Estrela de Luyten

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Estrela de Luyten
Dados observacionais (J2000)
Constelação Canis Minor
Asc. reta 07h 27m 24,5s[1]
Declinação +05° 13′ 32,8″
Magnitude aparente 9,872[2]
Características
Tipo espectral M3.5 V[1]
Cor (U-B) 1,115[2]
Cor (B-V) 1,571[2]
Astrometria
Velocidade radial +18,2 km/s[3]
Mov. próprio (AR) 572.51 mas/a[1]
Mov. próprio (DEC) -3693,51 mas/a[1]
Paralaxe 262,98 ± 1,39 mas[1]
Distância 12,40 ± 0,07 anos-luz
3,80 ± 0,02 pc
Magnitude absoluta 11,94[2]
Detalhes
Massa 0,26[4] M
Raio 0,35[5] R
Gravidade superficial 5 (log g)[6]
Temperatura 3 150 ± 100[6] K
Metalicidade -0,16 ± 0,20[3]
Outras denominações
GSC 00173-01124, BD +05°1668, GJ 273, HIP 36208.[1]

A Estrela de Luyten (GJ 273) é uma estrela anã vermelha na constelação de Canis Minor. Com base em medições de paralaxe, está localizada a uma distância de aproximadamente 12,40 anos-luz (3,80 parsecs),[1] sendo um sistema estelar relativamente próximo da Terra.[4] Com uma magnitude aparente de 9,872,[2] é invisível a olho nu. Foi nomeada a partir de Willem Jacob Luyten, que, em colaboração com Edwin G. Ebbighausen, determinou pela primeira vez seu alto movimento próprio em 1935.[7]

Esta estrela tem cerca de um quarto da massa do Sol[4] e 35% do raio solar.[5] Está perto da massa máxima na qual uma anã vermelha pode ser completamente convectiva; a maioria senão todas as estrelas com essa massa formam uma zona de convecção estendida.[8] A Estrela de Luyten tem uma classificação estelar de M3.5 V,[4] com a classe de luminosidade 'V' indicando que é uma estrela da sequência principal que está gerando energia através da fusão de hidrogênio em seu núcleo. Sua velocidade de rotação projetada é muito baixa para ser medida, mas não é maior que 1 km/s.[9] A temperatura efetiva em sua atmosfera externa é de 3 150 K,[6] dando à estrela a coloração avermelhada típica de estrelas de classe M.[10]

Atualmente, com uma velocidade radial de +18,2 km/s,[1] a Estrela de Luyten está se afastando do Sistema Solar. A maior aproximação ocorreu 13 000 anos atrás quando ela chegou a 3,67 parsecs.[11] Está a apenas 1,2 anos-luz de Procyon, que iria aparecer com uma estrela de magnitude −4,5 no céu noturno de um planeta hipotético ao redor da Estrela de Luyten.[12] O encontro mais próximo entre as duas estrelas aconteceu 600 anos atrás quando a Estrelas de Luyten estava a uma distância de 1,12 anos-luz de Procyon. Os componentes da velocidade espacial da Estrela de Luyten são U = +16, V = −66 e W = -17 km/s.[1]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e f g h i «SIMBAD query result - LHS 33». SIMBAD. Centre de Données astronomiques de Strasbourg. Consultado em 22 de outubro de 2012 
  2. a b c d e Koen, C.; et al. (julho de 2002), «UBV(RI)C photometry of Hipparcos red stars», Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, 334 (1): 20−38, Bibcode:2002MNRAS.334...20K, doi:10.1046/j.1365-8711.2002.05403.x 
  3. a b Nidever, David L.; et al. (agosto de 2002), «Radial Velocities for 889 Late-Type Stars», The Astrophysical Journal Supplement Series, 141 (2): 503−522, arXiv:astro-ph/0112477Acessível livremente, Bibcode:2002ApJS..141..503N, doi:10.1086/340570 
  4. a b c d The One Hundred Nearest Stars, Research Consortium on Nearby Stars, consultado em 22 de outubro de 2012 
  5. a b Lacy, C. H. (agosto de 1977), «Radii of nearby stars: an application of the Barnes-Evans relation», Astrophysical Journal, Supplement Series, 34: 479–492, Bibcode:1977ApJS...34..479L, doi:10.1086/190459 
  6. a b c Viti, S.; et al. (agosto de 2008), «A potential new method for determining the temperature of cool stars», Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, 388 (3): 1305−1313, arXiv:0805.3297Acessível livremente, Bibcode:2008MNRAS.388.1305V, doi:10.1111/j.1365-2966.2008.13489.x 
  7. Luyten, E. G.; Ebbighausen (setembro de 1935), «A Faint Star of Large Proper Motion», Harvard College Observatory Bulletin (900): 1–3, Bibcode:1935BHarO.900....1L 
  8. Reiners, A.; Basri, G. (março de 2009), «On the magnetic topology of partially and fully convective stars», Astronomy and Astrophysics, 496 (3): 787–790, arXiv:0901.1659Acessível livremente, Bibcode:2009A&A...496..787R, doi:10.1051/0004-6361:200811450 
  9. Reiners, A. (2007), «The narrowest M-dwarf line profiles and the rotation-activity connection at very slow rotation», Astronomy and Astrophysics, 467 (1): 259−268, arXiv:astro-ph/0702634Acessível livremente, Bibcode:2007A&A...467..259R, doi:10.1051/0004-6361:20066991 
  10. «The Colour of Stars», Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation, Australia Telescope, Outreach and Education, 21 de dezembro de 2004, consultado em 22 de outubro de 2012 
  11. García-Sánchez, J.; et al. (2001). «Stellar encounters with the solar system». Astronomy and Astrophysics. 379: 634−659. Bibcode:2001A&A...379..634G. doi:10.1051/0004-6361:20011330 
  12. Schaaf, Fred (2008). The Brightest Stars: Discovering the Universe Through the Sky's Most Brilliant Stars. [S.l.]: John Wiley and Sons. p. 169. ISBN 047170410 Verifique |isbn= (ajuda) 
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