Abre-te, sésamo

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Ali Babá ouvindo um dos ladrões dizendo "abre-te, sésamo"

"Abre-te, sésamo" (em francês: Sésame, ouvre-toi; em árabe: افتح يا سمسم) é uma expressão mágica da história de "Ali Babá e os Quarenta Ladrões" na versão de Antoine Galland de As Mil e Uma Noites. Abre a boca de uma caverna na qual quarenta ladrões esconderam um tesouro. A frase deriva da planta gergelim (sésamo).[1]

Documentação[editar | editar código-fonte]

A frase aparece pela primeira vez em Les Mille et une nuits, de Antoine Galland (1704–1717), como sésame, ouvre-toi.[2] Na história, Ali Babá ouve um dos quarenta ladrões dizendo "abre-te, sésamo". Mais tarde, seu irmão não consegue se lembrar da frase e a confunde com os nomes de outros grãos que não sésamo, ficando presos na caverna mágica.[carece de fontes?]

Classificação[editar | editar código-fonte]

O "abre-te, sésamo" foi classificado por Stith Thompson como elemento de motivo D1552.2, "Montanha abre devido a uma expressão mágica".[3]

Origem[editar | editar código-fonte]

As sementes de gergelim crescem em uma vagem que se abre quando atinge a maturidade[4] e a frase possivelmente alude ao desbloqueio de tesouros[5] embora não seja certo que a palavra "sésamo" realmente se refira à planta ou semente de gergelim.[6]

Outras teorias incluem:

  • Sésamo é uma reduplicação do hebraico šem 'nome', i.e. Deus ou uma palavra cabalística representando o talmúdico šem-šamáįm ("shem-shamayim"), 'nome celestial'.[7]
  • O gergelim está ligado às práticas mágicas da Babilônia, que usavam óleo de gergelim.[8]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. claudiomoreno. «Abre-te, sésamo! – Sua Língua». Consultado em 14 de julho de 2020 
  2. «Les mille et une nuits : contes arabes / traduits par Galland, ornés de gravures». Gallica.bnf.fr. 25 de maio de 2009. Consultado em 15 de agosto de 2013 
  3. S. Thompson, Motif-index of folk-literature : a classification of narrative elements in folktales, ballads, myths, fables, mediaeval romances, exempla, fabliaux, jest-books, and local legends", 1955-1958. cf.
  4. «Sesame: Origin, History, Etymology and Mythology». MDidea.com. 30 de novembro de 2015. Consultado em 25 de janeiro de 2018. Cópia arquivada em 25 de janeiro de 2018 
  5. «Open Sesame». The New York Times Magazine. 8 de abril de 2015. Consultado em 25 de janeiro de 2018 
  6. Armstrong, Marian (2007). Wildlife and Plants. Marshall Cavendish. 16. [S.l.: s.n.] ISBN 978-0761477105 
  7. Felix Ernst Peiser in Orientalistische Literaturzeitung (1902), as reported in Haupt.
  8. Theodor Nöldeke in Zeitschrift für Assyriologie (1914), as reported in Haupt.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Paul Haupt, "Open Sesame" em Beiträge zur assyriologie und semitischen sprachwissenschaft 10:2, 1927, p. 165ff. Originalmente apresentado na conferência da American Oriental Society, Washington, 15 de abril de 1916 (em inglês)