Fritz Feigl

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Fritz Feigl
Nascimento 15 de maio de 1891
Viena
Morte 23 de janeiro de 1971 (79 anos)
Rio de Janeiro
Cidadania Áustria, Brasil
Alma mater Universidade de Viena
Ocupação químico
Prêmios Medalha Wilhelm Exner, Condecoração Austríaca de Ciência e Arte, doutor honoris causa
Empregador Universidade de Viena

Fritz Feigl (Viena, 15 de maio de 1891Rio de Janeiro, 23 de janeiro de 1971) foi um militar, professor, químico e pesquisador austríaco, naturalizado brasileiro.

Fritz foi o criador e idealizador da Análise de Toque, uma técnica simples e eficiente na qual provas analíticas são executadas numa só ou em poucas gotas de soluções sem utilizar instrumentação.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

De família burguesa com boa base cultural, formou-se em humanidades em 1914 e química na Universidade Técnica de Viena. Lutou na Primeira Guerra Mundial chegando à patente de capitão com medalhas de Bronze e de Prata, bem como com a Cruz do Serviço Militar por ter sido ferido na frente russa de batalha. Concluiu o doutorado na Universidade de Viena em 1920. Em decorrência do nazismo, que anexou a Áustria a Alemanha e sendo judeu, foi com a esposa Regine Feigl e filho para a Bélgica, França e, finalmente, Brasil, chegando ao Rio de Janeiro em dezembro de 1940.[2][3]

No Brasil trabalhou no Departamento Nacional de Produção Mineral. Tornou-se membro da Pontifícia Academia de Ciências do Vaticano, da Real Academia de Gotemburgo, da Academia Austríaca de Ciências e da Academia Brasileira de Ciências. Escreveu inúmeros livros traduzidos em várias línguas. Foi professor honoris causa em diversas universidades pelo mundo e morreu de trombose na cidade do Rio de Janeiro em 1971.[4]

Homenagens[editar | editar código-fonte]

O mais importantes prêmio para profissionais da química, no Brasil, leva o nome de Prêmio Fritz Feigl[5] e no filme brasileiro "Tempos de Paz", pouco antes dos créditos finais, são homenageados vários personalidades que trocaram a Europa pelo Brasil fugindo da Segunda Guerra Mundial e entre estes, encontra-se a imagem de Fritz Feigl. Em 1956, ele recebeu o título de doutor honoris causa da Universidade de São Paulo.[6]

Referências

6. Aïda Espínola; Fritz Feigl, Atualidade de seu Legado Científico, 1ª Edição, Edição da Autora: Rio de Janeiro, 2009