Estádio Fredis Saldivar

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Douradão
Estádio Fredis Saldivar
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Nomes
Nome Estádio Municipal Fredis Saldivar
Apelido Douradão
Características
Local  Dourados
 Mato Grosso do Sul
 Brasil
Coordenadas 22° 14' 39" S - 54° 46' 54" W
Gramado Grama natural (100 x 70 m)
Capacidade 30.000 espectadores (BR: 27º)[1]
Construção
Data Meados dos anos 80
Custo R$ 185 milhões (valores atualizados)
Inauguração
Data 12 de abril de 1986
Partida inaugural Ubiratan 4 x 2 Mixto-MT
Primeiro gol Ademir Patrício (Ubiratan)
Recordes
Público recorde 18.780 pessoas
Data recorde 17 de julho de 1988
Partida com mais público Ubiratan 1 x 1 Operário
Outras informações
Remodelado 1994 (inauguração dos refletores)
Proprietário Prefeitura Municipal de Dourados
Administrador Público
Mandante 7 de Setembro
Ubiratan

O Estádio Municipal Fredis Saldivar, conhecido também como Douradão, é um estádio localizado em Dourados, Mato Grosso do Sul, Brasil. Inaugurado em abril de 1986, está situado na região sudeste da cidade de Dourados, sendo de propriedade e também administração da prefeitura local. Com área de cerca de 147 mil metros quadrados, possui uma das melhores infraestruturas de todo o Mato Grosso do Sul. É representante da cidade para os principais eventos futebolísticos regionais. O campo é oficial como determina a FIFA, tendo capacidade para 30 mil pessoas[2]. É o maior estádio de futebol do interior de Mato Grosso do Sul e o segundo estádio estadual, ficando atrás apenas do Morenão. No Brasil é o 27º maior estádio, junto com mais dois estádios.

É o estádio sede onde ocorre o chamado Clássico Douradense, representado pelos dois times locais: o Ubiratan Esporte Clube e o Clube Recreativo Desportivo 7 de Setembro. Ambos já se enfrentaram algumas vezes pelo campeonato estadual. Além do estadual, o estádio também foi palco de competições importantes ao longo de sua existência tais como a Copa do Brasil e Copa Verde. Além de abrigar os jogos oficiais em competições profissionais, o estádio é o palco de competições amadoras ou de outras finalidades no município, como os tradicionais JOJUD (Jogos da Juventude de Dourados) e JED (Jogos Escolares de Dourados).

Nome[editar | editar código-fonte]

O Estádio Municipal Fredis Saldivar tem esse nome em homenagem a Fredis Saldivar, empresário do setor da construção civil que doou o terreno onde o estádio foi construído. De origem paraguaia, este faleceu um pouco antes de o estádio ser inaugurado, em 10 de outubro de 1984, após um fulminante ataque cardíaco as margens do Rio Apa, onde se encontrava na companhia de pessoas da sua família e de seu amigo Joel Pizzini para uma pescaria, um dos seus lazeres preferidos.[3]

Seus pais, Dom Ranulfo Saldivar e Joana Velazques Saldivar, chegaram em Dourados no ano de 1942, vindos do Paraguay, passando pelos ervais da Campanario, e aqui constituíram uma das pioneiras e maiores famílias de descendentes de paraguaios, a familia Saldivar de Dourados. Os filhos de Ranulfo e Joana, os irmãos Saldivar, Estevão, Fredis, Norton, Beto e Nenzo, sob o comando de Fredis Saldivar, fizeram historia na construção civil e principalmente no futebol de Dourados como fundadores e jogadores do Operário Esporte Clube de Dourados, clube que entre os anos 70 e 80, juntamente com o Ubiratan, trouxe muitas alegrias aos desportistas douradenses, época essa que, com certeza, para quem viveu, deixou saudades. A familia Saldivar de Dourados tem hoje em torno de 200 integrantes.[4]

Fredis Saldivar é também um dos fundadores do Operário Esporte Clube de Dourados, clube que, respeitando sempre as demais grandes personalidades que participaram de sua fundação, incorporou-se a historia da Família Saldivar. Não se fala em família Saldivar sem se falar em Operário de Dourados, e vice-versa. Oportuno lembrar que o único fundador hoje em vida, do verdadeiro Operário Esporte Clube de Dourados é o irmão Norton Saldivar.[3]

Histórico[editar | editar código-fonte]

Localizado na Rua Coronel Ponciano, sudeste da cidade, o Estádio Municipal Fredis Saldivar começou a ser construído em meados dos anos 1980 pelo então governador Pedro Pedrossian. Foi inaugurado um ano depois em que houve a redemocratização do Brasil, sendo inaugurado também quase dois anos após a morte do empresário que deu nome ao estádio, Fredis Saldivar. Como o Estádio Napoleão Francisco de Souza (ou da LEDA), não tinha condições de receber uma competição oficial da CBF, o jeito foi improvisar. Como apenas os setores das cadeiras numeradas e arquibancadas cobertas estavam prontos, no lado posterior foram instalados tapumes, para garantir a segurança dos torcedores, jogadores e arbitragem.[5]

O diretor técnico da CBF Pedro Lopes, que era da Federação Catarinense de Futebol, fez a vistoria e liberou o estádio. O primeiro jogo no local foi entre Ubiratan e Mixto, em 12 de abril de 1986, vencido pela equipe douradense por 4 a 2. O primeiro gol foi marcado pelo centroavante ubiratanense Ademir Patrício. Mas o Leão da Fronteira não foi longe na competição, caindo logo na primeira fase. Naquele ano, o Ubiratan Esporte Clube se qualificou para disputar o Campeonato Brasileiro da Série B (batizado na época de Torneio Paralelo). No grupo do “Leão da Fronteira” estavam equipes bastante conhecidas no cenário nacional como América/MG, Uberlândia (MG), Anapolina (GO), Itumbiara (GO), Mixto (MT), Juventus (SP) e a Internacional de Limeira, que no ano anterior havia conquistado o campeonato paulista em uma vitória épica sobre o Palmeiras.[5]

Uma segunda inauguração oficial ocorreu em 1994, dessa vez a estreia dos refletores com o jogo amistoso entre Fluminense e Internacional, um dos grandes clássicos brasileiros. O Douradão foi palco da comemoração de bicampeonato estadual do Ubiratan em 1998 diante do Serc Chapadão e em 1999, de forma invicta, contra o Comercial. No primeiro título em 1990, o jogo decisivo ocorreu em Naviraí.[5] Em dezembro de 2012 houve a doação total do imóvel do estádio ao Município de Dourados, processo de doação previsto na Lei 4.297. A doação foi assinada pelo governador André Puccinelli, pelo então prefeito Murilo Zauith além de vereadores como testemunhas.[6]

Recordes de público[editar | editar código-fonte]

O maior público da história do Douradão, oficialmente, foi a primeira partida da decisão do Campeonato Sul-Mato-Grossense em 17 de julho de 1988, quando 18.780 pessoas pagaram ingresso para ver o empate de 1 a 1 entre Ubiratan e Operário de Campo Grande. No jogo de volta, na Capital, o Galo venceu por 1 a 0 e ficou com o título.[5]

Naquele mesmo ano, em duas semifinais memoráveis entre Ubiratan e CAD (Clube Atlético Douradense), o estádio recebeu mais de 15 mil torcedores em cada jogo.[5]

Copa de 2014[editar | editar código-fonte]

O Douradão chegou a ser indicado para ser candidato para sediar a Copa do Mundo de 2014, mas essa ideia foi abandonada logo depois pois se mostrou inviável, até porque nenhuma cidade não-capital no Brasil foi classificada para sediar o evento.[7]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

No final de 2012 o estádio foi doação ao Município de Dourados, que foi repassada oficialmente pelo governador André Puccinelli, sendo o processo de doação previsto na Lei 4.297. A doação foi assinada pelo governador, o então prefeito Murilo Zauith e vereadores como testemunhas. Trata de um bem incorporado ao patrimônio do município, avaliado em pouco mais de R$ 185 milhões e que faz parte de uma antiga reivindicação dos desportistas locais.[5]

Com aproximadamente 147 mil metros quadrados, é suficiente para a implantação de vários projetos, o que vai transformar o local num grande complexo esportivo. Entre os projetos está a construção de um ginásio de esportes para 7.500 pessoas e de um polo aquático com quatro piscinas, sendo uma delas aquecida. Essas propostas, segundo o diretor da Funed, foram entregues na semana passada ao Ministério do Esporte, durante audiência do prefeito Murilo com o ministro Aldo Rebelo. Além desses, possui uma das melhores infraestruturas de todo o Mato Grosso do Sul, que inclui:[5]

  • 16 acessos
  • Vestiários
  • Torres com refletores para jogos noturnos
  • Arquibancadas cobertas

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

  • É de longe o maior estádio situado no interior (ou fora das capitais) da Região Centro-Oeste, com 30 mil lugares. Nenhum estádio da região que fique fora das capitais comporta tanta gente quanto o Douradão.
  • O estádio recebeu algumas das principais equipes brasileiras em jogos amistosos, como na inauguração da iluminação em 1994 com Fluminense e Inter, como também em competições nacionais.
  • Em jogos festivos atuaram também no estádio craques como Zico, Rivelino, Zenon, Mário Sérgio, Luiz Pereira, Edu, Muller, entre outros.
  • Pela Copa do Brasil já jogaram no estádio o Corinthians, Atlético/MG, Sport e o próprio Internacional, além da Seleção Brasileira, com as categorias Sub17 e Sub20.
  • Em 1990 a revista esportiva Placar, através de uma pesquisa, elegeu o Douradão como um dos dez mais modernos estádios do país e seu gramado entre os cinco melhores para a prática do futebol.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Fontes[editar | editar código-fonte]

  • Enciclopédia do Futebol Brasileiro, Volume 2 - Lance, Rio de Janeiro: Aretê Editorial S/A, 2001.

Referências

  1. «Classificação de estádios de futebol (Sisbrace)». Ministério dos Esportes. 25 de fevereiro de 2017 
  2. CBF (15 de setembro de 2009). «CNEF - Cadastro Nacional de Estádios de Futebol» (PDF). Consultado em 10 de novembro de 2009. Arquivado do original (PDF) em 14 de outubro de 2009 
  3. a b Artigo: 25 anos sem “Dom” Fredis Saldivar[ligação inativa] – Dourados News
  4. A saga da Família Saldivar em Dourados – Doura News
  5. a b c d e f g Estádio Douradão já foi templo do futebol de Mato Grosso do Sul – Campo Grande News
  6. Estádio Douradão é doado oficialmente para a prefeitura – Prefeitura de Dourados
  7. «Dourados poderá sediar jogos da Copa em 2014». Prefeitura Municipal de Dourados. 15 de fevereiro de 2004. Consultado em 29 de janeiro de 2009 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]