Golpe de Estado (banda)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book.svg
Esta página ou secção não cita fontes confiáveis e independentes, o que compromete sua credibilidade (desde dezembro de 2009). Por favor, adicione referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Conteúdo sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Golpe de Estado
Informação geral
Origem São Paulo, SP
País  Brasil
Gênero(s) Hard rock
Período em atividade 1985 - Atualidade
Gravadora(s) Eldorado, Baratos Afins, Unimar Music, Substancial Music
Página oficial www.golpedeestado.com.br
Integrantes Rogerio Fernandes
Nelson Brito
Roby Pontes
Marcello Schevano
Ex-integrantes Helcio Aguirra
Catalau
Kiko Müller
Paulo Zinner
Dino Linardi
Tadeu Dias

Golpe de Estado é uma banda de rock e hard rock, brasileira formada em 1985.

Atualmente[editar | editar código-fonte]

Golpe de Estado - 2012 - Virada Cultural

A banda é formada por:

História[editar | editar código-fonte]

No final de 1985, na capital paulista, Nélson Brito (baixo) e Paulo Zinner (bateria) tocavam no Fickle-Pickle, onde posteriormente entrou – e saiu rapidamente – o vocalista Catalau. Este projeto não durou muito, e o trio somente se reuniu novamente quando encontraram o guitarrista Hélcio Aguirra, integrante do Harppia.

Com o entrosamento entre seus músicos, Hélcio passa a se dedicar somente ao Golpe de Estado, cujas canções eram predominantemente hard rock, mas com muita influência de algo de heavy metal, além de serem cantadas em português. Em menos de um ano já tocavam pelos teatros e bares de sua cidade, e toda a recepção do público rapidamente culminou num primeiro registro, feito por Luiz Calanca, do Baratos Afins.

Simplesmente batizado de Golpe de Estado, o disco chegou ao mercado em 1986 com certa diferença em sua concepção, pois era um vinil com um dos lados em rotação 33 rpm e o outro em 45. Com a confusão na hora de tocar o vinil, muitos ouvintes das rádios paulistanas acabaram ouvindo “Olhos de guerra” na rotação errada.[carece de fontes?]

O álbum vende rapidamente cinco mil cópias, um número considerável em se tratando de um lançamento independente. Sem conseguir assinar com uma grande gravadora, partem para o segundo disco, novamente pelo Baratos Afins. Forçando a Barra sai em 1988 e até contou com a participação da dupla Arnaldo Antunes e Branco Mello (Titãs) em Onde há fumaça, há fogo. Naturalmente bem mais coeso que o trabalho anterior, as canções estavam soando ainda mais rock n´roll e até mesmo mais dançante, e faixas como Moon dog, Parte do inferno, Noite de balada e Cobra criada foram muito bem aceitas pelos fãs.

Nem Polícia Nem Bandido chega em 1989 pela gravadora Eldorado, e com este disco abriram para o Jethro Tull e Nazareth. Com os estabelecimentos onde tocavam sempre cheios, o Golpe de Estado já estava consolidado na cena paulistana, inclusive tocando com certa frequência na rádio FM 97 Rock.

O próximo álbum, sugestivamente chamado Quarto Golpe, sai em 1991. Os arranjos trazem mais influência de rock n´roll que anteriormente,[carece de fontes?] e, com este álbum, abrem para o Deep Purple, para a felicidade total de Zinner, que alegou ter nesta banda sua maior influência.[carece de fontes?]

Em 1994 lançam Zumbi, o primeiro álbum a ser lançado no formato CD, onde optaram por um caminho diferente do que haviam seguido até então; a faixa-título, por exemplo, teve sua letra escrita por Rita Lee, além de cantarem sua primeira canção em inglês, "Slow Down", juntamente com covers de "My Generation", do The Who e "Hino de Duran", de Chico Buarque.

Com Zumbi também começam alguns problemas para o Golpe de Estado; a gravadora Eldorado se perdeu no planejamento, liberando apenas 2000 CDs iniciais, que se esgotaram rapidamente, além dos boatos de que Zinner estaria deixando o Golpe, surgidos após o baterista também passar a tocar na banda de Rita Lee.

No próximo álbum, o primeiro ao vivo (chamado Dez Anos ao Vivo), que saiu pela Paradoxx Music em 1996, o Golpe de Estado teve sua primeira mudança na formação, com a saída de Catalau. Problemas pessoais fizeram com que ele deixasse de cumprir seus compromissos profissionais, chegando a perder um show e a não comparecer no estúdio para gravar duas canções que também entrariam para neste disco.[1] Quem assumiu o vocal foi Rogério Fernandes (Fickle Pickle e Eletric Funeral) nas canções Todo mundo tem um lado bicho e Cada um bate de um jeito.

Durante o ano de 1999, com o retorno de Catalau à banda, fazem diversas apresentações em grandes festivais.[carece de fontes?] No ano seguinte quem assume de vez o microfone é Kiko Muller, que traz sua voz no álbum Pra Poder, de 2004, com produção musical assinada pela própria banda.

Em 2008 a música Real Valor foi utilizada em um projeto social. A banda Porto Cinco2 idealizou um projeto social que levava o nome da música do Golpe de Estado, o Projeto Real Valor. A banda regravou a música Real Valor e disponibilizou para baixar na web à um valor em dinheiro, a exemplo de muitas bandas como U2 e Green Day. O projeto se estendeu por 6 meses, e teve por objetivo arrecadar fundos para a CUFA (Central Única das Favelas). O projeto ainda foi apoiado por Catalau, ex-vocalista da banda e compositor da música.

Em março de 2010 entram na banda Dino Linardi e Roby Pontes, respectivamente nos lugares de Kiko Muller e Paulo Zinner. No mesmo ano a banda retoma o ritmo de shows e compõe o que viria a ser o novo disco inédito, "Direto do Fronte". Em 2011, revigorada e em plena atividade a banda entra no famoso estúdio Mosh e grava o disco "Direto do Fronte" que conta conta com a participação de Dinho Ouro Preto.

Em 2012 a banda retorna com força total com o lançamento do disco "Direto do Fronte" pela gravadora Substancial Music e inicia a turnê de divulgação desde disco. Nos shows, além das inéditas, do recém-lançado álbum, “Direto do Fronte” (muito bem faladas pela crítica e fãs), embala novamente canções que fizeram a cabeça de muitos da geração dos 80.

No fim de 2012, a gravadora Substancial Music relança os álbuns "Nem Polícia, Nem Bandido", "Quarto Golpe", "Zumbi" em versões remasterizadas e com novo encarte.

Em 2014 Hélcio Aguirra, um dos integrantes fundadores da banda Golpe de Estado morreu aos 54 anos. O guitarrista foi encontrado pela irmã em seu apartamento em São Paulo e faleceu enquanto dormia.

Com quase três décadas de carreira, o Golpe de Estado marcou época no rock nacional, principalmente no cenário underground, entre os anos 1980 e 1990. A banda viajava o Brasil com shows de divulgação do álbum Direto do Fronte (2012), seu oitavo e último trabalho da carreira.

A banda encerrou suas atividades em 10 de Junho de 2015[2] , através de um comunicado feito pelo baixista Nélson Brito. O último show foi feito em 15 de Janeiro.

Em janeiro do 2016 a banda retoma as atividades com nova formação:

GOLPE DE ESTADO

O recomeço

Muito se falou em "golpe de estado" nos últimos tempos neste país. E é exatamente disso que vamos falar aqui. Mas não daquele golpe de estado que envolve choro e ranger de dentes, mas de outro muito mais importante - tão importante que tem que ser escrito com maiúsculas: Golpe de Estado.

E não é apenas por ser um nome próprio que o Golpe de Estado merece essa reverência. Afinal, estamos falando de uma das mais influentes bandas do rock nacional das últimas décadas. O talento e a criatividade de Catalau (vocal), Hélcio Aguirra (guitarra), Nelson Brito (baixo) e Paulo Zinner (bateria) renderam não apenas cinco discos de estúdio e um ao vivo, mas redefiniram a forma de se colocar "rock" e "brasileiro" na mesma frase sem que isso significasse um insulto a qual dos dois termos.

O tempo, a estrada, as experiências, as desventuras e tudo aquilo de que é feita uma banda de rock foram deixando os integrantes pela estrada e, depois das saídas de Catalau e Paulo e de mais dois discos, em 2014 veio o baque mais dolorido de todos: Hélcio Aguirra morreu dormindo, vítima de problemas cardíacos.

Nelson ainda levou a banda adiante por um tempo até que, em junho do ano passado, divulgou um comunicado que levou muita gente a dar o Golpe de Estado por encerrado. Só que não era bem assim...

"O Golpe nunca acabou, a banda está de pé ainda!", garante ele, que está colocando o bloco de volta na rua. E lendo a carta com atenção, fica claro: ele dizia que era aquela formação que estava acabando, não a banda.

Então, aproveitando a comemoração dos 30 anos de existência do Golpe, o baixista reuniu dois ex-integrantes, o vocalista Rogério Fernandes e o guitarrista Marcello Schevano (ambos da banda Carro Bomba), manteve o último baterista, Roby Pontes, e retomou as atividades.

Os shows da nova formação começam em fevereiro e vão estar sempre abertos a convidados, sejam eles ex-integrantes ou não. "O Golpe não é uma casa de porta aberta, é uma casa sem portas, quem quer entra e sai a hora que bem entender", garante Nelson. Nessas apresentações a ideia é tocar o máximo de material de todos os discos lançados pelo quarteto, inclusive temas que nunca foram apresentados ao vivo.

Nelson e Hélcio tinham muitos planos, que foram interrompidos com a morte do guitarrista. E a intenção é colocá-los em prática, como um novo disco de estúdio e um DVD ao vivo. "Às vezes eu me pego pensando no que eu e o Hélcio estaríamos fazendo agora. E um dos motivos de manter o Golpe é justamente esse", diz o baixista. E ele finaliza com o argumento mais forte que pode existir: "Tem muita gente que gosta dessa banda."

Antonio Carlos Monteiro

Jornalista, crítico musical, redator da revista Roadie Crew e músico

Curiosidade[editar | editar código-fonte]

Broom icon.svg
Seções de curiosidades são desencorajadas pelas políticas da Wikipédia.
Ajude a melhorar este artigo, integrando ao corpo do texto os itens relevantes e removendo os supérfluos ou impróprios (desde dezembro de 2009).
  • Paulo Zinner faria um teste para ser baterista do Whitesnake em Londres quando Cozy Powel saiu após o Rock In Rio 1985, mas, por estar com passaporte vencido no país, foi preso e acabou sendo deportado para o Brasil junto com o baixista Nelson Brito, não chegando a realizar o tal teste. O baterista deu essa declaração no programa "Jô Soares Onze e Meia" em 1991 durante uma entrevista de divulgação do LP "Quarto Golpe". Mais tarde, Paulo Zinner Funda o Golpe de Estado.

Discografia[editar | editar código-fonte]


Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]