Daniel Rodrigues

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Daniel Rodrigues é um fotógrafo português. Venceu o World Press Photo, na categoria "Daily Life".[1]

A fotografia que lhe garantiu o 1º prémio foi tirada em Março de 2012, numa missão humanitária, na aldeia de Dulombi, na Guiné-Bissau. Daniel Rodrigues conta que “as crianças estavam a jogar à bola e fui jogar com elas. Pelo meio, fotografei-as. Gostei do resultado e fiz mais algumas fotografias semelhantes”.

Daniel Rodrigues tirou em 2008 o curso de fotografia no Instituto Português de Fotografia. Estagiou durante três meses no Correio da Manhã e até Setembro de 2012 trabalhou na Global Imagens.[1]

Para Daniel Rodrigues a fotografia é uma paixão tão forte como o gosto em fazer voluntariado. Por isso nem hesitou quando em meados de 2012 surgiu a oportunidade de integrar a Missão Dulombi, na Guiné-Bissau. “O objetivo era recuperar o hospital e a escola local. Foi duro, mais de 12 hora por dia sempre a trabalhar. Mas valeu a pena”. O jovem fotógrafo emociona-se quando recorda aqueles dias. “Conseguimos salvar a vida de uma criança. Nunca mais me vou esquecer…”

Para sempre ficou “o bichinho do voluntariado”. Daniel Rodrigues diz que não consegue explicar bem a razão desta paixão. Mas garante que o mais importante são mesmo as pessoas. “Não é só desgraça, também há paz e alegria. Conheci gente fantástica e tudo vale a pena quando o nosso trabalho é reconhecido com simples sorriso”.

Daniel Rodrigues diz que no futuro gostaria de voltar a integrar mais missões humanitárias. E de regressa a Dulombi para entregar a fotografia vencedora à população local. “Mas para já não. Tenho que trabalhar”. É que o prémio da World Press Photo deu-lhe muita fama, mas o fotógrafo continua desempregado.

Junto à fotografia com que conquistou o 1º lugar da categoria Vida Quotidiana, Daniel Rodrigues foi fotografado, filmado, entrevistado pelos jornalistas presentes. Tímido, confessa “Ainda não me habituei a estar deste lado. Prefiro estar atrás da câmara”.

“Quando concorri ao World Press Photo nunca pensei vir a ser premiado. Aliás, depois de mandar as fotos nem pensei mais no assunto. Era daquelas coisas que só acontecem aos outros.” Não foi. A foto de Daniel Rodrigues destacou-se entre as milhares que chegaram à Fundação World Press Photo. E o jovem fotógrafo foi o centro das atenções no Museu da Eletricidade durante a visita de Imprensa que antecedeu a inauguração, no dia 2 de maio.

“Vi uns miúdos a jogar à bola e fui jogar com eles. Só depois é que os fotografei”, conta Daniel Rodrigues. Percebeu logo que aqueles imagens “tinham qualquer coisa de especial”. Ainda as tentou vender “mas nenhum jornal as quis comprar”. Ironicamente, os mesmos que hoje lhe pedem entrevistas e publicam foto premiada.

A ironia parece mesmo fazer parte da vida de Daniel Rodrigues. No dia em que recebeu a notícia do prémio da World Press Photo estava desempregado e sem máquina fotográfica. Tinha-a vendido algum tempo antes para fazer dinheiro para viver. Hoje já tem de novo o material, oferecido pela Canon e pelo BES mas continua sem emprego. “Fiz uns trabalhos para a Câmara Municipal de Lisboa e tenho alguns projetos em mão”. Mas a partir de outubro regressa a incerteza. Talvez por isso Daniel Rodrigues não se deslumbre com esta fama momentânea. “Para o ano quero concorrer outra vez ao World Press Photo mas não sei se vou conseguir. Tenho a Carteira Profissional a caducar e como não tenho trabalhos publicados como jornalista freelancer não sei se me vão renovar…”

A fotografia a preto e branco de crianças a jogar à bola num campo de terra da Guiné-Bissau, já correu o mundo. A história do fotógrafo Daniel Rodrigues, desempregado e obrigado a vender a máquina para sobreviver, encheu páginas e páginas de jornais. O que poucos sabem é que Daniel Rodrigues captou a imagem vencedora enquanto voluntário numa missão humanitária, “uma experiência que me marcou para sempre”, conta à Fundação EDP.

Referências

  1. a b Nogueira Dias, João (15 de fevereiro de 2013). «Português que venceu o World Press Photo não tem máquina». Jornal Público. Consultado em 3 de maio de 2013 

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