Ainur (Tolkien)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Os Ainur (singular: Ainu) são uma raça fictícia de espíritos imortais da obra literária do filólogo e professor britânico J. R. R. Tolkien. Foram os primeiros seres a serem criados pelo pensamento de Eru Ilúvatar antes da criação de Arda, a Terra.[1] Seu nome é traduzido do quenya como os Sagrados. A partir do tema que lhes foi proposto por Eru, desenvolveram a Grande Música, do qual criaram a Terra Média. Alguns desceram a , passando a ser conhecidos como Valar e Maiar.

Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Através dos livros da série The History of Middle-earth, nota-se que a ideia que Tolkien apresenta dos Ainur vai evoluindo ao longo do tempo. No princípio, os Ainur (que ainda não tinham este nome) se pareciam com um panteão de deuses pagãos,[2] sendo comum haver Ainur irmãos ou com filhos. Posteriormente, eles foram se aproximando da ideia cristã de anjos.[2]

Seus aspectos físicos não apresentam descrições completas em escrito, afinal, segundo Tolkien estes seres poderiam assumir formas variadas e até mesmo revestir-se com seus pensamentos, descortinados por enorme glória e terror. Sua majestade se comparada às terras de Arda era grandiosa e inigualável, de acordo com o Silmarillion.

História fictícia[editar | editar código-fonte]

Antes da Criação, Eru Ilúvatar fez os Ainur ou "os sagrados". Este nome em quenya vem da raiz élfica ayan- "reverenciar, tratar com admiração".[3] "Os Ainur só aparecem no plural [em textos élficos], já que depois da Criação todos os que foram Maiar incluem Valar e seus parentes menores, mas não aqueles que não participaram da Grande Música, ou então não entraram em Eä."[3] Isso significa que apenas textos apócrifos escritos por Homens ou por Hobbits usavam o singular Ainu.

O Universo foi criado através da Música dos Ainur ou Ainulindalë, música cantada pelos Ainur em resposta aos temas criados por Eru. Este universo, a canção dotada de existência por Eru, foi chamada em quenya de . A terra foi chamada de Arda. Aqueles entre os Ainur que sentiam preocupação pela Criação entraram nela, e tornaram-se conhecidos como os Valar e Maiar, os guardiões da Criação.

O vala Melkor ou Melko reivindicou a Terra para si mesmo. Seu irmão Manwë e vários outros Valar decidiram confrontá-lo. O conflito entre os Valar e Melkor marcou profundamente o mundo. De acordo com O Silmarillion, os Valar e Maiar — com a ajuda do Vala Tulkas, que entrou na Criação por último — conseguiram exilar Morgoth, a manifestação física de Melkor, no Vazio.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Tolkin, J. R. R. (1977). The Silmarillion (em inglês). Nova Iorque: Houghton Mifflin. ISBN 0-618-12698-8 
  2. a b Purtill, Richard L. (2003). J.R.R. Tolkien: Myth, Morality, and Religion (em inglês). São Francisco, CA: Ignatius Press. ISBN 0-89870-948-2 
  3. a b Tolkien, J. R. R. "Words, Phrases and Passages", Parma Eldalamberon 17 (2007), p. 149.