Silva Castro

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O Major Silva Castro

Major José Antônio da Silva Castro, o Periquitão (Curralinho, 5 de janeiro de 1792Palmas de Monte Alto, 21 de outubro de 1844) foi herói da Independência da Bahia, avô do poeta Castro Alves.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Era filho de João Antunes e D. Anna, nasceu na Fazenda Tapera, hoje município baiano de Castro Alves. Recebeu educação rudimentar, crescendo no meio rural da região.

Muito jovem ainda tem um romance com Ana Viegas, bela mulher filha de imigrantes espanhóis, com quem teve uma filha natural chamada Clélia Brasília - e que veio a ser a mãe do poeta Castro Alves - seu neto, portanto.

Outra filha natural de Silva Castro, e objeto de muitos livros pelos maiores escritores brasileiros - dentre muitos outros - (como Afrânio Peixoto em seu Sinhazinha e Jorge Amado, no ABC de Castro Alves) foi a belíssima Pórcia, que foi raptada dando origem a uma guerra entre as famílias Castro, Pinheiro, Canguçu e Moura, nos sertões de Caetité e Brumado.

Para Jorge Amado, muitas das poesias de Castro Alves foram verdadeiramente inspiradas no drama da tia: Pórcia foi raptada pelo jovem Leolino Pinheiro Canguçu. A história, ricamente ilustrada e documentada, foi romanceada pelo historiador Dário Teixeira Cotrim em ("Idílio de Pórcia & Leolino", 2005).

O apelido[editar | editar código-fonte]

O Major Silva Castro ficou conhecido como "Periquitão", porque era o comandante do pejorativamente chamado "Batalhão dos Periquitos", no qual lutou a heroína Maria Quitéria, porque à falta de tecidos em cores branca, vermelha ou azul - usadas regularmente pelas tropas - serviram-se de fazendas verdes. A partir das lutas travadas contra os portugueses na Independência da Bahia, a alcunha o acompanhou para sempre.

A prisão semeadora[editar | editar código-fonte]

Ele e seu irmão Clemente eram, quando em 1817 eclode o movimento revolucionário em Pernambuco, com grandes repercussões na Bahia, alferes na vila de Maragogipe. Silva Castro é alvo de perseguição da família de seu padrasto, abrigando-se em casa de um amigo - Felisberto Gomes Caldeira. Deixando o asilo onde se escondia, vai para Ilhéus, onde acaba preso e enviado para a capital.

Na cadeia algo de positivo lhe ocorre: conhece e aprende com vários encarcerados da Revolução Pernambucana, de quem o historiador Oliveira Lima registrou que "foi instrutiva pelas correntes de opinião que no seu seio desenharam ... um movimento a um tempo demolidor e construtor...".

Nome de Rua[editar | editar código-fonte]

Hoje Silva Castro dá nome a uma rua localizada no bairro de Copacabana, na Cidade do Rio de Janeiro, no Brasil.