Gilberto Chateaubriand

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Gilberto Chateaubriand
Nascimento Gilberto Francisco Renato Allard Chateaubriand Bandeira de Melo
1925 (97 anos)
Morte 14 de julho de 2022
Porto Ferreira
Residência Fazenda Rio Corrente
Cidadania Brasil
Progenitores
Filho(s) Carlos Alberto Gouvêa Chateaubriand
Ocupação diplomata, empresário
Prêmios

Gilberto Francisco Renato Allard Chateaubriand Bandeira de Melo, ou simplesmente Gilberto Chateaubriand ComIH (Paris, 1925 - Porto Ferreira, 14 de julho de 2022[1]),[2] foi um colecionador, diplomata e empresário brasileiro.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Gilberto era filho de Assis Chateaubriand, magnata da imprensa brasileira, dono dos Diários Associados e fundador do Museu de Arte de São Paulo (Masp).[3]

Trabalhou como diplomata para o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, o Itamaraty, na Europa, entre 1956 e 1959. Retornando ao Brasil Gilberto passou a interessar-se por colecionar arte com perseverança, para isso buscou apoio dos galeristas Giovana Bonino e Jean Boghici, do pintor Carlos Scliar e do colecionador e artista plástico Aloysio de Paula.[3]

Gilberto possuía a maior coleção privada de arte brasileira; mantinha um acervo com mais de de oito mil obras de nomes importantes das artes plásticas, como Lasar Segall, Guignard, Candido Portinari, Iberê Camargo, Lygia Pape, Lygia Clark e Hélio Oiticica, por exemplo.[3] Ao longo de sua vida formou uma prestigiada coleção, cujo foco principal é modernismo brasileiro e arte contemporânea, a partir dos anos 1960 e 1970.[3]

A maior parte do acervo — 6 600 obras, foi cedida em comodato para o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro a partir de 1993. A coleção tornou-se acessível permanentemente ao público e vem sendo mostrada com regularidade também em outras instituições do Brasil e do exterior.[3]

Apresenta a sua coleção reúne uma ampla visão da produção artística nacional brasileira. Possuí ícones como o “Urutu” (1928), de Tarsila do Amaral (uma das quatro telas da artista), e telas como "O farol" e "A japonesa", de Anita Malfatti. Importantes artistas dos anos 1960 1970 também estão lá, como Rubens Gerchman, Carlos Vergara, Antonio Dias, Artur Barrio, António Manuel e Cildo Meireles. Também buscava impulsionar a carreira de nomes da nova geração.[3]

A 28 de Fevereiro de 1961 foi feito Comendador da Ordem Militar de Cristo de Portugal.[4]

Nos últimos anos Gilberto Chateaubriand passava a maior parte de seu tempo em sua fazenda que mantinha no interior de São Paulo, onde cultivava soja e cana, sempre na companhia dos cachorros, tornando sua frequência no seu apartamento no Rio de Janeiro, localizado no bairro no Leblon, cada vez mais raras. Gilberto Chateaubriand faleceu "de causas naturais" em 14 de julho de 2022, na fazenda Rio Corrente, em Porto Ferreira, a 220 quilômetros da capital do estado de São Paulo, e onde estão algumas peças de sua coleção.[3]

Referências

  1. a b «Morre Gilberto Chateaubriand, um dos maiores colecionadores de arte do país». G1. Consultado em 14 de julho de 2022 
  2. Cultural, Instituto Itaú. «Enciclopédia Itaú Cultural». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 14 de julho de 2022 
  3. a b c d e f g «Morre Gilberto Chateaubriand, o maior colecionador de arte do Brasil. Acervo do diplomata conta com mais de de oito mil obras, de nomes como Segall, Tarsila, Portinari, Iberê Camargo, Lygia Clark e Oiticica». jornal O Globo. 14 de julho de 2022. Consultado em 14 de julho de 2022 
  4. «Cidadãos Estrangeiros Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Gilberto Chateaubrian". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 26 de março de 2016 
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