Controvérsia sobre alimentos geneticamente modificados

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Leis relativas a alimentos transgénicos
Protestos anti-OGM, Washington, DC

A controvérsia sobre alimentos geneticamente modificados refere-se à discussão sobre vantagens e desvantagens dos alimentos transgénicos e do uso de organismos geneticamente modificados (OGM) na agricultura. A disputa envolve empresas de biotecnologia, agências reguladoras governamentais, organizações não-governamentais e cientistas. O debate é mais intenso no Japão e na Europa, onde as preocupações do público sobre alimentos transgénicos é maior do que em outras partes do mundo, como os Estados Unidos da América, onde as culturas geneticamente modificadas são mais praticadas, e a introdução destes produtos tem sido menos controversa.

A segurança é um tópico importante nesta controvérsia. Efeitos adversos na saúde necessitam ser avaliados, porque estes efeitos são dependentes das modificações efectuadas.[1] :8 A necessidade de testes aumenta à medida que mais modificações são introduzidas, e a segunda geração deste produtos necessitarão de mais testes[2] Até à data, nenhum efeito adverso à saúde provocado por produtos aprovados para venda foi documentado, apesar de dois produtos terem falhado nos teste iniciais de segurança e terem sido descontinuados devido a reacções alérgicas. A maioria dos testes não registraram efeitos tóxicos e concluíram que os alimentos transgénicos eram equivalentes nutricionalmente ao alimentos não modificados, apesar de alguns relatórios atribuírem alterações fisiológicas a estes alimentos transgénicos.

Seralini e outros[3] [4] apoiados por grupos de advocacia, como Greenpeace [5] e o World Wildlife Fund [6] consideram que os dados disponíveis não provam que os alimentos transgénicos não coloquem riscos para a saúde, e pedem testes mais extensos e rigorosos antes da comercialização de alimentos geneticamente modificados.[7]

Outra área de controvérsia diz respeito aos efeitos que as culturas resistentes a pesticidas e herbicidas provocam nos ecossistemas, por diminuírem, por exemplo, o número de insectos, gerando um impacto na biodiversidade. Tentativas têm sido efectuadas para medir estes efeitos em culturas de alimentos transgénicos, em larga escala. A interpretação dos resultados destes testes têm sido controversas. Os riscos e efeitos da transferência horizontal de genes também têm sido citados como preocupações, diante da possibilidade de os genes poderem ser espalhados de culturas modificadas para culturas selvagens.

Referências

  1. NRC. (2004). Safety of Genetically Engineered Foods: Approaches to Assessing Unintended Health Effects. National Academies Press. Free full-text.
  2. Flachowsky, Gerhard; Chesson, Andrew; Aulrich, Karen Animal nutrition with feeds from genetically modified plants doi=10.1080/17450390512331342368. Archives of Animal Nutrition] volume 59 n°1 pp 1–40, 2005 pmid=15889650
  3. Seralini, G.E., Cellier, D. & Spiroux de Vendomois, J. (2007). "New analysis of a rat feeding study with a genetically modified maize reveals signs of hepatorenal toxicity". Arch. Contamin. Environ. Toxicol. 52: 596-602.doi:10.1007/s00244-006-0149-5
  4. Scientists and MEPs for a GM free Europe
  5. [1]
  6. [2]
  7. Le Curieux-Belfond, O., Vandelac, L., Caron, J., Seralini, G.E. (2009). "Factors to consider before production and commercialization of aquatic genetically modified organisms: the case of transgenic salmon". Env. Sci. Policy 12: 170–189. doi:10.1016/j.envsci.2008.10.001

Notas[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Oponentes
Favoráveis
Governmentais
Medicas e científicas