Conselho de classe profissional

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Os conselhos profissionais ou conselhos de profissões regulamentadas são conselhos formados por profissionais de cada profissão, com diretorias democraticamente eleitas pelos seus associados que representam os interesses de sua profissão. Sua principal atribuição é a de registrar, fiscalizar e disciplinar as profissões regulamentadas. Elas são considerados "autarquia especial ou corporativa".[1]

Brasil[editar | editar código-fonte]

A fiscalização de cada profissão é delegada pela União através da Lei específica de acordo com cada profissão.[2][3][4]

Para cada profissão regulamentada é criado um Conselho Federal com sede em Brasília ou alguns antigos com sede na cidade do Rio de Janeiro (ex-capital) e escritório em Brasília. Também existem em cada estado os conselhos regionais ou conselhos que abrangem mais de um estado. Todos estão sob fiscalização contábil e financeira do Tribunal de Contas da União, por força do inciso II do artigo 71 da Constituição Federal.

Conselhos no Brasil[editar | editar código-fonte]

A tabela abaixo apresenta os conselhos de profissões reconhecidas no Brasil, que são os órgãos que fiscalizam o exercício das ocupações legalmente.

Profissão Conselho
Administradores Conselho Federal de Administração (CFA) e conselhos regionais (CRA)
Advogados Ordem dos Advogados do Brasil Nacional (OAB) e Ordem dos Advogados do Brasil Seccional (OAB)
Arquitetos e urbanistas Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) e conselhos regionais (CAU/UF)
Assistentes sociais Conselho Federal de Serviço Social (CFESS) e conselhos regionais (CRESS)
Bibliotecários Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB) e conselhos regionais (CRB)
Biólogos Conselho Federal de Biologia (CFBIO) e conselhos regionais (CRBIO)
Biomédicos Conselho Federal de Biomedicina (CFBM) e conselhos regionais (CRBM)
Contabilistas Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e conselhos regionais (CRC)
Corretores de imóveis Conselho Federal de Corretores de Imóveis (COFECI) e conselhos regionais (CRECI)
Economistas Conselho Federal de Economia (COFECON) e conselhos regionais (CORECON)
Economistas domésticos Conselho Federal de Economistas Domésticos (CFED) e conselhos regionais (CRED)
Educadores e Pedagogos Conselho Federal de Educadores e Pedagogos (CFEP) e conselhos regionais (CREP)
Profissional de Educação Física Conselho Federal de Educação Física (CONFEF) e conselhos regionais (CREF)[5]
Enfermeiros e obstetrizes Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) e conselhos regionais (COREN)
Engenheiros e agrônomos Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (CONFEA) e conselhos regionais (CREA)
Estatísticos Conselho Federal de Estatística (CONFE) e conselhos regionais (CONRE)
Farmacêuticos Conselho Federal de Farmácia (CFF) e conselhos regionais (CRF)
Fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) e conselhos regionais (CREFITO)
Fonoaudiólogos Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa) e conselhos regionais (CREFONO)
Médicos Conselho Federal de Medicina (CFM) e conselhos regionais (CRM)
Médicos veterinários Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) e conselhos regionais (CRMV)
Museólogos Conselho Federal de Museologia (COFEM) e conselhos regionais (COREM)
Músicos Ordem dos Músicos do Brasil (OMB)
Nutricionistas Conselho Federal de Nutrição (CFN) e conselhos regionais (CRN)
Odontólogos Conselho Federal de Odontologia (CFO) e conselhos regionais (CRO)
Psicólogos Conselho Federal de Psicologia do Brasil (CFP) e conselhos regionais (CRP)
Químicos Conselho Federal de Química (CFQ) e conselhos regionais (CRQ)
Relações-públicas Conselho Federal de Relações Públicas (CONFERP) e conselhos regionais (CONRERP)
Representantes comerciais Conselho Federal dos Representantes Comerciais (CONFERE) e conselhos regionais (CORE)
Técnico em radiologia Conselho Nacional de Técnicos em Radiologia (CONTER) e conselhos regionais (CRTR)
Técnicos industriais Conselho Federal dos Técnicos Industriais (CFT) e conselhos regionais (CRT)[6]
Técnicos Agrícolas Conselho Federal dos Técnicos Agrícolas (CFTA) e conselhos regionais (CRTA)
Zootecnistas Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) e conselhos regionais (CRMV)

Anuidade[editar | editar código-fonte]

Mesmo sendo os conselhos, o braço auxiliar do Estado, eles não recebem recursos do poder público. Eles são dotados de personalidade jurídica de direito público (são autarquia da administração pública indireta) e são autorizados por Lei e/ou por Resoluções dos Conselhos Federais, a criar contribuições (anuidades) que são consideradas obrigatórias e se não forem pagas poderão ser executadas na via judicial.

Caso o profissional venha a ser inadimplente, depois de cobrança judicial e negativação, inclusive na Dívida Ativa da União, corre o risco de ter seu registro profissional cancelado não podendo exercer sua profissão.[7]

Referências