Disco de 78 rotações

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O disco de 78 rotações ou 78 rpm era uma chapa, geralmente de cor negra, empregue no registo de áudio (músicas, discursos, efeitos sonoros, pista sonora de filmes, etc.). Em geral, foram muito utilizados na primeira metade do século XX.

Diferenças entre os principais formatos de discos
Exemplos de discos de 78 rotações

O material utilizado em seu fabrico era, em geral, a goma-laca, - os mais antigos eram feitos de ebonite - que dava uma característica rija, vítrea e extremamente frágil ao formato. Eram executados inicialmente nos gramofones e, posteriormente, nos toca-discos eléctricos.

Até 1948 era o único meio de armazenamento de áudio, quando foi inventado o LP, mais resistente, flexível, e com maior tempo de duração.

Exemplos de discos de 78 rotações

História[editar | editar código-fonte]

Sua criação é atribuída a Émile Berliner, alemão, na década de 1870, e só passou a ser comercializada em 1895. Berliner divergia de Thomas Edison em relação ao formato a ser adotado para armazenar a gravação sonora, invento ainda recente. Edison apostou nos cilindros de cera, de duração de 1 a 4 minutos, que possuíam menor ruído, porém de menor alcance sonoro (que deixaram de ser produzidos em 1912). Em um primeiro momento a invenção de Berliner foi encampada por uma famosa empresa alemã de brinquedos, que o vendia como tal, junto com um gramofone de dimensões reduzidas.

No final da década de 1890, Berliner criava a Gramophone Company, existente ainda hoje com o nome de EMI (Electric and Music Industries), importante selo no mercado mundial da música. A velocidade e o formato, porém não estavam ainda definidos. Havia discos de 76, 79, 80 rotações, e os tamanhos variavam de 15, 17, 20, 25 a 30 cm. Tal divergência advinha dos diferentes métodos e técnicas de gravação desenvolvidas pelas primeiras marcas, ainda no início do século XX.

Finalmente, na metade da década de 1910 a Victor Record Company (mais tarde RCA Victor) estabeleceu o padrão mais conhecido, e com o qual se denominam os tais discos: 78 rotações por minuto, com as dimensões de 25 cm (ainda continuaram a ser editados discos de dimensões maiores, de 30 cm, especialmente para peças de música clássica, de maior duração). O auge do uso deste formato deu-se nas décadas de 40 e 50, quando o consumo de discos para uso particular tornou-se um costume difundido no mundo inteiro. Mas, ao mesmo tempo, em 1948, surgiria o formato que iria substituí-lo: o LP (Long-Play), de 33 rotações e 30 cm.

O disco de 78 rotações teve ainda uma sobrevida de alguns anos. Nos Estados Unidos, sua produção encerrou-se em 1957 e no Brasil, os últimos foram produzidos em 1964. Já em alguns países africanos como Nigéria e Gana, ou ainda Índia, Colômbia, Guatemala e na extinta União Soviética, o formato continuou sendo utilizado até o início da década de 1970.

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