Skanderbeg

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book.svg
Este artigo não cita fontes confiáveis e independentes. (desde fevereiro de 2013). Por favor, adicione referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Conteúdo sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Estátua de Skanderbeg, em Tirana

Jorge Castrioto (em albanês, Gjergj Kastrioti Skënderbeu; Dibër, 6 de maio de 1405 - Lezhë, 17 de janeiro de 1468), mais conhecido como Skanderbeg (em turco, Iskander Bey, "príncipe Alexandre") é a figura mais importante na história da Albânia.

Skanderbeg conseguiu manter os turcos otomanos fora de sua terra natal durante 25 anos (1443-1468), detendo a expansão do Islamismo pela Europa Ocidental predominantemente católica, pois sendo a Albânia muito próxima da Itália, fatalmente serviria como plataforma para o resto da Europa.

Era filho de João Castrioto (Gjon Kastrioti), senhor da Albânia central, que foi obrigado a pagar tributo ao império. Para se assegurar da lealdade de seus dirigentes regionais, o sultão tinha por hábito tomar-lhes os filhos como reféns e educá-los na corte otomana. Assim, em 1423, Gjergj Kastrioti e seus três irmãos foram levados pelos turcos.

Gjergj cursou a escola militar do Império Otomano ao qual trouxe diversas vitórias na Europa. Recebeu então o título de Iskander Bey, que significa, em turco, "Príncipe Alexandre", em honra a Alexandre o Grande - que, por transliteração em albanês, tornou-se Skënderbeu.

Após a morte de seu pai e o envenenamento de seus irmãos, Skanderbeg procurou uma oportunidade de voltar à Albânia para ajudar seus compatriotas e se sublevar contra os exércitos otomanos.

A entrega obrigatória de filhos de cristãos aos turcos para servirem como guardas do sultão era chamada de "imposto de sangue".

Em 1443, Skanderbeg encontrou essa oportunidade quando, como comandante de Janízaros, em batalha contra os húngaros liderados por János Hunyadi em Niš, na atual Sérvia, mudou de lado, e liderou uma revolta contra os turcos, juntamente com 300 outros combatentes albaneses que serviam no exército otomano, acabando por tomar a fortaleza de Krujë, o feudo paterno na Albânia central. Ao final da batalha, içou seu estandarte vermelho com uma águia de duas cabeças - que depois tornar-se-ia a bandeira albanesa - no ponto mais alto do castelo e pronunciou a frase célebre:

Eu não trouxe a liberdade. Eu a encontrei aqui, entre vocês.

Conseguiu em seguida unir os príncipes albaneses na cidade de Lezhë (1444), contra os otomanos. Começou então uma guerrilha contra as forças de ocupação utilizando o terreno montanhoso a seu favor. Durante os 25 anos seguintes, Skanderbeg esteve à frente do maior exército da época, ainda que o número de combatentes não excedesse 20000 homens.

Esteve no combate em que rechaçou os exércitos de Murad II e Maomé II (conquistador de Constantinopla) e ajudou a consolidar um sentimento de unidade entre os turbulentos albaneses, descendentes de um antigo povo ilírio.

Skanderbeg adoeceu com malária e faleceu em 17 de janeiro de 1468.[1] , aos 62 anos. Após a sua morte, a resistência continuou até 1478, porém com sucesso apenas moderado. As lealdades e alianças criadas e nutridas por Skanderbeg se desfizeram. Finalmente, em 1480, a Albânia foi reconquistada. No mesmo ano, os turcos invadiram a cidade de Otranto, na Itália. A Albânia continuaria a ser parte do Império Otomano até 1912. Foi sucedido no trono cerca de 1446 por Lekë Dukagjini um príncipe albanês.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Noli 1947, p. 38
Precedido por
-
Príncipe da Albânia
1443 - 1468
Sucedido por
Lekë Dukagjini