Staphylococcus aureus resistente à meticilina

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Micrografia por electrões da SARM ou MRSA
Abcesso cutâneo, por SARM

O Staphylococcus aureus resistente à meticilina, geralmente referido pelas siglas SARM ou MRSA (do inglês Methicillin-resistant Staphylococcus aureus) ou ORSA (do inglês Oxacillin-resistant Staphylococcus aureus), e também denominado, em inglês, Multiple-resistant Staphylococcus aureus, é uma bactéria que se tornou resistente a vários antibióticos - primeiramente à penicilina, em 1947, e, logo depois, à meticilina.

Foi descoberto originalmente no Reino Unido, em 1961, e actualmente está muito propagado, particularemnte nos edifícios hospitalares, onde, por causa da resistência crescente, o Staphylococcus aureus (estafilococo dourado) é considerado como uma superbactéria (ou super-germe).

As estirpes de S. aureus não resistentes à meticilina são alguma vezes chamadas methicillin-susceptible Staphylococcus aureus (MSSA), quando é necessário distingui-las.

Embora a SARM seja vista tradicionalmente como uma infecção associada aos meios hospitalares, existe actualmente, nos Estados Unidos, uma epidemia de SARM adquirida na comunidade. As abreviações CA-MRSA (SARM associado à comunidade) e HA-MRSA (SARM associado ao hospital) são usadas para distinguir as duas situações.

Mortalidade[editar | editar código-fonte]

Embora os relatórios de Noskin e outros afirmem que os pacientes infectados com SARM têm cinco vezes mais probabilidades de morrer do que outros pacientes[1] ainda não é claro que os pacientes que estejam infectados com SARM tenham uma maior taxa de mortalidade. Num relatorio de Wyllie et al., este refere uma taxa de mortalidade entre os pacientes infectados com SARM, num intervalo de 30 dias, de 34%, enquanto que nos pacientes com MSSA a taxa de mortalidade era similar a 27%.

Apresentação e interesses clínicos[editar | editar código-fonte]

As colónias mais comuns da S. aureus são no sistema respiratório e feridas abertas, cateteres intravenosos e sistema urinário.

As infecções SARM são normalmente assintomáticas em indivíduos saudáveis e em que podem durar desde algumas semanas a muitos anos. Pacientes com o sistema imunitário comprometido apresentam maior risco de sofrer infecção secundária sintomática (manifestação de sintomas da doença).

Tratamento[editar | editar código-fonte]

Vancomicina e teicoplanina são antibióticos glicopéptidico(s) usado no tratamento de infecções do SARM. Teicoplanina é um estructural congénere à vancomicina que tem uma actividade de espectro similar, mas com uma maior duração média (t½). Ambas as drogas tem uma absorção oral lenta, por isso são administradas endovenosamente para infecções no organismo (sistema), com a excepção da Colite pseudomembranosa onde a vancomicina pode ser administrada oralmente.

Muitas das novas estirpes do SARM que foram encontradas mostraram resistência ao antibióticos mesmo à vancomicina e teicoplanina. Linezolide, quinupristine/dalfopristine, daptomicina, tigecicline são as adições terapêuticas mais actuais, geralmente reservadas para as infecções mais graves, as quais os glicopéptidicos não conseguem responder. As infecções menos graves podem ser tratadas por agentes orais (administrados oralmente), incluindo: linezolide, rifampicine+ácido fusidico, pristinamicina, co-trimoxazole (trimedoprima+sulfamedoxazole), doxiciclina, e clindamicina.

Em 8 de Maio de 2006 uma equipa de investigadores da Merck Pharmaceuticals, segundo a revista Nature, que publicou ter sido descoberto, por eles, um novo tipo de antibiótico, chamado de platensimicina, e demonstraram que este podia ser usado para combater eficazmente o SARM.[2] [3]

Estudos mais recentes sugerem que um tratamento mais eficaz do que os antibióticos glicopéptidicos pode ser obtido através da planta da maconha.[4]

Referências

  1. Arquivos internos de medicina (em inglês) AMA-ASSN.
  2. Platensimycin (em inglês) PUBMED. NIH.
  3. Platensimycin Science Blog. Science Base.
  4. A New MRSA Defense: Marijuana extracts kill antibiotic-resistant MRSA without a high. (em inglês) by Nora Schultz. MIT Review Technology.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]