Escola Normal Caetano de Campos

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Instituto Caetano de Campos

A Escola Normal Caetano de Campos, fundada inicialmente em 16 de março de 1846, hoje é denominada como Escola Estadual Caetano de Campos. Esta funcionava no prédio anexo à Catedral da Sé velha e foi transferida para a Praça da República para o edifício projetado por Antônio Francisco de Paula Sousa e Ramos de Azevedo, inaugurado em 1894 onde atualmente está instalada a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo.

A escola, ao sair desse edifício em 1978, foi transferida para o bairro da Aclimação, em uma edificação mais moderna, situada no antigo terreno da Faculdade de Veterinária da Universidade de São Paulo.

Devido a muitas reclamações, uma parte dos alunos foram transferidos para uma escola na Praça Roosevelt, no prédio que antes permanecia ao Colégio Visconde de Porto Seguro e que anteriormente havia sido o Deutsche Schule (Escola Alemã), tornando-se uma sub-sede da Escola Estadual. Porém, a unidade que detém os decretos originais é a da Aclimação.

Entre outras personalidades marcantes, estudaram no Caetano de Campos Sérgio Buarque de Holanda, Francisco Matarazzo, Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Cecília Meireles, Oscar Americano, Esther de Figueiredo Ferraz, Ludgero Prestes, Dorina Nowill, Cincinato Braga, André Franco Montoro entre outros.

O edifício da praça da República foi tombado pelo Condephaat em 1978.

Início da Escola[editar | editar código-fonte]

Para a formação de professores na Escola Normal Caetano de Campos, eram necessários dois anos, sendo compostos pelas disciplinas de teoria e prática de aritmética, lógica, métodos, noções de geometria, gramática e língua nacional, caligrafia, princípios de religião do Estado e processo de ensino. Todas as aulas eram dadas pelo mesmo professor, também fundador da escola, Dr. Manoel José Chaves. Havia uma variação de 11 a 21 alunos matriculados anualmente na escola.

No ano de 1867, a escola foi a fechada por ausência de verba por conta da aposentadoria do professor. Após oito anos, foi reaberta, começando a funcionar em uma ala da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, passando a aceitar estudantes do sexo feminino, porém, estudando em horários e em locais diferentes. As alunas não podiam ter contato com os alunos do sexo masculino.

Há um novo fechamento das portas em 1878, por motivos de instalação, disponibilização de material didático, baixa frequência e uma diminuição significativa do aproveitamento escolar, ou seja, iniciando o curso com 214 alunos e alunas e finalizando com 44.

Em 1880, abriu novamente mas em uma nova localização, trocando de novo mais duas vezes. Se acomodou na Rua do Tesouro, depois no prédio do Fórum Civil e posteriormente na Rua da Boa Morte, conhecida hoje como Rua do Carmo. [1]

Contexto Histórico[editar | editar código-fonte]

Inaugurado em 1894 e considerado como o primeiro edifício escolar com aspectos que remetiam a ares grandiosos no período republicano, deixou seu legado de um excelente local para se estudar. Entretanto, anos mais tarde o prédio recebeu os cuidados do “arquiteto de São Paulo” Francisco de Paula Ramos de Azevedo, o mesmo optou por realizar expansões significativas, como estacionamentos no subsolo, aumentar a quantidade de salas de aula, expansão das alas, divisões entre os banheiros, entre outros. [2]

Entre os anos de 1935 e 1949 houve também a necessidade da criação um terceiro andar no prédio, onde iria dar espaço ao Instituto de Educação ligado à USP. Logo após, professores da própria Escola Normal Caetano de Campos e alguns outros estrangeiros, foram contratados a dar início aos novos cursos da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras. Por volta dos anos 70, o local já abrigava em torno de aproximadamente 90 salas, divididas entre, sala de aula, sala de música, sala dos professores, sala de orientação, biblioteca e a nobre sala Álvaro Guião. [2]

Após a divulgação do projeto de linha de metrô Leste-Oeste em 1975, veio a público a notícia de que estava previsto a demolição do prédio para reduzir os gastos que o governo teria com a obra. Diante tal decisão, parte da população paulista manifestou-se conseguindo então impedi-los. Contudo, dois anos mais tarde, todos foram comunicados de que o local onde a escola era situada tinha sido escolhido para ali instalar-se a Secretaria da Educação, fazendo-a com que seja transferida de local e dividida para outros 2 prédios (um na praça Roosevelt e o outro na Aclimação). [2]

Características Arquitetônicas[editar | editar código-fonte]

A estrutura do prédio foi inteiramente pensada na ventilação e iluminação que se obteria através das janelas que seriam instaladas, e regularmente espaçadas. Inicialmente a planta baixa apresentada tinha o formato da letra “U” mas com a necessidade de reforma e ampliação do local, o prédio passou a apresentar o formato da letra “E”. Suas janelas seguiam uma sequência arqueada com alguns detalhes em formas geométricas, já no terceiro andar, elas diferenciavam-se por serem maiores e com detalhes lineares.[2]

A construção da fachada se compôs por variados estilos da arquitetura (ecletismo), sendo assim, conforme a evolução da construção a mesma recebia detalhamentos diversificados. Finalizando então, com uma fachada principal, três alas e 225 janelas. [2] [3]

Tombamento[editar | editar código-fonte]

Atualmente, o prédio é considerado um monumento histórico. Foi tombado como bem cultural do Município e Estado de São Paulo pelo (CONDEPHAAT), Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Artístico Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo e também pelo (CONPREST), Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo. [4]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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