Hebrom

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Hebrom
Hebron172.JPG
Hebraico חֶבְרוֹן
Árabe الخليل
Significado "comunidade","confederação" ou "aliança"
Governo Cidade (desde 1997)
População 167 000 (2006)
Prefeito Tayseer Abu Sneineh
Website www.hebron-city.ps
Pix.gif Centro histórico de Hebrom/Al-Khalil *
Welterbe.svg
Património Mundial da UNESCO
País  Palestina
Tipo Cultural
Critérios (ii), (iv), (vi)
Referência 1565
Histórico de inscrição
Inscrição 2017  (? sessão)
Em perigo 2017
* Nome como inscrito na lista do Património Mundial.

Hebrom ou Hébron[1] em hebraico: חֶבְרוֹן; transl.: Ḥevron; em árabe: الخليل; transl.: al-Khalīl) é uma cidade palestina da Cisjordânia.[2][3][4][5] É a maior cidade da Cisjordânia e a segunda maior nos territórios palestinos após Gaza, com uma população de 215.452 palestinos (2016)[6] e entre 500 e 850 colonos judeus concentrados no bairro antigo e nos arredores.[7][8][9][10][11]

Situada na região histórica da Judeia, é considerada sagrada por judeus, cristãos e muçulmanos por sua associação com Abraão.[12] A cidade inclui o local de enterro tradicional de vários patriarcas e matriarcas bíblicos na Túmulo dos Patriarcas. O judaísmo classifica Hebron como a segunda cidade mais sagrada depois de Jerusalém, enquanto alguns muçulmanos a consideram uma das quatro cidades sagradas.[13][14][15][16] Em 2017, o centro histórico foi declarado Património Mundial da UNESCO, e declarado como palestino por esse órgão em sua lista.

Após Israel ter ocupado a cidade em 1967, o Protocolo de Hebron de 1997, parte dos esforços de paz entre israelenses e palestinos, dividiu a cidade em dois setores: H1, controlado pela Autoridade Palestina, e H2, aproximadamente 20% da cidade, administrada por Israel. Todas as providências de segurança e autorizações de viagem para os residentes locais são coordenadas entre a Autoridade Palestina e Israel através da administração militar da Cisjordânia (COGAT). Os colonos judeus têm seu próprio órgão municipal, o Comitê da Comunidade Judaica de Hebron.[17]

Aninhado nas montanhas da Judeia, fica a 930 metros acima do nível do mar. A província de Hebron é a maior província palestina, com uma população de 600.364 em 2010. Hebron é um centro movimentado do comércio na Cisjordânia, gerando cerca de um terço do produto interno bruto da região, devido principalmente à venda de calcário de pedreiras na região. Possui reputação local por suas uvas, figos, calcário, oficinas de cerâmica e fábricas de sopro de vidro, e possui o principal fabricante de laticínios. A cidade velha de Hebron possui ruas estreitas e sinuosas, casas de pedra com telhado plano e bazares antigos. A cidade é sede da Universidade de Hebron e da Universidade Politécnica da Palestina.[18][19][20][21]

História[editar | editar código-fonte]

Foi neste local onde morreu Sara, aos cento e vinte e sete anos de idade (1 859 a.C., pelos cálculos de Ussher).[22]

Era uma cidade cananita, chamada Quiriate-Arba, na região montanhosa de Judá.[23] Seu rei participou da aliança comandada por Adonisedeque, rei de Jerusalém, com os reis de Jarmute, Laquis e Debir, contra os gibeonitas, quando estes se submeteram aos hebreus; os cinco reis foram derrotados por Josué (1 451 a.C.).[24] Foi conquistada em 1 446 a.C.,[25] e dada aos filhos de Coate, passando a ter este nome por causa de Hebrom, filho de Coate.[23] [26] Coate era um dos três filhos de Levi; os filhos de Levi foram Gersom, Coate e Merari.[27]

O campo da cidade e suas aldeias foi dado a Calebe, filho de Jefoné,[28] e Hebrom foi dada aos filhos de Aarão, o sacerdote, para ser refúgio para o homicida.[29]

Foi em Hebrom que Davi se refugiou, com suas mulheres, Ainoã, a jezreelita e Abigail, que fora esposa de Nabal, o carmelita.[30] Em 1 055 a.C.,[31] os homens de Judá ungiram Davi como rei de Judá em Hebrom,[32] e ele reinou sete anos e seis meses em Hebrom.[33] Abner, capitão de Saul que desertou para Davi após a morte de Saul, foi enterrado em Hebrom.[34]


Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Machado, José Pedro, Dicionário Onomástico Etimológico da Língua Portuguesa, verbete "Hébron"
  2. Kamrava 2010, p. 236.
  3. Alimi 2013, p. 178.
  4. Rothrock 2011, p. 100.
  5. Beilin 2004, p. 59.
  6. Localities in Hebron Governorate by Type of Locality and Population Estimates, 2007–2016, Palestinian Central Bureau of Statistics, 2016.
  7. David Shulman 'Hope in Hebron,' at New York Review of Books 22 March 2013.
  8. Sherlock 2010;
  9. Campbell 2004, p. 63; Gelvin 2007, p. 190 Levin 2005, p. 26;Loewenstein 2007, p. 47;Wright 2008, p. 38.
  10. Medina 2007 for the figure of 700 settlers.
  11. Katz & Lazaroff 2007,Freedland 2012, p. 21 for the figure of 800 settlers.
  12. Emmett 2000, p. 271.
  13. Dumper 2003, p. 164
  14. Salaville 1910, p. 185:'For these reasons after the Arab conquest of 637 Hebron "was chosen as one of the four holy cities of Islam.'
  15. Aksan & Goffman 2007, p. 97: 'Suleyman considered himself the ruler of the four holy cities of Islam, and, along with Mecca and Medina, included Hebron and Jerusalem in his rather lengthy list of official titles.'
  16. Honigmann 1993, p. 886.
  17. An Introduction to the City of Hebron
  18. Hebron Governorate pp. 59, 60
  19. Hasasneh 2005.
  20. Flusfeder 1997
  21. Zacharia 2010.
  22. James Ussher, The Annals of the World 1859 BC [em linha]
  23. a b Josué 21:10-11
  24. James Ussher, The Annals of the World 1451 BC
  25. James Ussher, The Annals of the World 1446 BC
  26. I Crônicas 6:54-55
  27. Êxodo 6:16
  28. Josué 21:12
  29. Josué 21:13
  30. II Samuel 2:1-2
  31. James Ussher, The Annals of the World 1055 BC
  32. II Samuel 2:4
  33. II Samuel 2:11
  34. James Ussher, The Annals of the World 1048 BC

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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