Boi Garantido

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Garantido
Fundação Junho de 1920[1]
Cores Vermelho e Branco
Símbolo Coração
Bairro Baixa do São José
Presidente Adelson Albuquerque (triênio 2015-2017)
Comissão de artes Roberto Reis e Marialvo Brandão
Apresentador Israel Paulain
Levantador de toadas Sebastião Júnior
Pajé André Nascimento
Cunhã-poranga Verena Ferreira
Sinhazinha da Fazenda Djidja Cardoso
Porta-Estandarte Daniela Tapajós
Rainha do Folclore Isabelle Nogueira

Associação Folclórica Boi-Bumbá Garantido, conhecida como Boi Garantido é um dos dois bois folclóricos que competem anualmente no Festival Folclórico de Parintins, no Amazonas.

História[editar | editar código-fonte]

O nome Garantido surgiu do próprio criador, Lindolfo Monteverde, que em suas toadas sempre lembrava aos torcedores do boi contrário que seu bumbá sempre saía inteiro dos confrontos de ruas que, na época, eram rotineiros. Dizia Lindolfo que, nas brigas com os rivais, a cabeça de seu boi nunca quebrava ou ficava avariada, “isso era garantido”.[2]

Desde a sua criação, o Garantido se apresenta com um coração na testa, e suas cores, vermelho e branco, foram adotadas pelos torcedores. A cor do coração na testa do boi costumava ser preta até meados dos anos 80, quando Dona Maria Ângela Faria, até hoje conhecida como madrinha do Garantido, deu a ideia deste ser pintado de vermelho. Ideia que foi prontamente executada pelo artista Jair Mendes.

O coração do Boi Garantido, na cor preta em 1982 e na cor vermelha em 2012.

Em sua trajetória, lhe foram atribuídos vários adjetivos carinhosos, como: "Brinquedo de São João", "Boi da Promessa", "Boi Mais Querido", "Boi da Baixa do São José", "Eterno Campeão", "Oitava Maravilha", "Boi do Coração", "Boi do Povão", entre outros. O mais popular é "Brinquedo de São João", de autoria de Lindolfo Monteverde para homenagear o santo a quem se apegou para curar a doença que o ameaçava quando servia o exército. Os dirigentes preservam até os dias atuais este lema como forma de reconhecimento a Lindolfo Monteverde. Seu Slogan é: "Garantido, O Boi do Povão".

Acorda morena bela vem ver, o meu boi serenando no terreiro, é assim mesmo que ele faz lá na fazenda, quando ele avista o vaqueiro.

—Lindolfo Monteverde.

Há muita controvérsia sobre a história dos Bumbás de Parintins, uma vez que os bois folclóricos do Amazonas não eram associações legalmente registradas nem possuíam farta cobertura da imprensa até a criação do Festival. Tudo o que se sabe atualmente foi levantado por pesquisadores a partir de entrevistas a membros das duas entidades, além de consultas a outros registros da tradição oral parintinense.[3]

O fato é que a extrema rivalidade dos bois, faz com que ambas as entidades busquem se afirmar como a mais antiga, o que leva seus torcedores e integrantes a defenderem teses que sugerem datas de fundação mais remotas.[3]

Quanto ao Boi Garantido, é consenso que seu fundador é Lindolfo Monteverde. Em 13 de Junho de 1920[4] Monteverde, aos 18 anos de idade, decidiu criar seu próprio boizinho feito de Curuatá, uma carapaça que envolve os frutos da palmeira de Inajá, o chamado Boi Mirim, que até hoje é muito comum no Norte e Nordeste do Brasil. Devido a uma grave doença, fez uma promessa a São João Batista, se ficasse curado, iria realizar anualmente uma ladainha e uma festa de boi em sua homenagem. Lindolfo foi atendido em seu pedido e cumpriu sua promessa. Contam os mais antigos que a apresentação começou com a ladainha e depois houve distribuição de aluá, bolo de macaxeira, tacacá e no final, muito forró. A partir de então, todos os anos os torcedores do Garantido se reúnem na noite de 24 de Junho para rezar a ladainha e festejar São João Batista e em seguida, saem pelas ruas da cidade, dançando em frente às casas que tiverem fogueiras acesas.

Quanto à data de fundação do Boi Garantido, durante muitos anos, seus integrantes defenderam que o boi teria sido criado em 24 de Junho de 1913. Atualmente, é reconhecida como sua fundação, Junho de 1920.[1]

A Família Faria foi a principal colaboradora do Boi Garantido em uma época que os bois ainda não recebiam apoio financeiro, seja de empresas privadas ou governos e eram rotulados como uma festa popular para pessoas de classe baixa. Com o suporte da loja Jotapê, de José Pedro Faria, seus filhos Zezinho e Paulinho Faria comandaram o Garantido por cerca de duas décadas, mais especificamente dos últimos anos de Lindolfo á frente do boi, no início da década de 70, até a chegada de investimento externo, nos anos 90.

A gestão dos Faria é considerada, até hoje, a "Era de Ouro" do Garantido, sendo essa a época mais vitoriosa do Boi quando também foi conquistado o único Pentacampeonato da história do Festival Folclórico até hoje, de 1980 a 1984, e o primeiro título disputado no Bumbódromo em 1988. A matriarca da família, Dona Maria Ângela Faria, é conhecida como Madrinha do Boi e é homenageada todos os anos durante a festa da Alvorada com os torcedores passando em frente à sua casa.

Maria Ângela Faria, Madrinha do Boi Garantido

Localização[editar | editar código-fonte]

O Boi Garantido está situado na antiga estrada Terra Santa, hoje Av. Lindolfo Monteverde, na tradicional Baixa do São José. Atualmente, um complexo arquitetônico da antiga Fabriljuta, localizado no km 1 da Rodovia Odovaldo Novo, adquirido pela agremiação, abriga toda a estrutura de galpões, curral, diretoria e demais coordenadorias que fazem parte da administração do Bumbá conhecido como Cidade Garantido.

Festivais Históricos[editar | editar código-fonte]

A brincadeira foi evoluindo e, em 1965,[2] aconteceu o primeiro Festival Folclórico de Parintins, mas não houve participação dos Bumbás. A primeira disputa veio no segundo Festival, quando o Boi Garantido enfrentou o Contrário, vencendo, sagrando-se o primeiro campeão do Festival Folclórico de Parintins.

Em 1988, ano de inauguração do Bumbódromo, o Garantido, impulsionado pela força de sua galera e memoráveis toadas, vence o primeiro Festival realizado na atual arena.

A grande inovação do ano ficou por conta da Vaqueirada que, pela primeira vez, ostentou lanças enfeitadas com fitas de metalóide, substituindo o então tradicional papel de seda.

No bloco musical, o destaque ficou por conta da toada Mãe Catirina que, tamanho o alvoroço causado na arquibancada vermelha do Bumbódromo, fez com que os engenheiros da arena deixassem a ilha na manhã do segundo dia de Festival por medo que a mesma desabasse. Parafusos foram achados nos corredores sob a arquibancada após o festival.

O Garantido venceu também o tira-teima no ano seguinte, em 1989, festival que marcou a despedida de Zezinho Faria do comando do boi com a célebre frase: "A partir de agora, os bois já podem caminhar com suas próprias patas", em referência à nova era que chegara ao Festival de Parintins onde ambas as agremiações seriam patrocinadas pelo Governo do Estado do Amazonas e empresas multinacionais. É o fim da "Era de Ouro" do Garantido durante a qual o Boi da Baixa do São José vencera oito dos últimos dez Festivais disputados. Também é o início dos anos de Zé Walmir como Presidente do Garantido.

Em 1991, o apresentador Paulinho Faria convidou o compositor do Boi Contrário, Chico da Silva para fazer toadas também para o Garantido. Compôs a toada "Boi do Carmo". A toada fazia uma homenagem à Padroeira de Parintins, Nossa Senhora do Carmo. Chico da Silva como era do Boi Contrário também compôs nesse ano a toada "Missionário da Luz", em homenagem ao curandeiro Waldir Viana.

Naquele ano, o Garantido abriu a noite do primeiro dia do Festival com uma apresentação modesta. Durante a apresentação do Boi Contrário, formou-se um tempo de chuva em Parintins, que transformou-se forte temporal, destruindo as alegorias do Boi Contrário, que não teve tempo de se recuperar para os dois dias seguintes. O Boi Garantido foi sagrado Campeão.

Em 1993, foi gravada a toada Tic, Tic Tac, que se tornaria sucesso internacional em 1997 com o Grupo Carrapicho. A toada foi composta por Braulino Lima e fazia parte da temática do Garantido em 1993, "Rio Amazonas, Este Rio é Minha Vida". Em 1996, um produtor francês ouviu a toada na versão do Grupo Carrapicho e decidiu lançá-la na França. O sucesso foi tão grande que a toada se tornou Hit do verão europeu e rapidamente conquistou o Brasil.

Em 1996, o compositor Chico da Silva compôs a toada "Vermelho". Durante a gravação do CD, Chico se desentendeu com a diretoria do Garantido e decidiu retirar sua toada da lista de seleção. Porém, antes mesmo de ser executada nas rádios, a toada já era conhecida por toda a população amazonense, sucesso decorrente apenas de sua execução nos ensaios. A diretoria entrou em acordo com Chico e a toada foi gravada no CD oficial. A música estourou no restante do Brasil após ter sido gravada pela cantora baiana Márcia Freire, em 1996. De acordo com a Folha de S.Paulo, "Vermelho" foi a música mais executada nas rádios do Brasil naquele ano e a composição se tornou parte dos bens imateriais do patrimônio cultural do Estado do Amazonas. Na voz de Márcia Freire a toada amazonense extrapolou as fronteiras nacionais e virou a sensação do Festival do Avante em Portugal. Fafá de Belém também regravou a canção no álbum intitulado "Pássaro Sonhador" com grande sucesso.

Em 1997, o sambista Jorge Aragão, compôs para o Garantido a toada "Parintins Para o Mundo Ver" que acabou se tornando o tema do boi para aquele ano, sendo mais um grande sucesso daquele álbum que marcaria a vitória do Boi Garantido após três derrotas seguidas para o Boi Contrário. O sucesso da toada foi tão grande junto a torcida que o próprio Jorge Aragão decidiu regravá-la em 1999 e mais tarde ainda seria incluída no CD "Millennium" 2001 com as maiores composições do sambista. Jorge Aragão também compôs outras duas toadas para o Garantido, em 1998 Garantido Sou Eu e em 2010 Paixão de Parintins.

Com apresentações cada vez mais modestas, o Boi Garantido entrou em uma crise financeira logo após o Festival de 2008. Credores ganhavam na justiça o direito sobre os bens da agremiação. Um sócio chegou a denunciar que o Garantido devia um total de 12 milhões de reais e que não passava de uma massa falida. O Curral da Baixa do São José, símbolo do Boi Garantido, foi leiloado duas vezes para pagamento de dívidas. A agremiação conseguiu comprá-lo de volta.

Em 2009, o Garantido vem com o tema Emoção. Nesse ano a enchente do Rio Amazonas chegou à Cidade Garantido e atingiu o lugar onde são produzidas as Alegorias. Os artistas tiveram que retirá-las dos galpões e levá-las para a praça em frente ao Bumbódromo, em um percurso de mais de três quilômetros. Muitas foram as chacotas por parte dos torcedores do Boi Contrário. Nas rádios, nas festas e na internet, chamavam os torcedores do Garantido de alagados, afogados, atolados e etc.

Para piorar mais ainda a situação, devido a má administração o Garantido deixou de receber vários recursos. Os artistas trabalhavam sem receber o seu devido salário. O Ministério Público do Trabalho embargou os trabalhos de alegoria em frente ao Bumbódromo alegando que não havia condições de salubridade para o trabalho. Muitos acreditaram que, pela primeira vez, o Garantido não entraria na arena desde o início do Festival.

Mas o Garantido entrou na arena na noite de 27 de Junho de 2009. Sem curral, sem galpão, sem crédito na praça e sem dinheiro em caixa, mas com uma galera arrasadora e um time de itens individuais impecáveis, iniciou sua apresentação sob o comando de Israel Paulain. Apesar da proibição do Ministério Público do Trabalho, o Garantido tinha continuado a confecção de alegorias e quando a obra foi finalmente lacrada, os trabalhos já estavam quase prontos. Como tudo foi feito ao ar livre, as alegorias aumentaram de tamanho causando um grande impacto na arena. O acabamento foi simples, mas bem feito. Para dar mais efeitos, o Garantido usou um guindaste que trazia itens como a coruja branca que vinha do céu no Ritual Deni. Entretanto no bloco artístico (Alegorias, Lendas, Ritual, etc.) o Garantido ainda perdeu para o Boi Contrário por uma pequena diferença. O Garantido ganhou igualmente por uma pequena diferença no bloco dos itens (Pajé, Cunhã-Poranga, Sinhazinha, etc).

Em Setembro de 2009, uma notícia pegou a nação vermelha e branca de surpresa, o cantor David Assayag anunciou que não seria mas o levantador de toadas do Garantido, assim também como a sua saída do Bumbá, alegando divergências com a diretoria. David defendeu o item no Garantido durante 15 anos, começando em 1995, era chamado pela nação vermelha de Rei David Assayag. Na sua inconfundível voz, foram gravados os maiores sucessos do Garantido. Disputou a eleição do Bumbá como vice-presidente, contudo, sua chapa não foi eleita. Assinou contrato com o Boi Contrário para defender o mesmo item.

Em 2010, com o tema Paixão, o Garantido traz uma convidada especial, a cantora Daniela Mercury. Daniela faz uma participação na faixa de abertura do CD, na toada Paixão de Coração.

Neste álbum, além do levantador de toadas, as toadas também foram gravadas na voz do apresentador Israel Paulain, do amo do boi Tony Medeiros e da cantora Márcia Siqueira.

Robson Júnior, que já havia sido levantador de toadas do Boi Contrário em 2003, assume o item, mas devido a problemas de saúde, teve que deixar o posto dias antes da apresentação na arena do Bumbódromo, sendo substituído rapidamente pelo jovem cantor Sebastião Júnior.

Sebastião Júnior é músico e uma grande revelação no Festival. Sebastião canta desde os 15 anos, iniciou sua carreira cantando no festival das tribos, o Festribal, da cidade de Juruti, no Pará. Também cantou com Daniela Mercury pra mais de 1 milhão de pessoas no Rio de Janeiro, no Réveillon em Copacabana.

No ano de 2011, o Boi Garantido adotou como tema Miscigenação, que também dá nome à toada mais executada nesse ano. Dessa vez o Boi Garantido primou pela organização de sua apresentação na arena, sem maiores contratempos.

Destacaram-se em sua apresentação a alegoria do Jaguar na primeira noite que vinha com um coração batendo no peito, a performance do Levantador de Toadas Sebastião Júnior que interpretou o boto na segunda noite dançando com uma cabocla e a coreografia da toada Matawi Kukenan executada pelas tribos de arena na segunda e terceira noites.

A apuração foi bastante tensa com uma diferença mínima de um boi para outro até o final. Na primeira noite o Boi Contrário venceu com 4 décimos de diferença. Na segunda e terceira noites o Garantido venceu por 3 décimos. Mais uma vez, o chamado bloco musical decidiu o festival em favor do Garantido (Apresentador, Levantador de Toadas, Batucada, Amo do Boi, Toada, Letra e Música, Galera e Organização do Conjunto Folclórico). Foram 4 décimos obtidos com as vitórias do apresentador e toada. Nos outros dois blocos o Boi Contrário venceu por um décimo em cada um.

Títulos[editar | editar código-fonte]

O Boi Garantido venceu o Festival Folclórico de Parintins por 31 vezes: 1966, 1967, 1968, 1970, 1971, 1973, 1975, 1978, 1980, 1981, 1982, 1983, 1984, 1986, 1988, 1989, 1991, 1993, 1997, 1999, 2000 (empate), 2001, 2002, 2004, 2005, 2006, 2009, 2011[5], 2013, 2014 e 2016.

Toadas[editar | editar código-fonte]

  • Anunciei Boi na Cidade (Mestre Ambrósio) - 1966
  • Já Rufou meu Tambor (Emerson Maia) - 1982
  • Ao Pé da Roseira (Emerson Maia) - 1985
  • Mãe Catirina (Fred Góes) - 1988
  • Dança das Cores (Fred Góes) - 1988
  • Boi do Carmo (Chico da Silva) - 1991
  • Rio Amazonas (Emerson Maia) - 1993
  • Garantiando (Chico da Silva) - 1993
  • Tic, Tic Tac (Braulino Lima) - 1993
  • Gavião Real (Chico da Silva) - 1994
  • Evolução (Tadeu Garcia e David Assayag) - 1995
  • No Compasso da Emoção (Paulinho Dú Sagrado e Werner Maia) - 1995
  • Andirá (Sidney Rezende e Emerson Maia) - 1995
  • Índio (Emerson Maia) - 1995
  • Saritó (Bené Siqueira e Kamanxú) - 1995
  • Despedida (Tadeu Garcia) - 1995
  • A Contagem (Joel Gama) - 1996
  • Apocalipse Karajá (Mencius Melo) - 1996
  • Lamento de Raça (Emerson Maia) - 1996
  • Vermelho (Chico da Silva) - 1996
  • Toque de Midas (Emerson Maia) - 1996
  • Chegou a Hora (Paulo Onça, George Luca e Maurício Filho) - 1996
  • Segunda Evolução (Tadeu Garcia e David Assayag) - 1996
  • Canto Pela Paz (Emerson Maia) - 1996
  • Alto Amazônia (Tadeu Garcia) - 1996
  • Um Canto Novo (Inaldo Medeiros) - 1996
  • Garantido em Festa (Tadeu Garcia e Paulinho Dú Sagrado) - 1997
  • Festa da Raça (Chico da Silva) - 1997
  • Terceira Evolução (Tadeu Garcia) - 1997
  • Luzes da Rainha (Tadeu Garcia) - 1997
  • Flor de Tucumã (Emerson Maia) - 1997
  • Parintins Para o Mundo Ver (Jorge Aragão e Ana Paula Perrone) - 1997
  • Garantido Sou Eu (Jorge Aragão) - 1998
  • Tempos de Cabanagem (Tadeu Garcia e Paulinho Dú Sagrado) - 1998
  • Encontro dos Povos (Tadeu Garcia) - 1998
  • Tom Garantido (Tadeu Garcia e Hellen Veras Filho) - 1998
  • Manauara Morena (Sidney Rezende) - 1998
  • Toada da Vaqueirada (Tony Medeiros, Inaldo Medeiros e Edval Machado) - 1998
  • A Conquista (Tony Medeiros e João Melo) - 1998
  • Quarta Evolução (Tadeu Garcia) - 1998
  • Alma Rubra (Klinger Araújo, Otávio Guedes e Artêmio Guedes) - 1998 (Não Oficial)
  • Toque de Paixão (Ana Paula Perrone e Ricardo Lira) - 1999
  • Rubro Coração (Tadeu Garcia) - 1999
  • Quinta Evolução (Tadeu Garcia) - 1999
  • Sonho de Liberdade (Chico da Silva, Roseane Novo e Tadeu Garcia) - 1999
  • Minha Sina (Inaldo Medeiros e Ismael Alfaia) - 1999
  • Pura Harmonia (Emerson Maia) - 1999
  • Eterno Campeão (Johney Farias e Inaldo Medeiros) - 2000
  • Garantido 2000 (Chico da Silva) - 2000
  • Romaria nas Águas (Cyro Cabral) - 2000
  • Um Beijo na Palma da Mão (Chico da Silva) - 2000
  • A Chegada (Helen Veras Filho) - 2001
  • Não Mate a Vida (Tony e Inaldo Medeiros) - 2001
  • O Tom do Desafio (Tadeu Garcia) - 2001
  • Nossa Senhora de Parintins (Paulinho Dú Sagrado) - 2001
  • Boi de Pano (Tony Medeiros e Inaldo Medeiros) - 2001
  • Nações Extintas (Sidney Rezende e João Melo) - 2001
  • Sétima Evolução (Tadeu Garcia) - 2001
  • Louco Torcedor (Ana Paula Perrone, Ricardo Lira e Marcelo Dourado) - 2001
  • Luzes Rubras (Tadeu Garcia) - 2001
  • Augusto da Emoção (Tadeu Garcia) - 2001
  • Lamento Caboclo (Nicolas Jr.) - 2001
  • Um Transe na Imaginação (Paulinho Dú Sagrado) - 2002
  • Símbolo da Paixão (Rozinaldo Carneiro) - 2002
  • Rito Parintintin (Paulinho Dú Sagrado) - 2002
  • Oitava Evolução (Tadeu Garcia) - 2002
  • Alma de Guerreiro (Tadeu Garcia) - 2002
  • Santuário Esmeralda (Demétrios Haidos e Geandro Pantoja) - 2003
  • A Vida em Vermelho (Paulinho Dú Sagrado) - 2003
  • Caboclo da Amazônia (Demétrios Haidos e Geandro Pantoja) - 2003
  • Deusa Cunhã (Helen Veras Filho e Jacinto Rebelo) - 2003
  • Nona Evolução (Tadeu Garcia) - 2003
  • Festa de Esplendor (Tadeu Garcia) - 2003
  • Êxtase Vermelho (Paulinho Dú Sagrado) - 2004
  • Coração Brasileiro (Cézar Moraes e Márcio Azevedo) - 2004
  • Índio do Brasil (Demétrios Haidos e Geandro Pantoja) - 2004
  • A Mística do Pajé (Paulinho Dú Sagrado) - 2004
  • Rei dos Rios (Marcos Lima e Inaldo Medeiros) - 2004
  • Pescadoras de Doações (Rozinaldo Carneiro e Aldson Leão) - 2004
  • Coração de Batuqueiro (Inaldo Medeiros e Marcos Lima) - 2004
  • Caboclo Ribeirinho (Demétrios Haidos, Geandro Pantoja e Rossy do Carmo) - 2004
  • Aquarela da Amazônia (Demétrios Haidos, Geandro Pantoja e Naferson Cruz) - 2005
  • Celebração Tribal (Paulinho Dú Sagrado) - 2005
  • Magia da Evolução (Rafael Lacerda e Flávio Farias) - 2005
  • Curumim da Baixa (Enéas Dias e Marcos Boi) - 2005
  • 11ª Evolução (Tadeu Garcia) - 2005
  • Coisas do Coração (Rozinaldo Carneiro, Fred Góes e Marlon Brandão) - 2005
  • A Consagração (Cézar Moraes) - 2005
  • Amor Absoluto (Paulinho Dú Sagrado) - 2005
  • Coração de Torcedor (Cézar Moraes) - 2006
  • Guardiões da Amazônia (Demétrios Haidos e Geandro Pantoja) - 2007
  • Batuqueiros da Baixa (Inaldo Medeiros) - 2007
  • O Povo de Alma Vermelha (Paulinho Dú Sagrado) - 2007
  • Emoção Pra Valer (Rafael Lacerda) - 2007
  • Cabocada da Baixa (Israel Paulain e Otávio Guedes) - 2007
  • Tum, Tum (Helen Veras Filho) - 2007
  • Vermelho de Paixão (Rozinaldo Carneiro) - 2008
  • O Rufar do Tambor (Emerson Maia) - 2008
  • Sou Garantido (Murilo Maia) - 2009
  • Boi do Povão (Marcos Lima) - 2009
  • Filhos do Amanhã - A Sabedoria Não Envelhece (Paulinho Dú Sagrado) - 2009
  • Garantido Rei (Gonzaga Blantez) - 2009
  • Canto do Sonho - Fantasia (Tadeu Garcia) - 2009
  • Brinquedo da Emoção (Márcio e Pedro Azevedo) - 2009
  • Orquestra Amazônica e a Ópera da Terra (Rossy do Carmo) - 2009
  • Baiás do Círculo Sagrado (Enéas Dias e Marcos Boi) - 2009
  • Paixão de Coração (Demétrios Haidos e Geandro Pantoja) - 2010
  • O Segredo da Paixão (Enéas Dias, Moisés Colares e Marcos Lima) - 2010
  • Torcedor Batuqueiro (Enéas Dias) - 2010
  • Paixão de Parintins (Jorge Aragão) - 2010
  • Vou Anunciar (Tony Medeiros) - 2010
  • Boi de Pano 2 (Tony Medeiros) - 2010
  • Miscigenação (Enéas Dias e Arisson Mendonça) - 2011
  • Mãe da Mata (Demétrios Haidos e Geandro Pantoja) - 2011
  • Geração Garantido (Emerson Faria Maia) - 2011
  • Sedutor das Águas (Demétrios Haidos e Geandro Pantoja) - 2011
  • Matawi Kukenan (Rafael Marupiara e Ronaldo Júnior) - 2011
  • Meu Coração é Garantido (Sebastião Jr.) - 2012
  • Apaixonado Coração (Enéas Dias) - 2012
  • Festa do Povo Vermelho (Enéas Dias) - 2012
  • DNA Caboclo (Enéas Dias) - 2012
  • Auto do Boi (Enéas Dias) - 2012
  • Ameríndia (Enéas Dias e Marcos Boi) - 2012
  • Tambor (Ronaldo Barbosa Junior e Rafael Marupiara) - 2013
  • Meu Eterno Garantido (Enéas Dias) - 2013
  • Juma (Ronaldo Barbosa Junior e Rafael Marupiara) - 2013
  • Além da Sensibilidade (Enéas Dias e Marcos Boi) - 2013
  • Imortal Coração do Tempo (Enéas Dias) - 2013
  • Celebração da Fé (Sebastião Jr.) - 2014
  • Maloca do Mundo (Amazônida) (Demétrios Haidos e Náferson Cruz) - 2014
  • Fera de Fogo (Ronaldo Barbosa Jr. e Rafael Marupiara) - 2014
  • Sou Parintins (Enéas Dias e João Kennedy) - 2014
  • O Couro dos Espíritos (Ronaldo Barbosa Jr. e Rafael Marupiara) - 2014
  • Flor das Águas (Júlio César Queiroz) - 2014
  • Brasilidade (Demétrios Haidos e Geandro Pantoja) - 2014
  • O Vaqueiro (Ronaldo Barbosa Jr. e Rafael Marupiara) - 2014
  • Os Camisas Encarnadas (Ademar Azevedo e Maurício Filho) - 2015
  • Isso é Garantido (Cézar Moraes) - 2015
  • Boi de Pândega (Paulinho Dú Sagrado) - 2015
  • Pandré (Paulinho Dú Sagrado) - 2015
  • Fantástica Amazônia (Ronaldo Barbosa Jr. e Rafael Marupiara) - 2015
  • Poema da Cachaça (Mencius Melo) - 2015
  • Celebrar (Sebastião Jr.) - 2016
  • De Coração (Ademar Azevedo e Maurício Filho) - 2016
  • Ritual Karajá (Paulinho Dú Sagrado) - 2016
  • Caldeirão Vermelho (Ademar Azevedo e Maurício Filho) - 2016
  • Isso Que é Galera (Murilo Maia) - 2016
  • Auto do Boi Garantido (Enéas Dias e Marcos Boi) - 2016
  • Macacos Vermelhos (Ademar Azevedo e Maurício Filho) - 2016
  • Eu Sou a Toada (Cézar Moraes) - 2016
  • Maior Que Tudo (Inaldo Medeiros) - 2016

Compositores[editar | editar código-fonte]

Entre os principais compositores do Garantido, estão: o próprio Lindolfo Monteverde, Mestre Ambrósio, Venâncio, Nelson Bulcão, Vavazinho, Braulino Lima, Emerson Maia, Chico da Silva, Tadeu Garcia, Paulinho Dú Sagrado, Inaldo Medeiros, Tony Medeiros, Helen Veras Filho, Demétrios Haidos, Geandro Pantoja, Cézar Moraes e recentemente Murilo Maia, Enéas Dias, Emerson Faria Maia, Ronaldo Barbosa Júnior, Rafael Marupiara, Ademar Azevedo e Maurício Filho.

Ao longo de toda a sua história muitas toadas se notabilizaram pelo enorme sucesso que alcançaram junto a nação vermelha e branca. Além de "Boi do Carmo" (1991), "Tic-Tic-Tac" (1993), "No compasso da Emoção" (1995), "Vermelho" (1996), a Toada Hit de 1998 "Tom Garantido" de Helen Veras Filho e Tadeu Garcia, pode-se destacar também "Minha Sina" (1999),a toada que se tornou um verdadeiro hino do Boi Bumba Garantido, "Eterno Campeão" de Johney Farias e Inaldo Medeiros em (2000) , Deusa Cunhã, considerada a eterna música de cunhã-poranga de autoria de Helen Veras Filho e "Coração de Batuqueiro" (2004) de Inaldo Medeiros e Marcos Lima, "Boi de Pano" (2001) de Tony Medeiros, "Tum Tum" (2007) de Helen Veras Filho, "Sou Garantido" (2009) de Murilo Pontes Maia, "Paixão de Coração" (2010) de Demétrios Haidos e Geandro Pantoja, "Torcedor Batuqueiro" (2010) de Enéas Dias, "Miscigenação" (2011) de Enéas Dias e Arisson Mendonça e Matawi Kukenan (2011) de Ronaldo Barbosa Júnior e Rafael Marupiara um ritual hit que tocou até mesmo na tradicional Alvorada. No acervo, verdadeiros clássicos e grandes hinos de amor ao Boi Garantido.

Temas[editar | editar código-fonte]

É a temática que o boi desenvolve a cada ano, para suas apresentações no Festival Folclórico de Parintins, a seguir os temas defendidos pelo Boi Garantido na era pós-Bumbódromo:

  • 1988 - Brinquedo de São João
  • 1989 - O Eterno Campeão
  • 1990 - Garantido, Amor, Magia da Ilha
  • 1991 - Uma Origem Cabocla
  • 1992 - Folguedo de São João
  • 1993 - Rio Amazonas, Esse Rio é Minha Vida
  • 1994 - Templo das Eternas Lendas
  • 1995 - Uma Viagem à Amazônia
  • 1996 - Lendas, Rituais e Sonhos
  • 1997 - Parintins Para o Mundo Ver
  • 1998 - 500 Anos do Passado Para Construir o Futuro
  • 1999 - Mito, Cultura e Arte
  • 2000 - Meu Brinquedo de São João
  • 2001 - Amazônia Viva
  • 2002 - O Boi da Amazônia
  • 2003 - Amazônia, Santuário Esmeralda
  • 2004 - Amazônia, Coração Brasileiro
  • 2005 - Festa da Natureza
  • 2006 - Terra, a Grande Maloca
  • 2007 - Guardiões da Amazônia
  • 2008 - O Boi da Preservação
  • 2009 - Emoção
  • 2010 - Paixão
  • 2011 - Miscigenação
  • 2012 - Tradição
  • 2013 - O Boi do Centenário
  • 2014 -
  • 2015 - Vida
  • 2016 - Celebração
  • 2017 - Magia e Fascínio no Coração da Amazônia

Festas Tradicionais[editar | editar código-fonte]

Alvorada[editar | editar código-fonte]

É uma festa que acontece na madrugada do dia 1º de Maio, Dia do Trabalhador, em homenagem a São José Operário. Lindolfo Monteverde criou esta festa para marcar o início dos ensaios do Garantido. Na noite de 30 de Abril, os torcedores se reúnem no Curral Lindolfo Monteverde, na Cidade Garantido. Na madrugada, o Boi Garantido, a Batucada e os torcedores saem em passeata, passando pela Baixa do São José e tradicionalmente pela casa de dona Maria Ângela Faria, seguindo pela avenida Amazonas, até chegar à Catedral de Nossa Senhora do Carmo. A festa vai até amanhecer, daí a origem do nome. Nos últimos anos o sucesso da Alvorada se tornou tão grande que já vêm sendo organizadas várias excursões de turistas para Parintins a fim de participarem da festa.

Santo Antônio[editar | editar código-fonte]

É outra passeata do Boi Garantido que acontece no dia 12 de Junho, Dia dos Namorados e véspera de Santo Antônio. Repete um costume do Bumba-Meu-Boi do Maranhão de festejar Santo Antônio na véspera, começando com uma ladainha. A reza da ladainha é feita no Curral da Baixa do São José, na casa da família Monteverde. É posta uma mesa enfeitada com flores e velas com a imagem do Santo. Termina a ladainha, acontece outra passeata no mesmo estilo da Alvorada, com o Boi a Batucada e os torcedores. Nas casas que possuem fogueiras, o Garantido para e entrega uma rosa a dona da casa. De acordo com o historiador Sérgio Ivan Braga,[4] nos dias 12 e 13 de Junho, Lindolfo arrecadava dinheiro dos simpatizantes para a festa principal, que é a Festa de São João Batista.

São João[editar | editar código-fonte]

É a festa do cumprimento da promessa. É semelhante à festa de Santo Antônio, porém ocorre no dia 24 de Junho, o mesmo dia dedicado ao Santo pela Igreja Católica. Também ocorre a ladainha no Curral da Baixa do São José e a passeata até a Catedral, com o Boi Garantido dançando em frente às casas que possuem fogueiras. A mesa é enfeitada com quatro velas e rosas vermelhas e brancas. A imagem de São João Batista adulto é colocada no centro da mesa, com suas fitas vermelhas e verdes, e no fundo é colocado o quadro da Sagrada Família. Após a morte de Lindolfo, seu filho, João Batista Monteverde passou a ser o anfitrião da cerimônia.

Morte do Boi[editar | editar código-fonte]

Realizada anualmente todo o dia 17 de Julho, pela família Monteverde, após o término da festa de Nossa Senhora do Carmo dia 16, a festa da morte do boi marca o fim oficial das festividades do Garantido no ano corrente. A festa se inicia com a tradicional ladainha realizada no Curral da Baixa do São José, após ela, os brincantes do Garantido saem as ruas para encenar a morte do boi, em alusão ao Auto do Boi. O Garantido tem seus chifres enfeitados com palmeiras de piririmas, é perseguido até ser capturado pelos vaqueiros, é golpeado e morto por Pai Francisco, e em meio a versos e cantorias, é ressuscitado. São cantadas toadas atuais e antigas do Garantido. Durante muitos anos, a festa da Morte do Boi atraía milhares de torcedores do Boi Garantido para Parintins, entretanto nos últimos anos, em virtude do pouco apoio dado pela direção do bumbá, a festa perdeu espaço e quase foi extinta. Atualmente sua realização se deve ao esforço da família Monteverde.

Presidentes[editar | editar código-fonte]

Nome Mandato Ref.
Raul Góes Filho 1999 - 2000
Antônio Andrade 2001 - 2002
José Walmir de Lima 2003 - setembro de 2005
Vicente Matos setembro de 2005 - setembro de 2007 (primeiro mandato)
Vicente Matos setembro de 2007 - setembro de 2009 (segundo mandato)
Telo Pinto setembro de 2009 - setembro de 2011 (primeiro mandato)
Telo Pinto setembro de 2011 - setembro de 2014 (segundo mandato) [6]
Adelson Albuquerque setembro de 2014 - setembro de 2017 [6]

Itens que Concorrem no Festival[editar | editar código-fonte]

Apresentador[editar | editar código-fonte]

A espetáculo do Boi possui um apresentador oficial, que comanda toda a apresentação. Paulinho Faria foi o primeiro apresentador do Boi Garantido, aos 15 anos de idade, ocupando este posto por 26 anos, foi vencedor do item em 24 festivais, além dos inúmeros títulos do Garantido que são atribuídos ao apresentador. O atual apresentador é Israel Paulain, que estreou em 2002. Israel é também um grande vencedor em seu item, tendo vencido seu arqui-rival ininterruptamente desde 2006. Naquele ano, o apresentador conduziu o espetáculo sem ler o roteiro, uma inovação que foi adotada pelos dois bois a partir de então.

Levantador de Toadas[editar | editar código-fonte]

É o cantor que interpreta a maior parte das toadas executadas durante a apresentação na arena. Também tem responsabilidade sobre outro item que conta pontos, Toada (Letra e Música). Já foram levantadores de toadas do Boi Garantido:

  • (1986 - 1990): Emerson Maia
  • (1991 - 1994): Paulinho Faria
  • (1995 - 2009): David Assayag
  • (2010 - 2010): Robson Jr.
  • (2010 - atual): Sebastião Jr.

Batucada[editar | editar código-fonte]

É o conjunto de ritmistas que toca durante as 2 horas e meia de apresentação. Dispõe de cerca de 400 batuqueiros, os quais tocam os seguintes instrumentos: Surdos, Caixinhas de Guerra, Repiques, Espantacão, Rocares e Palminhas. O regente da Batucada, no Boi Garantido, é chamado de Peara, nome que os índios atribuem ao porco do mato que lidera o bando. Os Batuqueiros da Baixa também são chamados de Camisas Encarnadas.

A Batucada começa sua apresentação com a tradicional contagem, feita pelo apresentador Israel Paulain, que diz: É agora! É agora, galera vermelha e branca!, e quem abre o rufar dos tambores da Batucada, é Reck Monteverde, neto de Lindolfo.

Os Pearas: já foi a dupla Clemilton Pinto (1997-2011), Jonedson Ramos (2001-2008), Jacinto Rebelo (2012) e atualmente foram substituídos pela dupla Alessandro Cabral (2009-presente) e Marcelo Bilela (2013-presente).

Amo do Boi[editar | editar código-fonte]

É o dono da fazenda. É quem fica furioso com a morte de seu Boi querido, manda prender Pai Francisco e Mãe Catirina, os assassinos do boi e chama o Pajé para ressuscitá-lo. Em Parintins, o Amo do Boi tem a importante função de tirar versos, alguns de exaltação ao Boi e à torcida, outros que se referem à temática que o Boi apresenta naquele ano e outros que desafiam o Contrário. O primeiro Amo do Boi Garantido foi Lindolfo Monteverde, que tirava o seguinte verso:

"Se eu pegar o Caprichoso, esfolo igual jacaré, tiro toda carne fora e deixo a caveira em pé".

Após a morte de Lindolfo, em 1979, seu filho, João Batista Monteverde, assume o posto até o ano de 1995. Em 1996, o Amo passou a ser Tony Medeiros, permanecendo até 1997. Em 1998, o poeta Emerson Maia assume. Em 1999, Tony Medeiros retorna, permanecendo até 2001. Em 2002, por desavenças com o então presidente Antônio Andrade, Tony Medeiros é substituído por Edílson Santana. Em 2003, com a mudança de presidência, Tony Medeiros retorna, permanecendo como Amo do Boi Garantido até hoje.

Sinhazinha da Fazenda[editar | editar código-fonte]

É a filha do dono da fazenda. Representa a cultura européia no Boi. Geralmente vem com vestido rendado, sombrinha e leque. Além de dançar, costuma acariciar o Boi e dar-lhe capim ou sal. A mais nova Sinhazinha é Djidja Cardoso, que está substituindo a Ana Luisa Faria da tradicional família Faria do Garantido, Djidja Cardoso estréia como a nova Sinhazinha da Fazenda do Boi Garantido.

Boi Bumbá Evolução[editar | editar código-fonte]

É a representação lúdica do boi animal. Feito de fibra, espuma e pano, sua evolução depende do Tripa do Boi que lhe dá movimentos, criando a ilusão mágica entre o corpo lúdico do boi e o corpo real do tripa, através da mais perfeita manipulação, como se ambos fossem um só corpo, passando a sensação de sentimento de afeto do boi com os personagens da brincadeira, como o Amo e a Sinhazinha. Denildo Piçanã é o tripa do Boi Garantido há 21 anos, tem um estilo inconfundível de manipulação, como se incorporasse o boi de pano para expressar sentimentos e dar vida à arte de fazê-lo brincar e dançar.

Galera Vermelha e Branca[editar | editar código-fonte]

A Galera é a torcida que fica nas laterais do Bumbódromo, onde estão as arquibancadas gratuitas. A arquibancada da Galera Vermelha e Branca fica na lateral esquerda do Bumbódromo.

É composta predominantemente por torcedores de Parintins, Manaus e Santarém, além de torcedores vindos de todas as partes do Brasil.

Durante a apresentação do boi, executa várias coreografias, exibe adereços manuais e canta intensamente as toadas do seu boi. A torcida organizada responsável pela galera vermelha é o Comando Garantido, composto por integrantes de Parintins e Manaus.

A Galera Vermelha e Branca é conhecida pela sua tradicional contagem e pelas famosas chamadas feitas pelo apresentador oficial ou pelo animador, "Mas quem é Garantido levanta o braço!", "Cadê a galera do Garantido?" e o "Lê, Lê, Lê!", todas criadas pelo ex-apresentador Paulinho Faria. O torcedor do Boi Garantido é chamado de Perreché, uma expressão amazonense que significa Pé Rachado. Durante 13 anos consecutivos a Galera Vermelha e Branca foi escolhida pelos jurados como a melhor galera do Festival.

Lenda Amazônica[editar | editar código-fonte]

É a dramatização de alguma lenda popular da Amazônia. Geralmente são utilizadas grandes alegorias, coreografia e uma toada específica para a encenação. Dentre as lendas encenadas, destacam-se, o Mapinguari (1997), Cupêndiepes (2001), Maricá (2001), Gigante Juma (2004), Ynhangôrom (2005), Pássaros do Arrebol (2005). Em 2007, durante a lenda Jacurutu, o artista Teco Mendes fez as árvores andarem na arena, efeito semelhante ao que aparece no filme O Senhor dos Anéis, As Duas Torres, Anhangá (2008), Sedutor das Águas (2011), Juma (2013), Fera de Fogo (2014) e Macacos Vermelhos (2016).

Figura Típica Regional[editar | editar código-fonte]

Retrata os biótipos da região amazônica, como o juteiro, farinheiro, pescador, comerciantes do regatão, romeiros de procissões diversas, seringueiro, piaçaveiro, etc. Em geral, este item é apresentado com uma alegoria e diversos figurantes, enquanto uma toada específica para o momento é executada. Um dos momentos marcantes foi a encenação da figura típica Romaria nas Águas, em 2000, na qual os devotos de São Pedro fazem uma procissão em seus barcos. Outro momento inesquecível do Boi Garantido foi quando, em 2004, apresentou a figura típica Pescadoras de Doações, que falava sobre as crianças que ficam nas canoas esperando os passageiros dos barcos de linha jogar comida e roupa para os ribeirinhos no estreito de Breves, no Pará. Em 2014, a figura típica destaque foi O Vaqueiro, toada hit que foi um sucesso junto a galera no ano.

Ritual Indígena[editar | editar código-fonte]

É uma dramatização de um ritual praticado em alguma tribo indígena da Amazônia. Em geral é o ponto alto do espetáculo e é apresentado no final. Grandes alegorias e efeitos especiais são usados. Destacam-se os rituais, Apocalipse Karajá (1996), Watiamã, Ritual da Tucandeira (2000), Nação Kaxinawá (2001), Xikrin, a Nação Que Veio do Céu (2002), Deuses Canibais (2004), Festa da Moça Nova (2005), Xamãs Ye'kuana (2005), Zuruahá, o Povo do Veneno (2007), Tanameá Marubo (2008), Ritual Deni (2009), Matawi Kukenan (2011) e Apocalypto Yanomami (2012).

Pajé[editar | editar código-fonte]

É o líder espiritual da tribo. Conduz os rituais indígenas de iniciação, de orientações espirituais e que reproduzem eventos ancestrais, através da transcendência do Pajé. Com 17 vitórias, André Nascimento é o Pajé do Garantido há 18 anos. André incorpora o personagem com extrema fidelidade aos movimentos e expressões de um Pajé, encenando a verdadeira dança ritualística indígena. Com um currículo de shows na Europa e Estados Unidos, sua presença é obrigatória em todos os eventos do boi. Formado em fisioterapia, atua como voluntário em projetos sociais de saúde.

Porta-Estandarte[editar | editar código-fonte]

É o item que representa o símbolo do Boi Bumbá. Traz consigo a harmonia e sincronia de movimentos entre a dança e o estandarte. Responsável por trazê-lo com o tema do boi em cada noite de apresentação, quem carrega o estandarte do Garantido é Daniela Tapajós.

Rainha do Folclore[editar | editar código-fonte]

Este item expressa as manifestações culturais da Amazônia, folguedos, danças, religiosidade e etc. Com beleza, simpatia, dança, desenvoltura e incorporação, geralmente se apresenta durante o momento das figuras típicas regionais e representa a cultura popular cabocla. A realeza vermelha e branca é representada por Isabelle Nogueira, a galera encarnada a chama de Musa, Rubra ou Diva Rainha.

Cunhã-Poranga[editar | editar código-fonte]

É a Índia mais bonita. Guerreira e guardiã da aldeia, expressa a cultura indígena. Com beleza, simpatia, dança, desenvoltura e incorporação, geralmente se apresenta durante algum Ritual Indígena ou Lenda Amazônica. O item é representado por Verena Ferreira que se consagrou a partir dos festivais de 2013 e 2014, onde ela era Porta Estandarte e foi campeã nesses respectivos anos, esse foi apenas um dos motivos a qual levou sua entrada ao item após o festival de 2014, com a saída de Tatiane Barros. A Nação Vermelha e Branca lhe chama carinhosamente de Deusa das Cunhãs.

Tribos[editar | editar código-fonte]

São grupos de dança que se apresentam fantasiados de índios, de maneira estilizada. Atualmente quase todas as tribos entram juntas na arena e fazem diversas coreografias ao mesmo tempo. O objetivo maior é o efeito visual provocado na arena pela difusão de cores. Há também uma tribo coreografada, que se destaca das demais por ter uma coreografia mais complexa.O Boi Garantido, a partir de 2011, convidou dançarinos da cidade de Juruti/PA para participar de suas tribos, fizeram a inesquecível coreografia do ritual Matawi Kukenan, Juruti tem grupos com bastante experiência em coreografias indígenas, pois lá anualmente é realizado o Festribal.

Referências

  1. a b http://www.parintins.com/?p=comentarios&n=2061
  2. a b SAUNIER, T. Parintins, Memória dos Acontecimentos Históricos. Valer:2003
  3. a b Leandro Tapajós (11 de Junho de 2012). «O nascer do boi-bumbá de Parintins e seu crescimento». Consultado em 15/06/2013. 
  4. a b BRAGA, S. I. G.. Os bois-bumbás de Parintins. 1. ed. Rio de Janeiro: FUNARTE-Ministério da Cultura, 2002. v. 1. 480 p.
  5. Garantido vence a 48ª edição do Festival de Parintins
  6. a b O Jornal da Ilha (01/09/2014). «Adelson e Fábio ganham eleição no Garantido com 1.293 votos». Arquivado desde o original em 03/04/2014. Consultado em 03/04/2014. 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
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