Shwebo

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Shwebo
ရွှေဘိုမြို့
Shwebo está localizado em: Myanmar
Shwebo
Localização em Myanmar
22° 34' N 95° 42' E
País  Burma
Divisão Sagaing
Distrito Shwebo
Fundação 21 de março de 1752
População
 - Etnicidade Birmanes
 - Religião Teravada

Shwebo (birmanês: ရွှေဘိုမြို့) é uma cidade na divisão de Sagaing, Myanmar, localizada a 113 km a noroeste de Mandalay entre o rios Irauádi e Mu. A cidade, também é chamada de Ratanasingha[1] (ရတနာသိံဟ), foi a capital de Myanmar de 1752 a 1760 durante o período Konbaung.

Chegou a ter 111 mm de chuva em 19 de outubro de 2011. Foi o recorde de chuvas no período de 24 horas de outubro nos últimos 48 anos. O recorde anterior era de 100 mm em 24 de outubro de 1993.[2]

História[editar | editar código-fonte]

Até 1752, Shwebo era uma vila, chamada Moksobo (birmanês: မုဆိုး ဘို, literalmente: "Chefe Caçador") com aproximadamente trezentas casas.[3] Está situada próxima à antiga cidade-Estado pyu de Hanlin.[4] Em março de 1752, o chefe da aldeia, Aung Zeya, fundou a Dinastia Konbaung para resistir à invasão procedente da Baixa Birmânia executada pelas forças de Hanthawaddy. Aung Zeya, que também assumiu o título real de Alaungpaya, ganhou a adesão de 46 aldeias vizinhas, e organizou as defesas com a construção de uma paliçada e de um fosso em torno de Moksobo. Rebatizou sua aldeia, com o nome de Shwebo (literalmente: Chefe Dourado).[3] Durante os próximos oito anos, Alaungpaya comandou a reunificação da Birmânia com Shwebo como sua capital.

Shwebo perdeu sua posição de capital após a morte de Alaungpaya em 1760. O sucessor Naungdawgyi transferiu a capital para Sagaing mais perto do rio Irauádi. Porém, Shwebo continuou a ser uma região importante ao longo da era Konbaung (1752-1885), fornecendo uma parcela desproporcional de soldados que serviram nos exércitos de Konbaung. A região era geralmente tida como um apanágio pela maioria dos príncipes, principalmente pelo príncipe herdeiro. Foi para Shwebo que o príncipe de Mindon foi em 1853 para dar início à rebelião em sua tentativa bem sucedida para derrubar o seu meio-irmão Pagan.[4]

Nomes de Shwebo[editar | editar código-fonte]

Cinco títulos foram conferidos à cidade:[4]

  1. Moksobo(မုဆိုးဖို), seu nome original
  2. Yadana-theinhka (ရတနာသိဃၤ)
  3. Konbaung (ကုန္းေဘာင္)
  4. Yangyi-aung (ရန္ၾကီေအာင္), e
  5. Shwebo (ေရႊဘို), seu nome atual.

Transportes[editar | editar código-fonte]

Shwebo é servida pela linha ferroviária Mandalay-Myitkyina da Myanmar Railways, mas é melhor alcançada por picape ou ônibus uma vez que as estradas de Mandalay e Monywa estão em boas condições.

Economia[editar | editar código-fonte]

Tal como acontece com Monywa, a cidade é um centro de comércio de produtos agrícolas, principalmente de feijão, arroz e gergelim produzidos nas planícies entre os rios Mu e Irauádi.

As principais atrações turísticas em Shwebo, embora poucos turistas fazem a viagem e as instalações são muito limitadas, são os seus numerosos pagodes, e a reconstrução do palácio de Alaungpaya. A cidade ainda é cercada por seus antigos fossos. Há muitos pagodes, como o de Shwe-taza paya e Myodaunk zedi.

Educação[editar | editar código-fonte]

A cidade abriga a Universidade de Shwebo e o Colégio Tecnológico Governamental de Shwebo.

Notas

  1. Hla Pe; Anna J. Allott e John Okell. (1963). "Three 'Immortal' Burmese Songs". Bulletin of the School of Oriental and African Studies, University of London 26: 563. Cambridge University Press on behalf of School of Oriental and African Studies.
  2. http://www.mrtv3.net.mm/newpaper/2110newsm.pdf Page 10 Col 2
  3. a b GE Harvey. History of Burma. Londres: Frank Cass & Co. Ltd., 1925. Capítulo: Shan Migration (Ava). , 219–220 p.
  4. a b c George W Bird (1897). Wanderings in Burma pp. 328, 329, 332. F J Bright & Son.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]