Ó Paí, Ó

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Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre o filme. Para a telessérie, veja Ó Paí, Ó (série).
Ó Paí, Ó
 Brasil
2007 •  cor •  96 min 
Direção Monique Gardenberg
Roteiro Monique Gardenberg
Elenco Lázaro Ramos
Wagner Moura
Dira Paes
Gênero Comédia musical
Lançamento 30 de março de 2007
Idioma Português
Página no IMDb (em inglês)

Ó Paí, Ó é um filme brasileiro do gênero comédia musical, lançado em 2007, dirigido por Monique Gardenberg e com roteiro baseado em uma peça de Márcio Meirelles. Tem como coordenador de trilha sonora Caetano Veloso. É estrelado, em sua maioria, por atores do Bando de Teatro Olodum, grupo que também encena o texto no teatro. É também o episodio piloto da série de TV do mesmo nome.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Pelourinho em Salvador.

O filme conta a história dos moradores de um animado cortiço do centro histórico do Pelourinho, em Salvador. Tudo se passa no último dia do Carnaval, em meio a muita música, dança e alegria. Até que Dona Joana, uma evangélica, incomodada com a farra dos condôminos, decide acabar com a festa, fechando o registro de água do prédio.

Embora contenha um tom de comédia, este filme revela um lado desconhecido da cidade de Salvador, do seu carnaval e o contraste social. Toca em assuntos como violência, drogas, mídia, preconceito e racismo.[1]

Elenco[editar | editar código-fonte]

  • Lázaro Ramos .... Roque
  • Stênio Garcia .... Seu Jerônimo
  • Wagner Moura .... Boca
  • Luciana Souza .... Dona Joana
  • Dira Paes .... Psilene
  • Érico Brás .... Reginaldo
  • Tânia Tôko .... Neusão da Rocha
  • Emanuelle Araújo .... Rosa
  • Rejane Maia .... Baiana
  • Lyu Arisson .... Yolanda
  • Valdinéia Soriano .... Maria
  • Jorge Washington .... Matias
  • Cássia Vale .... Mãe Raimunda
  • Auristela Sá .... Carmem
  • Virgínia Rodrigues .... Bioncetão
  • Edvana Carvalho .... Lúcia
  • Leno Sacramento .... Raimundinho
  • Cristóvão Silva .... Negócio Torto
  • Vinícius Nascimento .... Cosme
  • Felipe Fernandes .... Damião
  • Cidnei Aragão .... Peixe Frito
  • Mateus Ferreira da Silva .... Mateus
  • Nauro Neves .... Lord Black
  • Merry Batista .... Dalva
  • Natália Garcez .... Lia
  • Tatau .... Tatau
  • Telma Souza .... feirante
  • Jamile Alves .... professora
  • Gustavo Mello .... guarda
  • Nívea Pita .... fiel possuída
  • Anselmo Costa .... radialista (voz)

Direção de Fotografia: Dudu Miranda

Still Photo e Fotografias: André Gardenberg

Recepção[editar | editar código-fonte]

Cléber Eduardo em sua crítica para Revista Cinética escreveu: "Nas duas imagens iniciais, o corpo em movimento está no centro daquele mundo, que, portanto, será um mundo erótico-musical. Sede de sexo e de dança. Essa é a imagem com a qual a diretora, baiana radicada no Rio desde muito, com passagens por espetáculos em palco (...), quer impregnar a identidade do Pelourinho. Consequentemente, de Salvador. Por extensão, dos baianos. Seus personagens estão sempre azarando alguém, esfregando-se em algum canto, cumprindo coreografias individuais ou em grupo, dominados pelas demandas de seus corpos. É tanto esforço físico e cênico para expressar a energia corporal que, com frequência, pode-se suspeitar da presença de pulgas nos figurinos para salientar os movimentos. Essa decisão de reduzir parte dos tipos a uma marca distintiva da baianidade de classe baixa urbana (sexo-música-dança), distinção complementada por evidências de uma suposta vocação cultural-social para a confusão e para a malandragem, impede cenas e diálogos de ocuparem alguma importância na narrativa além de serem reuniões de gírias, expressões regionais chamando atenção para si na divisão das orações, sussurros, cantos e berros empregados para se ganhar conflitos no gogó. Com incrível frequência, como se fosse uma prova do Big Brother, uma música invade o ambiente, interrompe tudo e todos começam a mexer o esqueleto. O claro objetivo de Monique Gardenberg, nessa radiografia celebratória e paródica do baiano-axé, é aderir a um hedonismo na pobreza (e um suposto hedonismo do pobre na Bahia) – mas procurando, a todo instante, o lado mais pitoresco do mundo sócio-cultural a nós apresentado."[2]

Kadu Silva publicou uma revisão mais positiva no Ccine10: "Muitas obras em seu lançamento não tem o devido valor por uma série de fatores. Infelizmente é algo inevitável para quem se arrisca no mundo da sétima arte. Tal reflexão ganhou força no meu pensamento após a revisão do longa Ó Pai ó, um musical soteropolitano sobre a cultura local que em seu lançamento teve em sua grande maioria péssimas críticas. A maioria dos críticos apontaram a falta de uma linguagem definida para a narrativa, bem como o excesso de personagens que não tiveram suas personalidades aprofundadas pelo roteiro, como os principais 'erros'. Mas será que isso é de fato algo que desmerece o longa? O terceiro longa da diretora Monique Gardenberg, é uma colagem de personagens típicos do cortiço das ladeiras do Pelourinho. Cada um com sua característica bem peculiar que tentam sobreviver mesmo com as adversidades da vida sempre com bom humor e muita música. A música por sinal é um elemento chave na trama, já que ela aparece sempre para dar sentido ao desenrolar da narrativa. Apesar de não ser apresentado como, o longa é narrado pelas canções famosas da Bahia, se tornando um musical com um sotaque brasileiro, com personalidade, e bem original! O roteiro não desenvolve uma trama tão envolvente, afinal o grande chamariz do longa está exatamente nos personagens que ao longo da projeção interagem uns com os outros dando a sensação que fazem parte, todos, de uma única família."[3]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Ó Paí, Ó». InterFilmes. Consultado em 27 de maio de 2014. 
  2. Cléber Eduardo. «Ó Paí Ó, de Monique Gardenberg (Brasil, 2007)». www.revistacinetica.com.br. Consultado em 15 de novembro de 2016. 
  3. Kadu Silva. «Ó PAI Ó (Crítica)». www.ccine10.com.br. Consultado em 15 de novembro de 2016. 

Ligãções externas[editar | editar código-fonte]