Al-Mustamsik

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Al-Mustamsik
المستمسك بالله
16º Califa Abássida no Cairo
Governo
Reinado 14971508
15161517
Antecessor Al-Mutawakkil II
Al-Mutawakkil III
Sucessor Al-Mutawakkil III
Al-Mutawakkil III
Dinastia Abássida
Vida
Nome completo Abû al-Sabr Yaqûb al-Mustamsik bi-llah
أبو الصبر يعقوب المستمسك بالله
Nascimento  ?
Morte 1521
Filhos Al-Mutawakkil III
Pai Al-Mutawakkil II

Abu al-Sabr Yaqub al-Mustamsik bi-llah, dito Al-Mustamsik do Cairo (em árabe: المستمسك بالله), foi o décimo-sexto califa abássida do Cairo sob os sultões mamelucos do Egito. Ele serviu por dois períodos, entre 1497 e 1508 e, novamente, entre 1516 e 1517.

História[editar | editar código-fonte]

Abu Yaqub al-Sabr sucedeu ao pai, al-Mutawakkil II, em 1497, durante o reinado do sultão mameluco burjida An-Nâsir Muhammad. Nesta época, o Sultanato Mameluco entrou num novo período de instabilidade e diversos sultões se sucederam rapidamente:

Al-Mustamsik renunciou em 1508 para dar lugar ao seu filho al-Mutawakkil III. Em 24 de agosto de 1516, o sultão mameluco Qânsûh Al-Ghûrî perdeu a Batalha de Marj Dabiq nas proximidades de Alepo (na Síria) contra o sultão otomano Selim I. O califa al-Mutawakkil III foi feito prisioneiro e Al-Ashraf al-Ghuri Qansuh morreu pouco depois. Al-Mustamsik retomou sua posição de califa no Cairo sob o novo sultão mameluco Al-Achraf Tuman Bay.

Depois de pacificar a Síria, Selim I conquistou o Egito e Al-Ashraf Tuman Bay, o último sultão, foi executado em 13 de abril de 1517 por Selim I. Selim se apodera das insígnias do califado, mas a transmissão da função de califa para o sultão otomano é uma ficção criada no final do século XVIII[1] [2] .

Al-Mustamsik morreu em 1521.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Al-Mustamsik
Nascimento:  ? Morte: 1521
Precedido por:
Al-Mutawakkil II
Califas do Cairo
1497–1508
Sucedido por:
Al-Mutawakkil III
Precedido por:
Al-Mutawakkil III
Califas do Cairo
1516–1517
Sucedido por:
Al-Mutawakkil III

Referências

  1. (em inglês) Clifford Edmund Bosworth. The new Islamic dynasties: a chronological and genealogical manual: The caliphs in Cairo 659-923/1261-1517. [S.l.: s.n.]. 7-10 p. p. 9., Janine & Dominique Sourdel. Dictionnaire historique de l'islam. [S.l.: s.n.]. p. 11. e Janine & Dominique Sourdel. Dictionnaire historique de l'islam: Califat. [S.l.: s.n.]. p. 181. que afirmam que o título oficial de "califa" e "comandante dos crentes" nunca foi tomado pelos otomanos. É a Constituição Otomana de 1876 que prevê que "o sultão, como califa, é o protetor da religião muçulmana"
  2. Sobre esta transmissão do título de califa, Bernard Lewis escreveu:

    Não há sombra de dúvida de que esta história é apócrifa. Nem nos historiadores egípcios ou e nem nos historiadores otomanos do até o século XVI há qualquer referência a ela e é inconcebível que um evento desta magnitude tenha sido negligenciado. De tempos em tempos, os governantes otomanos fizeram uso do título de califa, mas muitos outros monarcas muçulmanos relativamente menores também o fizeram. [...] A era do califado universal havia acabado e nenhum governante muçulmano afirmou o contrário até que a ideia foi ressuscitada pelos otomanos no final do século XVIII.
    Esta reivindicação surgiu pela primeira vez no Tratado de Kutchuk-Kaïnardji em 1774. [...] Para salvar a face, o sultão, que estava renunciando à soberania política sobre a Crimeia, foi autorizado a proclamar-se "como um líder religioso supremo do Islã" e o líder religioso dos tártaros.

     
    Bernard Lewis. Islam: Le langage politique de l'islam / Gouvernants et gouvernés. Paris: Gallimard, 2005. 1333 p. p. 732. vol. Quarto. ISBN 978-2-07-077426-5.,

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre o Islamismo é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.