Mercury-Atlas 7

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Insígnia da missão.
O lançamento da Aurora 7.

A Mercury-Atlas 7, ou MA-7 ou ainda Aurora 7, foi a quarta missão espacial tripulada do Programa espacial dos Estados Unidos, usando um foguete Atlas LV-3B. Ela ocorreu em 24 de maio de 1962, levando Scott Carpenter como astronauta. Essa missão, parte do Programa Mercury, foi responsável por colocar o segundo astronauta Norte americano em órbita da Terra.[1]

A espaçonave, foi batizada como Aurora 7 pelo astronauta Scott Carpenter, seguindo o mesmo protocolo usado por seus antecessores.

O lançamento da MA-7 foi efetuado a partir do Centro de lançamento de Cabo Canaveral na Flórida. Depois da fase de voo conduzida pelo foguete, a espaçonave com o astronauta a bordo se separou e prosseguiu num voo orbital, a velocidade de 7.844 m/s, com a altitude variando entre 154 e 260 km. O voo executou três órbitas em 88,3 minutos, antes de reentrar na atmosfera e pousar suavemente por intermédio de paraquedas, um pequeno desvio de rota na reentrada, fez com que a amerrissagem ocorresse 400 km distante da área de pouso planejada, o que causou um pequeno atraso no resgate do astronauta e da espaçonave, no Oceano Atlântico.[2]

Scott Carpenter entrando na capsula Aurora 7.

A espaçonave Mercury usada nessa missão (a de numero 18), está atualmente em exposição no Museum of Science and Industry em Chicago, Illinois.

Salvo o pequeno desvio de rota na reentrada e o consequente atraso no resgate, o voo, foi bem sucedido em todos os demais aspectos.

Fatos marcantes[editar | editar código-fonte]

  • Foi nessa missão que ocorreu a primeira comunicação entre um civil e um astronauta no espaço sideral. Enquanto a capsula orbitava a América do Norte, onde fazia sua segunda órbita pela Terra, um sinal de radioamador clandestino invadiu o sistema de comunicação, do outro lado estava Richard Hardon, de 36 anos, morador da cidade de Des Moines, capital do estado americano de Iowa. Naquela época, Richard era especialista em comunicações, tendo cursado em várias instituições dos Estados Unidos. Enquanto "invadia" os sinais da capsula, Richard conversou no máximo apenas 5 minutos com Scott Carpenter, lhe desejando "boa sorte" e "muita ", tempo em que a NASA descobriu e dias depois apreendeu os equipamentos utilizados por Richard. Ele também cumpriu pena de cinco anos, por não ter dinheiro suficiente para pagar da indenização dada pela agência. Mais, esse episódio motivou a NASA a criar o "Communications Industry Space Free" em 1970, onde radioamadores em terra poderia falar com os astronautas, o que começou a ser usado durante as missões Skylab em 1973 e em seguida seguiu durante a era dos ônibus espaciais de 1981 á 2011. Atualmente o sistema é utilizado desde 2000 na Estação Espacial Internacional, ISS. Essa histórica transmissão pode ser vista no filme "Os Eleitos" de 1983.

Em 1975 a NASA desculpou e beneficiou Richard e admitiu que ele foi "criativo em seu dever". Atualmente, Richard continua residindo em Des Moines, como um senhor já de idade, ele é casado e tem quatro filhos.[3] [4]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Referências

  1. Grimwood, J. M. Project Mercury. a chronology NASA [S.l.] Consultado em 5/12/2012. 
  2. Alexander, C. C. (1966). This new ocean. a history of Project Mercury NASA [S.l.] Consultado em 5/12/2012. 
  3. «The Radio Aurora 7». Research Center and History [S.l.: s.n.] Consultado em 21/09/2013. 
  4. «The Communication from NASA: Amateur». NASA.com.br [S.l.: s.n.] Consultado em 12/09/2010.