Tony Kaye

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Tony Kaye (nascido com o nome Anthony John Selvidge em 11 de janeiro de 1946, na cidade de Leicester, Inglaterra) é um músico britânico. Foi o pianista e organista original da legendária banda de rock progressivo Yes.

Início da vida musical[editar | editar código-fonte]

Kaye tinha apenas quatro anos de idade quando começou a aprender piano. Com doze anos começou a tocar em concertos locais e entrou na London School of Music, aspirando tornar-se pianista profissional. Aos quinze anos descobriu que preferia a música de Dixieland e jazz moderno, assim como bandas da Beatlemania.

Período no Yes[editar | editar código-fonte]

Durante a década de 1960 tocou com o Johnny Taylor's Star Combo e posteriormente gravou alguns singles com pelo menos três bandas de rock diferentes, entre elas The Federals e Jimmy Winston & His Reflections, antes de ser convidado por Chris Squire para juntar-se à banda Yes, em 1968, era pós-psicodélica. A formação original da banda apresentava além de Kaye no teclado, Peter Banks na guitarra, Chris Squire no baixo, Jon Anderson no vocal e Bill Bruford na bateria. Os cinco músicos colocaram a banda na cena musical britânica e lançaram dois álbuns: Yes (1969) e Time and a Word (1970), além de alguns singles. O segundo álbum apresentava uma orquestra junto à banda, eliminando muitas das partes de Kaye e Banks na banda. Em 1971 a banda lançou The Yes Album, com o guitarrista Steve Howe substituindo Banks. A faixa de abertura Yours Is No Disgrace foi a primeira canção com a participação de Kaye como co-compositor. Mas após um último concerto no mesmo ano no Crystal Palace, foi pedido que Kaye deixasse o grupo. Algumas razões incluem a antipatia mostrada por Steve Howe a ele na primeira turnê do grupo pelos Estados Unidos, disputas musicais com Howe em solos nas novas canções e a indisposição de Kaye em utilizar sintetizadores e mellotrons. Kaye ainda auxiliou o grupo em álgumas canções que apareceriam posteriormente em Fragile, como Heart of the Sunrise, com suas partes de teclado sendo regravadas por Rick Wakeman, então atual tecladista da banda.

Outros grupos[editar | editar código-fonte]

Enquanto o Yes estava com outros tecladistas (Rick Wakeman, Patrick Moraz, Wakeman novamente e então Geoff Downes) até 1981, Kaye participou de outras bandas da mesma maneira. Em 1972 auxiliou Peter Banks no primeiro álbum da banda Flash, e posteriormente formou seu próprio grupo: Badger, que ainda contava com a presença do baixista David Foster (que conicidentemente tocou com Anderson alguns anos antes no The Warriors e que co-escreveu pelo menos duas canções do Yes no início da carreira). O Badger lançou somente dois álbuns One Live Badger (1973, com produção compartilhada por Jon Anderson) e White Lady (1974). Na mesma época o Yes lançou uma compilação de seus primeiros dois álbuns, Yesterdays (1975), que foi muito bem sucedido comercialmente.

Após uma pequena turnê com David Bowie durante 1975-1976, formou o Detective, lançando três álbuns: Detective (1977), It Takes One To Know One (1978) e Live (1979). Kaye estava planejando gravar um álbum solo quando encontrou acidentalmente Chris Squire em uma festa e foi convidado para participar em algumas sessões musicais. O encontro acabou resultando na banda Cinema, um novo grupo formado por Squire, o baterista Alan White e o guitarrista Trevor Rabin. Algumas sessões foram produzidas por Trevor Horn (que foi o vocalista do Yes em Drama e suas turnês, em 1980) e um álbum foi preparado. Nos preparativos finais foram descartados quando Jon Anderson foi convidado para cantar e o Yes, sem intenção, nasceu novamente.

90125[editar | editar código-fonte]

Kaye estava fora de parte das gravações de 90125, então Rabin o substituiu em algumas canções. Também esteve ausente da gravação do vídeo-clip de Owner of a Lonely Heart (substituído por Eddie Jobson), tendo retornado antes do álbum ter sido lançado. O álbum tornou-se o mais bem vendido da banda, incluindo o hit Owner of a Lonely Heart, assim como a trilha Cinema, que foi premiada no Grammy como melhor instrumental), e as tunrês que seguiram foram as melhores ao grupo, terminando em fevereiro de 1985 em Buenos Aires, Argentina. Em janeiro do mesmo ano o Yes tocou para centenas de milhares de fas no festival Rock in Rio no Rio de Janeiro (sendo transmitido ao vivo para todo o mundo). Um EP, 9012Live e alguns singles foram lançados junto com a turnê.

Anos 1980 e 1990[editar | editar código-fonte]

Big Generator (1987) foi o próximo álbum, seguido de outra turnê extensa. durante a mesma época Tony comprometeu-se em gravar um álbum para a Cinema Records, uma gravadora de new age que lançou o bem sucedido Seen One Earth de Pete Bardens. O projeto nunca foi lançado. Em entrevista para a Keyboard Magazine em 1991, citou que apesar de ter gostado do material, sentiu que servia somente de fundo para uma canção precisando de um vocalista, por isso abandonou o projeto.

Ainda em 1991 a formação do Yes explodiu com Rick Wakeman, Steve Howe e Bill Bruford retornando à banda. Realizaram tunrê juntos em 1991 e 1992 em uma apresnetação chamada Around the World in 80 Dates. Na época Kaye e Alan White escreveram várias canções juntos, que acabam nunca sendo lançadas. Em 1994 o Yes lançou Talk, seu último álbum com a presença de Kaye, tendo sido produzido por Trevor Rabin, com auxílio de Kaye. Após deixar a banda em 1995, Tony ofereceu ajuda para auxiliar a banda por atrás de cena, o que não tornou-se realidade.

Atividades recentes[editar | editar código-fonte]

Nos últimos anos Kaye ainda aparece em lançamentos de arquivos do Yes, incluindo The Word is Live e esteve envolvido com alguns projetos ocasionais, como uma banda em tributo à Neil Young chamada The Neil Deal. Também participou juntamente com membros e ex-membros do Yes em três álbuns tributo ao Pink Floyd.

Circa[editar | editar código-fonte]

Ao lado de seu colega de Yes Billy Sherwood, Kaye formou em 2007 a banda Circa, tendo lançado três álbuns. A banda passou pelo Brasil em julho de 2012, tocando em São Paulo, Votorantim (show gratuito) e Rio de Janeiro.

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Tony foi noivo da filha de Chris Squire, Carmen Squire, mas o casamento acabou não se realizando. Começou uma série de empreitadas fora da música, como uma pizzaria em Los Angeles. Envolveu-se em vários ações legais contra Brian Lane, ex-gerente do Yes, e contra a própria banda em relações a direitos não recebidos.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]