Gasosa Cini

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Gasosa Cini
Tipo Refrigerante
Acidulante(s) Ácido cítrico
Conservante(s) Benzoato de sódio
Fabricante Cini Bebidas
Distribuidor Cini Bebidas
Origem São José dos Pinhais / Paraná -  Brasil
Criador Hugo Cini
Sabor Framboesa, gengibre, limão, abacaxi, Guaraná, noz-de-cola, laranja
Variante(s)
  • Cini Abacaxi
  • Cini Framboesa
  • Cini Coca+Limão
  • Cini Gengibirra
  • Cini Guaraná
  • Cini Laranja
  • Cini Limão
Website Site oficial da marca

Gasosa Cini é uma marca de refrigerante característico e tradicional da região sul do Brasil, em especial nos estados do Paraná, onde foi fundada em São José dos Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba) e onde se localiza a fábrica Cini Bebidas, e também um centro de distribuição no estado de Santa Catarina, na cidade de Joinville.[1][2]

Histórico[editar | editar código-fonte]

Egízio Cini[editar | editar código-fonte]

Egízio Cini veio da Itália, da região de Veneto, para o Brasil, no século XIX, com o objetivo de se instalar em terras doadas pelo imperador Dom Pedro II e se estabeleceu na Colônia Cecília, no município de Palmeira, no Paraná. Na colônia, Ezígio casou-se com Aldina Benedetti, de uma família pioneira. Ezígio e Aldina construíram um moinho de fubá e em 1 de outubro de 1891 nasceu seu primogênito, Hugo Cini.

Ezígio era considerado um intelectual que defendia seus ideais, através de um jornal que foi fundado em 1899, em Curitiba e era dirigido por ele, o II Diritto Libertário, inclinado para a divulgação anarquista. O jornal estampava um subtítulo: “Periódico comunista – anarchico”.[3] Com a Proclamação da República, ocorreu a decadência da Colônia Cecília, devido à dívida colonial.

Em 1904, Ezígio Cini associou-se a Carlos Chelli, também ex-integrante da Colônia Cecília para iniciar um pequeno negócio dedicado à produção de bebidas alcoólicas. Em São José dos Pinhais, fundou a Cervejaria Esperança. A empresa produzia uma água carbonatada e algumas bebidas alcoólicas, como Fernet, e duas cervejas - uma clara e outra escura, chamada Águia. A cerveja Águia era artesanal, e o processo de fabricação incluía a fermentação na própria garrafa.

Hugo Cini[editar | editar código-fonte]

Com a morte de Ezígio Cini, Aldina assumiu a posição na sociedade com Chelli, ao lado do filho mais velho, Hugo. Chelli vendeu sua parte na sociedade para Hugo, que assumiu a indústria. Os meios de produção na época eram: uma máquina manual movida a pedal, um tanque para a lavagem das garrafas e tonéis de carvalho para a cerveja. A fermentação levava de 25 a 30 dias e a matéria-prima provinha da Tchecoslováquia, em caixas lacradas com zinco.

Enquanto a fábrica era em São José dos Pinhais, foi construído um depósito em Curitiba, e posteriormente, em 4 de março de 1928, o depósito foi transformado em fábrica, na cidade de Curitiba, e foi registrada como "Hugo Cini e Cia"., tendo suas instalações ampliadas significativamente.

Em 1945, a empresa foi transformada em Hugo Cini e Filhos Ltda., tendo a participação da esposa de Hugo Cini, Amélia Gobbo Cini, e de seus filhos Carlos Ezígio, Carolina Isolina, Aldina, Orlando, Espérdie, Nilo e Ginete.

Inicialmente, as vendas eram realizadas em carroças carregadas com cerca de 60 dúzias, no começo da semana, levando capilé, aguardente, gasosa e cerveja. Como o processo para a fabricação das cervejas era muito caro, a fábrica parou de produzi-las na Segunda Guerra Mundial. Na década de 40, a Cini já fabricava a “colinha”, refrigerante de 190 ml, com gosto puxado para malte.

Parte do maquinário, da marca Dickes, foi trazido da Alemanha para a produção da gasosa, e o químico encarregado da fórmula também foi trazido da Europa. A gasosa era elaborada manualmente, e as essências procediam da Alemanha, nos sabores framboesa, limão, abacaxi, gengibre e o procaroli especial, caramelo que vinha em uma barrica de 200 litros e que dava cor à cerveja.

Em maio de 1963 a Cini foi transformada em Sociedade Anônima sob a designação de Hugo Cini S.A. – Indústria de Bebidas e Conexos.

Na década de 60, mesmo com uma promoção com o refrigerante “colinha”, que oferecia prêmios dentro da tampinha de cortiça, a fábrica parou de produzir o produto devido à grande concorrência da coca-cola. As gasosas, porém, já haviam conquistado o mercado do Paraná e Santa Catarina, em especial a “Gengibirra”. Durante muitos anos a Cini foi conquistando o mercado; comprou a marca Wimi, tradicional refrigerante de laranja e foi modernizando o maquinário.[4]

Produção atual[editar | editar código-fonte]

No início dos anos 70 o empresário Hugo faleceu e o comando da empresa ficou a cargo dos filhos Orlando e Nilo. Como acontece com muitas empresas familiares, na década de 80 a Hugo Cini passou por um processo de transição.

Em 1996, a sede da indústria em Curitiba foi transferida para Pinhais, região metropolitana de Curitiba, onde a indústria passou a dispor de uma área de 10.000m², sendo 6000m² de área construída.

No dia 17 de março de 2003, aos 84 anos de idade faleceu o industrial Orlando Cini.

Em março de 2004, a indústria fez 100 anos, passando a ser uma empresa de bebidas não alcoólicas, oferecendo além das gasosas o chá mate e as bebidas prontas de sucos de frutas.

Em 2006, Cini Bebidas retornou às suas raízes, a cidade de São José dos Pinhais. Atualmente a Cini é comandada por dois grupos de acionistas, herdeiros de Orlando e Nilo Cini.

Apresentação[editar | editar código-fonte]

A Gasosa Cini pode ser apresentada em vários sabores: framboesa, limão, guaraná, gengibirra (feita de gengibre), laranja, abacaxi, cola com limão.

Referências

  1. «Refri Sabor Paranaense». Matéria de capa do Jornal Tribuna do Paraná. Parana-online.com.br. Janeiro de 2013 
  2. «Cini Bebidas amplia presença em Santa Catarina». Nossas Notícias – Empresa Cini. Cini.com.br 
  3. Informações Biblioteca Pública do Paraná
  4. BENEDET, Josiane. 100 anos de uma empresa sem segredos e 100% familiar

Referências bibliográficas[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]