Canal do Faial

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Canal do Faial. Em primeiro plano os ilhéus da Madalena (ilhéu em Pé e ilhéu Deitado); ao fundo, a vila da Madalena, na ilha do Pico.

O Canal do Faial é um estreito de 8,3 quilómetros entre as ilhas do Faial e do Pico, no Grupo Central do arquipélago dos Açores.

Baixa Norte do Canal[editar | editar código-fonte]

A Baixa do Norte, situada a 2 milhas para leste da Ponta da Espalamaca (Ilha do Faial), é menos extensa do que a Baixa do Sul. A sua zona menos profunda apresenta uma extensão de cerca de 100 a 150 metros, e o seu ponto mais alto encontra-se a 17 metros de profundidade. O seu fundo é mais dinâmico do que da Baixa Norte; é composto por uma série de grandes afloramentos rochosos (menos de 5 metros) distribuídos irregularmente.

A Baixa do Norte sempre foi considerada como o recife mais setentrional do canal Faial-Pico, mas nos últimos anos foi "descoberta" uma baixa de dimensão reduzida, ainda mais a Norte, conhecida por um pequeno número de pescadores que lhe chamavam Baixa da Barca. Alguns investigadores do Departamento de Oceanografia e Pescas (sigla DOP) da Universidade dos Açores, mergulharam neste afloramento rochoso pela primeira vez em Junho de 1997, encontrando aí uma paisagem marinha fascinante e, aparentemente, onde a actividade humana menos se faz sentir. Esta baixa caracteriza-se por ter o pico menos profundo a 25 metros e estar ladeada a Norte e Oeste por paredes verticais que se "perdem" para lá dos 50 metros. Do lado Este, o declive é menos acentuado (45º) e o substrato muito dinâmico, com um patamar rochoso entre os 35 e os 45 metros, onde se podem encontrar grandes blocos de rocha e peixes de dimensões consideráveis. No lado Sul, há vários afloramentos rochosos com picos a cerca de 30 m e que, entre si, formam vales com muitos metros de profundidade.

Baixa do Sul do Canal[editar | editar código-fonte]

A Baixa do Sul é o recife mais meridional (como o próprio nome indica) e mais extenso do Canal. A sua coroa está situada a 2 milhas para Sudeste do Porto da Horta e o seu pico menos profundo está apenas 8 metros abaixo da superfície, o que faz deste o recife menos profundo do Canal. Até aos cerca de 30 metros de profundidade, o seu fundo é dominado por extensas lajes interrompidas, a espaços, por desníveis que podem atingir alguns metros. Nalgumas dessas falhas desenvolveram-se interessantes estruturas geológicas que constituem um dos grandes atractivos desta baixa: as caldeiras de abrasão. Algumas delas atingem perto de 8 m de profundidade e 3 m de diâmetro. A partir dos 30 metros, sobretudo do lado Este do recife, o fundo torna-se um pouco mais dinâmico, apresentando acumulações de blocos rochosos de dimensões relativamente grandes nas zonas de menor declive. Por ser representativa de um ambiente semi-oceânico, distinto dos ambientes das zonas costeiras, a Baixa do Sul foi recentemente classificada como Sítio de Interesse Comunitário (Rede Natura 2000).

Fauna e flora característica[editar | editar código-fonte]

A Fauna dominante deste baixa são as Garoupas (Serranus atricauda), Salemas (Sarpa salpa), Vejas (Spansoma cretense), Peixes-balão (Sphoeroldes marmoratus), Castanhetas-amarelas (Chromis limbata, Peixes-rei (Coris julis) e Peixes-rainha (Thalassoma pavo), sendo assim esta formação dotada de uma riqueza biológica bastante grande.

Além das espécies mencionadas é ainda possível encontrar-se toda uma enorme variedade de fauna e flora marinha em que convivem cerca de 86 espécies diferentes, sendo que é 9.6 o Índice de Margalef.

Biodiversidade marinha observável[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]