Félix Bermudes

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Félix Bermudes
Félix Bermudes
Informações pessoais
Nome completo Félix Bermudes
Data de nasc. 26 de janeiro de 1898 (121 anos)
Local de nasc. Porto, Flag of Portugal (1830).svg Reino de Portugal
Nacionalidade Portugal Portuguesa
Altura 1,76 m
Direito
Informações profissionais
Posição Ex: Médio
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos e gol(o)s
1906–1915 Portugal Benfica 0006 000(1)

Félix Redondo Adães Bermudes OSE (Porto, 4 de Julho de 1874 - Lisboa, 5 de Janeiro de 1960) foi um escritor e dramaturgo português, presidente do Sport Lisboa e Benfica em 1916 e de 1945 a 1946.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Impôs-se desde muito cedo, ao lado de Cosme Damião, primeiro como atleta e, mais tarde, como dirigente. Praticou futebol, atletismo, ténis, ciclismo, tiro desportivo, esgrima, hipismo e natação.

Particularmente marcante terá sido a sua acção em 1906, quando, com Cosme Damião, evitou o desmoronamento do clube, contribuindo com dinheiro próprio para o efeito.

A 28 de Julho de 1925 foi feito Oficial da Antiga, Nobilíssima e Esclarecida Ordem Militar de Sant'Iago da Espada, do Mérito Científico, Literário e Artístico.[1]

Foi um dos membros fundadores da Sociedade de Escritores e Compositores Teatrais Portugueses, primeira designação da Sociedade Portuguesa de Autores e foi seu presidente de 1928 até 1960, sucedendo no cargo a Júlio Dantas.[2]

A 27 de Outubro de 1934 foi feito 53.º Sócio Honorário do Ginásio Clube Figueirense.[3]

Nos seus mandatos, o Benfica obteve três vitórias consecutivas no Campeonato de Lisboa (1915/1916, 1916/1917 e 1917/1918).

Quando da sua segunda passagem pelo clube, em 1945/1946 (em 1930, não aceitou tomar a posse), o jornal "Os Sports", onde publicou muitos poemas, deu ênfase ao facto de Félix Bermudes pertencer a uma equipa de dirigentes que honram um clube e de significar para os mais novos a exemplar conduta para um irmão mais velho.

No último ano, em 1944/1945, sagrou-se campeão nacional e resolveu o intrincado problema da sede da Rua Gomes Pereira, através da compra do edifício por 700.000$00 escudos, a liquidar em 15 anos.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Bermudes foi igualmente um homem de cultura, tendo deixado o seu nome ligado a um sem-número de peças teatrais, comédias, revistas (p. ex. a revista ilustrada Cine [4] de 1934), e guiões de cinema, sendo da sua autoria, em parceria com Ernesto Rodrigues e João Bastos, o guião do filme O Leão da Estrela, de Arthur Duarte.

Em 1933 escreveu o texto da opereta "O Timpanas", com música de Frederico de Freitas.

Foi o criador do hino do Benfica, "Avante, Avante p'lo Benfica". O Sport Lisboa e Benfica foi obrigado pela Ditadura a deixar de usar esse hino, pela conotação Comunista da palavra "Avante", especialmente combinada com a cor encarnada!

Também colaborou na revista O Palco[5] (1912). É ainda famosa a sua tradução do poema If, de Rudyard Kipling.

Referências

  1. «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Felix Bermudes". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 10 de dezembro de 2018 
  2. «Sociedade Portuguesa de Autores». Infopédia 
  3. «Relação de Sócios Honorários» (PDF). Ginasiofigueirense.com 
  4. Jorge Mangorrinha (25 de Fevereiro de 2014). «Ficha histórica: Cine (1934).» (pdf). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 30 de Dezembro de 2014 
  5. Helena Roldão (28 de agosto de 2013). «Ficha histórica: O palco: revista teatral (1912)» (pdf). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 09 de Janeiro de 2013  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
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