Várzea (Recife)

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Várzea
—  Bairro do Brasil  —
Localização do bairro da Várzea na cidade do Recife
Localização do bairro da Várzea na cidade do Recife
Unidade federativa Pernambuco
Município Recife
Fonte: Não disponível

Várzea é um bairro do município brasileiro do Recife, capital do estado de Pernambuco. É o segundo maior bairro em extensão territorial do município com 2.264 hectares. É um bairro bastante arborizado, cortado pelo Rio Capibaribe, de clima agradável e caracterizado pela presença de prédios baixos, de até 6 andares do tipo caixão, residencial, de comércio não muito expressivo e com diversas atividades culturais. Neste bairro estão localizados o Instituto Ricardo Brennand (com um rico acervo em peças mediavais e a maior coleção privada de obras do pintor francês Frans Post); o Ateliê de Francisco Brennand, onde estão expostas diversas esculturas em argila; a Escola Municipal de Arte João Pernambuco (conhecido popularmente como Conservatório da Várzea); a Igreja de Nossa Senhora do Rosário; a Arquidiocese de Olinda e Recife (também uma casa de repouso para idosos); e a Cúria Metropolitana. Ainda estão sediados na Várzea o Instituto Santa Maria Mazarello (Ordem Salesiana), o Lar Fabiano de Cristo - Casa de Rodolfo Aureliano, a Companhia de Caridade - Instituto Padre Venâncio, a sede da Secretaria de Educação de Pernambuco (no antigo prédio da Oi) e a Companhia Industrial de Vidros (CIV). A praça da Várzea é sede dos principais eventos culturais do bairro. É um bairro bastante privilegiado pelo fato de situar-se a 5 minutos da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) bem como do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) e a apenas 8 minutos da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). O bairro é muito bem suprido pelo transporte público, uma vez que está localizado entre grandes terminais integrados (TI) de passageiros da região metropolitana do Recife (TI Camaragibe, TI Macaxeira, TI Barro e o TI Caxangá). O principal logradouro do bairro é a Avenida Afonso Olindense.

História[editar | editar código-fonte]

As terras dessa região foram as primeiras a serem repartidas entre os colonos portugueses que iniciaram a povoação de Pernambuco, na primeira metade do século XVI.

A área escolhida pelos portugueses para o plantio de cana-de-açúcar foi a várzea do Capibaribe, na beirada do rio homônimo. O primeiro engenho da região foi o de Santo Antônio. No entanto, foi o Engenho São João que se tornou mais conhecido. As terras eram férteis, com água em abundância e logo os engenhos se multiplicaram. Por volta de 1630, a várzea do Capibaribe tinha 16 engenhos de açúcar em plena atividade. Na porção mais central das terras, à margem direita do rio, um povoado teve imediato desenvolvimento, convertendo-se numa freguesia sob a invocação de Nossa Senhora do Rosário. A primeira capela da Várzea dataria de 1612. Tempos depois, precisamente em 1746, a freguesia da Várzea contava com 2.998 habitantes, 18 capelas, 11 engenhos em atividade e 4 de fogo morto (ou seja, desativados). O açúcar ali produzido era transportado por pequenas embarcações pelo rio Capibaribe até o porto do Recife. No final da primeira metade do século XIX, a Várzea tornou-se o centro de uma disputa como colônia de férias. As águas cristalinas do rio atraíam recifenses que vinham de todas as partes da cidade. Esses banhos (que diziam ter poder de cura) movimentaram a localidade até 1880, quando teve início a poluição do Capibaribe e a colônia perdeu força. Além da força econômica, a Várzea do Capibaribe também viveu importantes episódios históricos. Era no Engenho São João, por exemplo, que se discutiam planos de revolta contra os holandeses. E na Matriz da Várzea foi sepultado o corpo do índio Felipe Camarão, um dos heróis das batalhas que expulsaram os holandeses.

Edificações[editar | editar código-fonte]


Demografia[editar | editar código-fonte]

Área Territorial: 2.255 hectares
População Residente: 70.453 habitantes
Sexo masculino: 32.870
Sexo feminino : 37.583
Taxa Geométrica de Crescimento Anual (2000/2010): 0,88% [1]

O Bairro da Várzea é tido como uma área de expansão para a cidade do Recife, sendo mais bem planejado que a média dos outros bairros e possuindo melhores indicadores sociais. O Bairro cresceu muito, após a instalação da Universidade Federal de Pernambuco nas proximidades. Seu IDH em 2000, segundo consta no Atlas de Desenvolvimento Humano no Recife, foi de 0,878.[2]

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]