Ōyama Iwao

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Ōyama IwaoCombatente Militar
Nascimento 10 de outubro de 1842
Kagoshima, Japão
Morte 10 de novembro de 1916 (74 anos)
Tóquio, Japão
País Flag of Japan (1870–1999).svg Império do Japão
Força Exército imperial japonês
Anos em serviço 1871 - 1914
Hierarquia Marechal de campo
Batalhas/Guerras Guerra Boshin
Rebelião Satsuma
Primeira Guerra Sino-Japonesa
Guerra Russo-Japonesa

O príncipe Ōyama Iwao ( 大山巌, Kagoshima, 10 de outubro de 1842-Tóquio, 10 de dezembro de 1916) foi um marechal de campo e político Japonês, sendo um dos fundadores do Exército imperial japonês.[1][2]

Ōyama nasceu em família de samurais que pertencia ao clã Shimuzu. Foi um protegido de Okubo Toshimichi e participou da derrubada do Xogunato Tokugawa, e teve um papel importante na Restauração Meiji. Foi comandante chefe da primeira brigada independente durante a Guerra Boshin. Durante o Cerco de Aizu, foi comandante das posições de artilharia do Exército imperial japonês no monte Oda. Durante o cerco, foi ferido pela guerrilha de Aizu sob o comando de Sagawa Kanbei.[3]

Carreira militar[editar | editar código-fonte]

Em 1870, estudou na Escola Militar Especial de Saint-Cyr na França, e foi o observador militar oficial do Japão durante a Guerra Franco-Prussiana. Estudou três anos (1870-1873) em Genebra onde aprendeu línguas estrangeiras, e ficou fluente em russo. Ōyama foi conhecido como o primeiro cliente japonês da Louis Vuitton depois de ter comprado alguns equipamentos durante sua estadia na França. Posteriormente voltou a França após ser promovido general para estudos especializados. No seu regresso ao Japão, ajudou no estabelecimento do Exército imperial japonês, que foi usado para reprimir a Rebelião Satsuma, apesar de que Ōyama e seu irmão mais velho fossem primos de Saigō Takamori.

Na guerra sino-japonesa foi designado Comandante chefe do segundo exército japonês, e desembarcou na Península de Liaodong, avançou para Port Arthur em meio a uma tormenta, cruzou Shandong, onde capturou a fortaleza de Weihawei.

Por seus serviços, Ōyama foi incluído no sistema de nobreza japonesa (Kazoku) com o título de marquês, e três anos depois foi promovido a marechal. Na guerra russo-japonesa (1904-1905) foi nomeado comandante chefe das forças japonesas na Manchúria. Com a vitória do Japão, o Imperador Meiji o nomeou kōshaku (príncipe).

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Ōyama foi ministro da guerra em vários gabinetes e como chefe de estado defendeu o poder autocrático da oligarquia (Genrō) indo de contra os direitos democráticos. Entretanto sob o governo do primeiro ministro Yamagata Aritomo, foi reservado e se retirou dos assuntos políticos. Desde 1914 foi Guardião do selo privado.

Vida privada[editar | editar código-fonte]

Tinha a habilidade falar e escrever em várias línguas europeias fluentemente e teve simpatia com o estilo arquitetônico europeu. Quando foi ministro da guerra, construiu uma casa em Tóquio baseado em um modelo de castelo alemão; entretanto, sua esposa reclamou e insistiu que os quartos das crianças fossem remodelados no estilo japonês, para fazer ênfase a origem japonesa deles. A casa foi destruída durante os bombardeios aéreos na Segunda Guerra Mundial. A esposa de Ōyama, Yamakawa Sutematsu, foi irmã dos antigos vassalos do clã aizu, Yamakawa Horishi e Yamakawa Kenjiro; e era conhecida como uma das primeiras estudantes femininas a serem enviados aos Estados Unidos pela Imperatriz do Japão no começo da década de 1870. Esteve vários anos nesse país, graduando-se na Vassar College em 1882.

Ōyama foi um homem obeso, cujo peso excedia os 95 kg, e consumia muita carne. Morreu aos 75 anos em dezembro de 1916, e recentemente sua morte foi atribuída a complicações de diabetes.

Referências

  1. Dupuy, Encyclopedia of Military Biography
  2. Trumbull White (1895). The War in the East. J. H. Moore and Company. pp. 597–606. Retrieved 9 August 2011.
  3. Trumbull White (1895). The War in the East. J. H. Moore and Company. pp. 595–525.