]

Função nos vegetais[editar | editar código-fonte]

Nas plantas, funcionam na defesa contra insetos e patógenos e também na manutenção do crescimento.

Notas e referências

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