Déa Trancoso

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Déa Trancoso

Déa Trancoso, março de 2014, foto de Marcelo Oliveira
Informação geral
Nome completo Alcidéia Margareth Rocha Trancoso
Nascimento 27 de março de 1964 (54 anos)
Origem Almenara (Minas Gerais)
País  Brasil
Gênero(s) MPB
Instrumento(s) vocal, ektara, rabequinha de duas cordas, calimba, violão
Gravadora(s) TUM TUM TUM Discos, Biscoito Fino, Warner Music Brasil
Afiliação(ões) UBC (União Brasileira dos Compositores), Projeto Elas de Minas
Página oficial http://www.deatrancoso.com

Alcidéia Margareth Rocha Trancoso, conhecida profissionalmente como Déa Trancoso (Almenara, 27 de março de 1964) é uma cantora, compositora e produtora cultural brasileira. Filha de pais seresteiros, foi influenciada pelos violeiros, cantadores,congadeiros e foliões do Vale do Jequitinhonha, sua terra natal.

Formou-se em jornalismo pela PUC Minas. Estudou também técnica vocal, sem abrir mão da sensibilidade e da emoção em seu canto. Seu trabalho incorpora sonoridades e referências a diversas manifestações da cultura popular nacional, como catimbó, coco, acalanto, lundu, congo dobrado, maracatu, batucão, moda de viola, samba de caboclo e de roda.

Sempre que escuto Déa Trancoso me lembro de Guimarães Rosa. Ela tem patente para cantar o sertão.” João Paulo Cunha, editor do Caderno de Cultura do Jornal Estado de Minas.

Depois de vários festivais e shows, participou em 2002 do CD O Violeiro e a Cantora, a convite do compositor e violeiro Chico Lobo[1].

Seu primeiro CD, TUM TUM TUM, lançado pelo selo TUM TUM TUM Discos em 2006. e posteriormente pelo Biscoito Fino em 2010, foi desenvolvido com recursos do Fundo Municipal de Cultura de Belo Horizonte e do Programa BNB de Cultura.

Serendipity, de 2011, seu primeiro trabalho autoral, trazendo parcerias com Badi Assad, Chico César e Rogério Delayon, teve o show de lançamento em Pontevedra, Espanha, durante a Feira das Indústrias Culturais da Galiza. Três canções desse álbum foram gravadas por outros artistas. Ná Ozzetti e Mônica Salmaso gravaram Minha Voz, Gonzaga Leal gravou Água Serenada e Isabel Nogueira gravou Gismontiana.

"Fiquei muito encantada com Serendipity, o disco dela, que traz canções de muita singularidade. Déa tem esta característica: suas composições são muito pessoais. Ela é uma mestra da composição.” Ná Ozzetti, que gravou em seu CD Embalar a música de Déa Minha Voz'.'[2]

O álbum Flor do Jequi, de 2012, foi realizado através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, e conta como convidado com o violonista Paulo Bellinatti. Juntos, eles criam e recriam ícones do Vale do Jequitinhonha, região conhecida pelo contraste entre a pobreza material e a riqueza da cultura popular.

Uma aula de Brasil profundo. Que coisa é a Déa Trancoso como compositora. A canção Estreleira é uma obra-prima.” Maria Luiza Kfouri, jornalista, sobre o trabalho Flor do Jequi.[carece de fontes?]

Déa é afiliada à UBC (União Brasileira dos Compositores) e ao Projeto Elas de Minas[3]. Foi indicada duas vezes ao Prêmio da Música Brasileira: na primeira, em 2007[4], em quatro categorias (Disco Regional, Cantora Regional, Projeto Gráfico e Voto Popular), concorrendo com Maria Bethânia, Chico Buarque, Alceu Valença e Daniela Mercury, e em 2013 (na categoria Cantora Regional), concorrendo com Elba Ramalho e Simone Guimarães[5].

Referências

  1. «Déa Trancoso - release». BH Music. 2007. Consultado em 17 de novembro de 2014. 
  2. «Déa Trancoso - release». UAI / Divirta-se. 2014. Consultado em 17 de novembro de 2014. 
  3. «Projeto ELAS de Minas». ELAS de Minas. Consultado em 18 de novembro de 2014. 
  4. «Prêmio TIM de Música divulga seus indicados». O Globo. 18 de março de 2007. Consultado em 18 de novembro de 2014. 
  5. «Prêmio da Música Brasileira homenageia Tom Jobim». O Globo. 12 de junho de 2013. Consultado em 18 de novembro de 2014. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]