Francisco Dias Coelho

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Francisco Dias Coelho
Nascimento 3 de dezembro de 1864
Morro do Chapéu
Morte 19 de fevereiro de 1919
Morro do Chapéu
Cidadania Brasil
Ocupação político

Francisco Dias Coelho, o Coronel Dias Coelho (Morro do Chapéu, 3 de dezembro de 1864 - de 19 de fevereiro 1919), foi um Coronel da Guarda Nacional, comerciante de diamantes e líder político na Chapada Diamantina, mais conhecido por ter sido o padrinho do Coronel Horácio de Matos.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Era filho de negros (ou, no caso do pai, provavelmente mestiço) forros, Quintino Dias Coelho e Maria da Conceição Coelho, ligados ao chefe político da cidade de Morro do Chapéu, na época próspero centro minerador na Bahia, o Major Pedro Celestino Barbosa.[1]

Trabalha na farmácia do padrinho, onde aprende a ler e contar; após receber do Major como presente a patente de alferes da Guarda Nacional, dedica-se ao comércio de diamantes, a partir dos 24 anos de idade. Mais tarde adquire a patente de Coronel.[1]

Ao conquistar fortuna ocupa também funções públicas como o tabelionato de notas e, depois, o Cartório de Hipotecas, acumulando ambos. Casou-se com Maria Umbelina de Oliveira Coelho, sem filhos; entretanto, do relacionamento com Vicentina C. de Amorim, uma mulata, foi pai de Deusdedit Dias Coelho, que veio a tornar-se médico em 1917.[1]

Em sua farmácia acolhe o então jovem Horácio de Matos, como aprendiz, e a quem presenteia com a patente de Coronel da Guarda Nacional.[2] Horácio veio, mais tarde, a se tornar um dos principais representantes do coronelismo brasileiro, e sua morte assinalou o fim deste período no país.[3]

Na cidade natal Dias Coelho foi fundador e principal incentivador do Grêmio Literário, em 5 de outubro de 1902, composto de filarmônica, teatro e biblioteca. Em 1914 torna-se intendente da cidade, cargo que exercia quando faleceu, em 1919.[1]

Intendência de Morro do Chapéu[editar | editar código-fonte]

Dias Coelho, dentre outras realizações, reformou a Casa da Câmara, e outros edifícios públicos como a Cadeia, o Hospício dos Órfãos, o Cemitério e outros.[1]

Realizou a iluminação pública, calçamentos e a ponte que leva seu nome sobre o Rio Jacuípe. Quando faleceu deixou nos cofres públicos um saldo de doze contos de Réis.[1]

Referências

  1. a b c d e f Evaldo (2 de dezembro de 2009). «Feriado 3 de Dezembro de 2009: Aniversário do Cel. Francisco Dias Coelho». Consultado em 7 de julho de 2010 
  2. Revista Memórias da Bahia, vol. 4, Empresa Baiana de Jornalismo S.A., Salvador, novembro de 2002, pp. 6-21.
  3. ABREU, Alzira Alves de. (1984). Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro (1930-1983). [S.l.]: CPDOC/FGV/Forense. pp. 932–933  - verbete coronelismo.
Ícone de esboço Este artigo sobre uma pessoa é um esboço relacionado ao Projeto Biografias. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.