Benício

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Benício
Nome completo José Luiz Benício da Fonseca
Nascimento 14 de dezembro de 1936
Rio Pardo, Brasil
Nacionalidade Brasil brasileira
Ocupação desenhista, ilustrador
Página oficial
http://www.benicioilustrador.com.br/

José Luiz Benício da Fonseca, nome artístico Benício (Rio Pardo, 14 de dezembro de 1936) é um ilustrador e desenhista brasileiro.

Pianista na adolescência que abandonou a música para se dedicar ao desenho, numa carreira de mais de 50 anos criou milhares de capas de livretos de bolso, mais de 300 cartazes do cinema nacional e centenas de capas de disco, anúncios de publicidade e ilustrações de livros. Entre seus trabalhos mais famosos, destacam-se o cartaz do filme Dona Flor e Seus Dois Maridos e as capas das histórias de Giselle, a espiã nua que abalou Paris, sobre a heroína que usava da beleza e da sedução para espionar para os Aliados na Paris ocupada da II Guerra Mundial e de sua filha, Brigitte Montfort, a agente da CIA conhecida como Baby.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Começando na carreira como aprendiz de desenhista em Porto Alegre com apenas 16 anos, transferiu-se para ao Rio de Janeiro em 1953, passando a trabalhar em departamentos de arte de agências de publicidade e na Editora Rio Gráfica. Benício chegou a ilustrar história em quadrinhos românticas, roteirizada por Edmundo Rodrigues mas nunca se considerou apto para isso.[1] A partir de 1961, começou a trabalhar para a McCann Erickson Publicidade, fez importantes trabalhos para a Coca-Cola, Esso e outros grandes clientes. Em 1963, já consagrado, muda-se para a Denison Propaganda.

O icônico cartaz da pornochanchada A Super Fêmea, com Vera Fischer, um dos mais famosos trabalhos de Benício nos anos 70.

Nos anos 60, Benício conquistou fama desenhando mulheres voluptuosas para capas de livros de bolso pulp da extinta Editora Monterrey, particularmente a série Giselle, A Espiã Nua Que Abalou Paris, que tinha os textos feitos pelo jornalista David Nasser,[2] e centenas de livros da coleção ZZ7, com a filha de Gisele, "Brigitte Montfort", também uma sexy, linda e voluptuosa espiã,[3] aventuras que tiveram cerca de 1,5 mil volumes publicados em quatro décadas e se tornou um fenômeno no mercado brasileiro de livros de bolso.[4] Adepto das mulheres com curvas e da exaltação do corpo feminino, como Vargas, o célebre desenhista da Playboy americana, Benício ficou conhecido como o 'rei das pin-ups' brasileiro, e tem como sua maior influência o trabalho do artista norte-americano Norman Rockwell, por mais de quatro décadas o ilustrador das capas do Saturday Evening Post.

Nos anos 70 ele foi o mais solicitado e famoso ilustrador de cartazes do cinema nacional, produzindo mais de 300 deles em duas décadas - sendo obrigado a driblar e negociar com a censura da ditadura militar para aprovar seus trabalhos[5] - entre eles duas imagens que se tornaram ícones do cinema nacional: o cartaz da pornochanchada A Super Fêmea, que lançou Vera Fischer ao estrelato, e o de Dona Flor e Seus Dois Maridos,[6] por mais de trinta anos o filme de maior público da história do cinema brasileiro.[7] Ele também foi o responsável por todos os cartazes dos filmes dos Trapalhões. Benício considera seu trabalho para o cartaz do filme Independência ou Morte, de 1972, para o qual Tarcísio Meira, que fez o papel principal de Dom Pedro I, posou ao vivo para ele, o mais elaborado de sua carreira nesta área.

Continuou em grande atividade pelos anos 80, trabalhando sempre com tinta a guache, até a posse do presidente Fernando Collor, que fechou a Embrafilme e paralisou a produção cinematográfica no Brasil por falta de financiamento. Com a chamada 'Retomada', já nos anos 2000, e a substituição do pincel pelo computador, tornando a execução dos trabalhos mais baratos, ele passou a ser menos solicitado pelo cinema. Com mais de 50 anos de carreira, ilustrando projetos de arquitetura e autor de trabalhos para as revistas Veja, Playboy e Isto É, entre outras, hoje dedica seu tempo a atender encomendas para ilustrações de anúncios publicitários e matérias internas de revistas, em seu estúdio particular no Leblon, Rio de Janeiro.

Em 2011, a editora Reference Press publicou o artbook Sex & Crime: The Book Cover Art of Benicio.[8] No fim de 2012, a editora Opera Graphica lançou E Benício criou a mulher, do jornalista Gonçalo Junior, que conta a história pessoal e profissional do artista e traz mais de 200 ilustrações feitas por ele para diversos veículos através das décadas. O livro é uma obra revista, atualizada, revista e ampliada de Benicio - Um perfil do mestre das pin-ups e dos cartazes de cinema, do mesmo autor, lançada em 2006.[9]

Em 2014, a editora Reference Press publicou o segundo volume de Sex & Crime: The Book Cover Art of Benicio, após uma campanha de financiamento coletivo no site Catarse.[10]

Prêmios[editar | editar código-fonte]

1986
1990
  • Prêmio de ilustração arquitetônica do Instituto dos Arquitetos do Brasil, pelo projeto Orla Marítima da cidade do Rio de Janeiro.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]