Cruzeiro (1970–1986)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Cruzeiro (BRB))
Ir para: navegação, pesquisa
Question book.svg
Esta página ou secção não cita fontes confiáveis e independentes, o que compromete sua credibilidade (desde novembro de 2012). Por favor, adicione referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Conteúdo sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Cruzeiro
Dados
Código ISO 4217 BRB
Usado  Brasil
Inflação 110,23% (1980)
Sub-Unidade

Centavo
Símbolo Cr$
Plural Cruzeiros
Moedas 0.01, 0.02, 0.05, 0.10, 0.20, 0.50, 1, 5, 10, 20, 50, 100, 200 e 500
Notas 1, 5, 10, 50, 100, 200, 500, 1.000, 5.000 e 10.000

50.000 e 100.000

Banco Banco Central do Brasil
www.bc.gov.br
Fabricante Casa da Moeda do Brasil
http://www.casadamoeda.gov.br

Cruzeiro (BRB) foi a moeda brasileira que circulou no período entre 15 de maio de 1970 e 28 de fevereiro de 1986.

Este padrão na verdade é a terminação da reforma monetária empreendida quando da aplicação do padrão anterior cruzeiro novo, sendo que a diferenciação é que, por força da lei, a expressão "novo" e o "N", que antecedia o símbolo do cruzeiro (Cr$), foram suprimidos.

1ª família[editar | editar código-fonte]

Cédulas[editar | editar código-fonte]

Nesta família, emitida entre 1970 e 1980, foram lançados inicialmente os valores de 1, 5, 10, 50 e 100 cruzeiros, sendo que o valor de 500 cruzeiros foi inserido em 1972, por ocasião dos 150 anos da Independência do Brasil.

Foi lançada em 1972 a estampa B das cédulas de 1 cruzeiro, ocorrendo o mesmo em 1973 com a cédula de 5 cruzeiros e em 1979 com as cédulas de 10 e de 500 cruzeiros, sendo que na prática havia uma leve diferenciação destas cédulas em relação as colocadas anteriormente em circulação.

Este padrão tinha as cédulas em tamanhos diferentes e era conhecido como padrão moiré, que tinha como grande novidade a visibilidade da marca d'água sob um fundo branco na nota. [carece de fontes?]

As mudanças tinham como objetivo dificultar a falsificação, problema disseminado entre as cédulas do padrão anterior. No entanto, por conta da gradual perda de valor dessas cédulas decorrente da inflação, elas foram gradualmente substituídas pelas cédulas e pelas moedas da 2ª família, perdendo o valor definitivamente em 1984.

A cédula de 1 cruzeiro desta família foi a cédula mais emitida entre as emitidas no período anterior ao Plano Real, sendo colocadas mais de 2 bilhões de cédulas deste valor em circulação no decorrer dos anos 70.

Concurso[editar | editar código-fonte]

Para esse padrão, o Banco Central, instituiu em 1966, um concurso[1] para a escolha da nova série de cédulas com a participação de vários Designers gráficos, entre eles: Alexandre Wollner, Waldir Gramado, Benedito de Araujo Ribeiro, Petrarca Amenta, Zélio Bruno da Trindade, Gustavo Goebel Wayne Rodrigues, Ludivico Martino[2]. O certame foi vencido por Aloísio Magalhães, cujo trabalho apresentado constitui uma renovação, mas considerando à cultura de emissão brasileira. No modelo de Aloísio Magalhães, as cédulas de 1, 5, 10, 50 e 100 cruzeiros, passaram a ter tamanhos e cores diferentes, aumentando conforme o valor nominal das mesmas.[3]

Moedas[editar | editar código-fonte]

As moedas desta família se constituíam nas moedas com a denominação "centavo" emitidas a partir de 1967 e na moeda de 1 cruzeiro, que passou a ser emitida a partir de 1970.

Em 1972, por ocasião do sesquicentenário da independência, foram lançadas moedas comemorativas em ouro (300 cruzeiros), Prata (20 cruzeiros) e de Níquel (1 cruzeiro).

A partir de 1974, as moedas até 20 centavos passaram a ser emitidas em aço inoxidável, sendo que em 1975 a moeda de 50 centavos também passou a ser emitida neste metal, sendo que a de 1 cruzeiro passou a ser emitida em cuproníquel, além das emissões comemorativas da FAO nas moedas de 1, 2 e 5 centavos, bem como a moeda comemorativa de 10 cruzeiros em prata ressaltando os 10 anos da fundação do Banco Central do Brasil.

As moedas pertencentes a esta família e que tinham valor inferior a 10 centavos perderam o seu valor legal a partir de 31 de dezembro de 1980, sendo que o centavo foi definitivamente extinto por força de lei no dia 15 de agosto de 1984, no entanto, permanecendo para efeitos de cálculo da ORTN.

2ª família[editar | editar código-fonte]

Cédulas[editar | editar código-fonte]

Esta família, também projetada por Aloísio Magalhães tem como padrão a cédula de 1000 cruzeiros lançada em 1978 e que teria sido inspirada nas cartas de baralho, tendo o interesse implícito de facilitar o seu manuseio nos caixas.

As curiosidades das cédulas desta família são que o número de série está no reverso da cédula, bem como que há um espelhamento entre as imagens existentes na cédula.

A partir de 1981, foram novas cédulas emitidas baseadas no modelo desta nota, nos valores de 100, 200, 500, 1000 (estampa B - Modificada) e 5000 cruzeiros, sendo que elas só foram começar a sair de circulação quando da transição para a terceira família, que viria a antecipar os traços do Cruzado, que viria a ser o substituto do Cruzeiro então existente.

As cédulas dessa família vieram a perder o valor em 1987.

Moedas[editar | editar código-fonte]

As primeiras moedas desta família foram lançadas em 1979, nos valores de 1 centavo e de 1 cruzeiro, sendo que foram lançadas depois disso as moedas de 5 e 10 cruzeiros em 1980 e as de 20 e 50 cruzeiros em 1981.

Apesar de ter havido o projeto de emissão de moedas nos valores de 10 e 50 centavos nessa família, tais moedas nunca foram colocadas em circulação, sendo emitida uma quantidade limitada de moedas de prova, raras e limitadas ao meio numismático.[1]

Em 1985, a exemplo do que foi feito em 1975 com as moedas de 1, 2 e 5 centavos, foi emitida uma série especial da FAO com as moedas nos valores de 1 e 5 cruzeiros.

As moedas de 1 e 5 cruzeiros perderam o valor quando da adoção do Plano Cruzado, sendo que as restantes perderam o seu valor legal em 1987.

3ª Família (pré-cruzado)[editar | editar código-fonte]

Cédulas[editar | editar código-fonte]

Em 1984, foram emitidas as primeiras cédulas de 10.000 e de 50.000 cruzeiros e no ano seguinte foi introduzida a nota de 100.000 cruzeiros.

Estas cédulas tem um modelo diferente das da família anterior, mas no entanto mantiveram o mesmo tamanho dessas cédulas então em circulação.

Vale lembrar que em 1986, por ocasião do Plano Cruzado as cédulas dessa família foram reaproveitadas e emitidas com um carimbo circular com os valores respectivos de 10, 50 e 100 cruzados.

Apesar do plano governamental ser de que estas cédulas circulassem apenas até 1987, estas cédulas continuaram a ser utilizadas no dia-a-dia, sendo que quando do Plano Collor, ainda havia cédulas desta família em circulação.

Moedas[editar | editar código-fonte]

Em 1985, foram cunhadas as moedas desta terceira família, nos valores de 100, 200 e 500 cruzeiros, sendo que no anverso dessas moedas foram emitidas as Armas Nacionais (http://www.bcb.gov.br/?MOCRUZA70), também conhecidas como Brasão Nacional.

Vale lembrar que, a exemplo do que ocorreu com as cédulas, as moedas já antecipavam o modelo das que seriam lançadas no padrão posterior, conhecido como Cruzado.

Estas moedas, a exemplo das pertencentes a família anterior, vieram a perder o valor em 1987.

Moedas[editar | editar código-fonte]

Valor Cara Coroa
1 Moeda de 1 Cruzeiro - Edição comemorativa do 150º aniversário da independência do brasil - 1972 (verso).png Moeda de 1 Cruzeiro - Edição comemorativa do 150º aniversário da indpendência do brasil - 1972.png
1972
50 50 Cruzeiros BRB de 1985 (verso).png 50 Cruzeiros BRB de 1985.png
1985

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. BRASIL, Museu de Valores do Banco Central do. O Museu de Valores do Banco Central do Brasil. São Paulo; Banco Safra S. A., 1988.pág 286
  2. Nota: As regras do concurso pedia que cada artista participante do referido concurso usassem um pseudônimo. Assim um deles usou Guará, Delta etc.
  3. COLIN, Oswaldo. Brasil Através da Moeda. Rio de Janeiro; Centro Cultural Banco do Brasil, 1995.